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Frango conservado ao raio gama

Pela primeira vez, um alimento conservado por radiação gama foi liberado para consumo nos EUA. Os americanos querem prolongar a "vida útil" de frangos nos supermercados, usando a radiação a fim de diminuir os riscos de deterioração.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 19h05 - Publicado em 31 ago 1990, 22h00

Pela primeira vez, um alimento conservado por radiação gama – método malvisto por alguns médicos e ecologistas – foi liberado para consumo nos Estados Unidos. Os americanos querem prolongar a “vida útil” de frangos nos supermercados, usando a radiação a fim de diminuir os ricos de deterioração. Os alimentos bombardeados por raios gama sofrem mudanças químicas que alteram os processos normais de crescimento de células vivas e acabam com as bactérias. “Não há problema”, traqüiliza a especialista Raquel Domarco, do Centro de Energia Nuclear da Agricultura (Cena). De Piracicaba, São Paulo. “Mas, para que a radiação não deixe gosto ruim, o frango precisa ser congelado depois.” O Cena é o único estabelecimento brasileiro onde se irradiam alimentos, porém só em escala experimental. Em vários países, o processo, por sinal bastante cro, é usado para a conservação de carnes, cereais e frutas sem que se tenha constatado contaminação radioativa. A controvérsia, no entanto, persiste.

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