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Cirurgia promete aumentar a sensibilidade do “ponto G”

Três mulheres dos EUA se submeteram ao procedimento, que é experimental e polêmico - pois a ciência não sabe se o tal ponto realmente existe

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 abr 2018, 13h46 | Atualizado em 26 abr 2018, 13h46
Cirurgia promete aumentar a sensibilidade do “ponto G” Priorizar nos meus resultados Google

A operação foi criada pelo ginecologista americano Adam Ostrzenski, que a batizou de G-spotplasty (algo como “ponto G-plastia”) e aplicou a técnica em três pacientes que haviam perdido a capacidade de ter orgasmos. A cirurgia consiste em retirar um pequeno pedaço da parede inteiror da vagina e em seguida suturar a incisão, o que retesa o tecido – e supostamente deixa o ponto G mais evidente.

Segundo o médico, as três pacientes recuperaram a capacidade de ter orgasmos vaginais (sem estimulação do clitóris), e sua vida sexual melhorou por causa disso. Mas a afirmação é controversa – porque a própria existência do ponto G não é um consenso na comunidade científica.

O ponto G tem esse nome porque sua existência foi proposta pelo ginecologista alemão Ernst Grafenberg (1881-1957). O termo “ponto G”, contudo, só foi inventado em 1981. O ponto supostamente fica 5 a 8 cm dentro da vagina e é altamente sensível, estando diretamente ligado aos orgasmos.

Mas isso nunca foi provado de forma conclusiva: há estudos afirmando que o ponto G de fato existe e é visível (por meio de ultrassom) enquanto a mulher está tendo um orgasmo, mas também há vários trabalhos científicos que não encontraram evidências do tal ponto.

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