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Cozinhar em panelas de alumínio é perigoso

Sabe aquela panela de alumínio antiga, que você ganhou da sua avó? Pode usar sem medo: esse é mais um daqueles mitos sem pé nem cabeça. É verdade que as panelas de alumínio podem soltar partículas do metal, principalmente se forem de qualidade inferior. E é fato também que o acúmulo de alumínio (e outros metais) no organismo facilita o desenvolvimento de doenças degenerativas, como os males de Alzheimer e Parkinson. Mas a preocupação é desproposital. “Pesquisas provaram que a quantidade de alumínio liberada pelas panelas é muito pequena, incapaz de ter esse efeito devastador sobre a saúde”, afirma Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração e do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo. Segundo estudo feito pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas, alimentos preparados em panelas de alumínio contribuem com apenas 2% do limite máximo de ingestão diária do metal (1 miligrama por quilo de massa corporal), dose mais do que segura, na avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conclusão: panelas de alumínio trazem perigo zero para a sua saúde. “Mas nem por isso são a opção mais saudável para cozinhar”, afirma a nutricionista Roseli Rossi. Outros tipos de panela, como a de vidro, são melhores, porque evitam a proliferação de bactérias e não transferem resíduos para os alimentos.

E as panelas de ferro, como ficam?

A voz do povo costuma recomendar o uso da panela de ferro, que ajudaria na prevenção da anemia. Mas, na opinião da nutricionista Roseli Rossi, trata-se de uma solução pouco prática. “Não é uma panela fácil de usar. O cozimento é demorado, os alimentos grudam e é difícil de limpar. Em caso de carência de ferro, é muito mais cômodo caprichar na alimentação, ingerindo alimentos ricos nesse nutriente, como carnes, folhas verdes e grãos, ou tomar um suplemento”, diz. A nutricionista alerta para outro problema: nem sempre o ferro faz tão bem assim à saúde. “O excesso de ferro está associado a males cardíacos”, diz.

O ranking

1. DE VIDRO
Evita a proliferação de bactérias e não transfere resíduos para os alimentos.

2. ESMALTADAS E ÁGATA
O revestimento de esmalte age como barreira contra bactérias e a limpeza é bico.

3. ANTIADERENTES
A camada de Teflon evita que o alimento grude. O material esteve sob suspeita de ser cancerígeno – o que não foi confirmado.

4. CERÂMICA E BARRO
O cozimento é lento, mas a comida fica quente por mais tempo. Peças de baixa qualidade podem soltar chumbo, que causa intoxicação.

5. INOX
Feitas de liga de ferro, cobre e níquel, permitem cozimento uniforme, sem grudar. Mas podem liberar os metais de sua composição, provocando alergias.

6. FERRO
As panelas liberam ferro, substância que pode ajudar a combater a anemia. Mas em excesso esse nutriente é perigoso para quem sofre de problemas cardíacos.

7. ALUMÍNIO
Barata, não traz prejuízos para a saúde.