Clique e Assine SUPER por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Cientistas editam genes do glúten e produzem trigo para celíacos

Em testes preliminares, pessoas sensíveis à proteína conseguiram tolerar a nova versão - que é 85% menos nociva que as convencionais

Por Guilherme Eler
Atualizado em 29 set 2017, 18h55 - Publicado em 28 set 2017, 18h54

Descobrir-se intolerante ao glúten significa dar um doloroso adeus ao pão na chapa de todas as manhãs. E à tradicional macarronada de domingo. E também aos bolos de aniversário – e a qualquer outra coisa que tiver em sua composição quaisquer traços de grãos como trigo, centeio e aveia.

Por mais que pareça exagero, é importante manter mesmo toda essa disciplina. Para quem é celíaco, consumir uma quantidade irrisória de glúten (como um pedaço pequeno de pão francês) pode ser suficiente para ativar sintomas desagradáveis, como vômitos e enjoos.

Como a lista de proibições é extensa, é normal que os intolerantes recorram a substitutos para esses quitutes. O problema é que preferir outros ingredientes não costuma ser uma escolha tão prazerosa, já que é graças ao glúten que achamos esses carboidratos tão gostosos. E a explicação para isso está justamente em sua composição: o glúten contém dois tipos de proteínas, as gliadinas e gluteninas, que garantem critérios como a extensibilidade e elasticidade da massa – e deixam pães e bolos com aquela aparência firme, mas fofinha.

Gliadina dá, gliadina tira. Além de garantir a consistência do pão, a proteína também contém a maior parte dos componentes nocivos aos celíacos. Moléculas não digeridas de gliadina, ao entrarem com contato com sua mucosa intestinal, causam um processo inflamatório que dá início aos sintomas.

A boa notícia é que um novo estudo espanhol se propôs a dar um fim neste dilema. Conforme descreveram no jornal Plant Biotechnology, os pesquisadores conseguiram editar geneticamente o glúten para remover parte de suas gliadinas – e desenvolver um trigo menos nocivo para quem tem doença celíaca ou intolerância.

Utilizando a técnica CRISPR (sigla em inglês para Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas) os cientistas inutilizaram 35 dos 45 genes do trigo responsáveis por produzir a gliadina. Isso possibilitou a criação de um novo trigo – que despertou uma reação imune 85% menos intensa.

O retorno humano, ao menos no primeiro momento, também foi bastante favorável. Segundo disse Francisco Barro, um dos autores do estudo, em entrevista à New Scientist, o pão feito com o trigo geneticamente modificado conseguiu ser tolerado por 20 cobaias sensíveis ao glúten.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Super impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.