Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Cientistas descobrem demência que tem os mesmos sintomas do Alzheimer

Apesar da semelhança, são coisas diferentes. A LATE age ainda mais devagar do que o Alzheimer e atinge pessoas no fim da vida.

Por Maria Clara Rossini
Atualizado em 1 ago 2022, 18h00 - Publicado em 30 abr 2019, 18h39

As características de um novo tipo de doença foram descritas pela primeira vez por um grupo de cientistas. Até aí tudo bem. Acontece que essa doença é extremamente parecida com o Alzheimer – e pode ajudar a explicar a não tão rara ineficácia do tratamento desse problema, que é a demência mais comum em todo o mundo.

Estamos falando da LATE, descrita em um estudo publicado nesta terça-feira (30) na revista científica Brain. De acordo com a pesquisa, ela afeta mais de 20% dos idosos maiores de 85 anos de idade. A sigla simplifica uma doença de nome extenso e complicado: encefalopatia TDP-43 límbico-predominante relacionada à idade. 

Não se assuste: o nome até ajuda a entender o que é essa encrenca. Encefalopatia significa que se trata de uma doença no cérebro. TDP-43 é a proteína que contribui para a manifestação da condição. “Límbico-predominante” diz que ela afeta o sistema límbico, área do cérebro responsável pelas emoções e comportamentos sociais. E “relacionada à idade” indica que os mais atingidos são os idosos.

O que distingue a LATE do Alzheimer é justamente a proteína TDP-43. Em uma pessoa jovem e saudável, ela ajuda a regular a atividade genética no cérebro. Já quando se apresenta em condições anormais, afeta o aprendizado e a memória. No caso de quem sofre com Alzheimer são outras proteínas que estão por trás: tau e beta-amiloide.

Continua após a publicidade

Na prática, os sintomas são bem parecidos: perda de memória, declínio cognitivo e alterações de humor. A principal diferença é que a LATE se desenvolve mais devagar. Mas também é possível que uma pessoa tenha as duas doenças – e aí, a degeneração é mais rápida.

O fato de as duas doenças serem causadas por proteínas diferentes explica a ineficácia de alguns tratamentos para o Alzheimer – de nada adianta mirar em proteínas beta-amiloides, por exemplo, se o problema está nas TDP-43.

Para os autores do estudo, é essencial aprofundar os estudos na LATE para encontrar novos tratamentos contra as demências. “Esperamos que esse trabalho contribua para acelerar pesquisas que vão nos ajudar a entender as causas dessas doenças e desvendar novas oportunidades terapêuticas”, disse Nina Silverberg, diretora do centro de Alzheimer no Instituto Nacional de Envelhecimento, nos Estados Unidos, em nota.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.