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Condição rara fez vagina de uma mulher produzir… leite

Chamado de tecido mamário "ectópico", ele pode se desenvolver em diversos lugares do corpo - inclusive nas áreas íntimas.

Por Ingrid Luisa 19 jun 2019, 19h35

Após a gravidez, o corpo da mulher demora um pouco para voltar ao que era antes. Mas uma mãe na Áustria passou por algo particularmente incomum: ela começou a lactar pela vulva.

Sim, exatamente o que você leu: em termos menos técnicos, ela estava liberando leite materno pela região externa da vagina. De acordo com um relatório sobre o caso, a mulher de 29 anos recentemente deu à luz o seu segundo filho.

Essa saga teve início quando a paciente começou a sentir uma dor severa no lado direito da pelve. A mulher alegou que, quatro dias após o parto, ela desenvolveu inchaço nos dois lados da vulva e notou a liberação de um líquido “branco-leitoso” na área. Ela também disse que teve inchaço semelhante após a primeira gravidez.

Os primeiros médicos que atenderam o caso desconfiaram que a mulher poderia ter desenvolvido um abcesso, cheio de pus, causado por uma infecção nos pontos que ela precisou receber após o parto. Por consequência, o líquido deveria ser uma espécie de pus.

Só que as primeiras análises mostraram que não. E se não era pus, o problema dificilmente seria um abcesso. Daí surgiu a hipótese mais surpreendente: a mulher poderia ter desenvolvido tecido mamário na vulva. De fato, quando os médicos realizaram uma ultrassonografia da área, eles comprovaram que ali havia tecido mamário em plena lactação.

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De acordo com os especialistas, o lado direito estava particularmente inchado e doloroso porque as suturas cobriram um “ducto excretor” do leite. Uma vez que esses pontos foram removidos, a dor da mulher imediatamente diminuiu. Em duas semanas, o inchaço e a secreção de leite no tecido ectópico cessaram. Já a amamentação pelo tecido mamário adequado (o seio) continuou, para sorte da mãe e do bebê. As informações sobre o caso foram reunidas em um relatório publicado na edição de julho do periódico Obstetrics & Gynecology.

Essa ter sido uma das coisas mais estranhas que você já leu na vida, mas casos assim já foram descritos pela medicina antes: às vezes, mulheres desenvolver tecidos mamários em outras partes do corpo – os chamados tecidos “ectópicos”, ou “acessórios”. As mulheres que desenvolvem isso, geralmente após à gravidez, já nascem com esse tecido deslocado.

Segundo o relatório, cerca de 1% a 5% das crianças possuem essa anomalia, mas é muito muito raro que ela se concentre na a vulva. O mais comum é que o tecido ocorra na área das axilas. Em alguns casos, as mulheres desenvolvem não apenas as células mamárias, mas toda a estrutura do mamilo em outras regiões do corpo.

Geralmente esse “mamilo extra” não se desenvolve totalmente, e as mulheres só detectam que possuem tecido mamário ectópico após a gravidez – ou se ele apresentar problemas, originando câncer, por exemplo. Os médicos recomendam que, em qualquer um desses casos, o tecido seja retirado assim que é descoberto.

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