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Fundação de Bill Gates investe em implante que pode prevenir HIV

O objetivo é proteger pessoas que vivem em áreas de alto risco de contaminação do vírus

Por Marina Demartini, de Exame.com Atualizado em 3 jan 2017, 16h58 - Publicado em 3 jan 2017, 16h52

Um novo tratamento que promete acabar com a epidemia de HIV na África subsaariana ganhou um grande investidor. A Fundação Bill & Melinda Gates, criada pelo fundador da Microsoft e por sua esposa, investiu 140 milhões de dólares em um implante que pode reduzir as chances de uma pessoa ser infectada pelo vírus da imunodeficiência.

O tratamento foi desenvolvido pela Intarcia Therapeutics, uma companhia americana de farmacêuticos, e tem como base uma técnica conhecida como profilaxia pré-exposição. Geralmente, esse método requer que o paciente tome medicamentos diariamente. O novo tratamento, no entanto, não exige tanto comprometimento.

O objetivo da farmacêutica é implantar um pequeno objeto  na região subcutânea da pele do paciente. O produto irá distribuir um fluxo constante de medicamentos anti-HIV no corpo da pessoa em períodos de seis ou 12 meses. Assim, em vez de tomar remédios todos os dias, o paciente receberia doses uma ou duas vezes ao ano. Você pode ver o dispositivo abaixo:

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ntarcia Therapeutics | Divulgação

“Há uma necessidade vital de uma intervenção contra o HIV/AIDS que permita que aqueles em risco incorporem a prevenção mais facilmente em suas vidas”, disse Sue Desmond-Hellmann, CEO da Fundação Bill & Melinda Gates, em um comunicado. “Estamos otimistas em relação à perspectiva de um dispositivo profilático implantável que pode fazer uma grande diferença para as pessoas mais necessitadas.”

Esse não é o primeiro implante criado pela companhia. Em novembro de 2016, a Intarcia iniciou o processo de aprovação do ITCA 650, um produto voltado para pacientes com diabetes tipo 2. A terapia tem como objetivo oferecer um controle glicêmico mais eficaz a partir da dosagem contínua.

 

Este conteúdo foi publicado originalmente em Exame.com

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