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Genética da velhice

O Centro de Estudos do Polimorfismo Humano (CEPH), em Paris, responsável por mais de 90% do que se conhece do mapeamento do genoma humano, revelou a descoberta de dois genes associados ao envelhecimento. Graças a um projeto chamado Chronos 300, centenários franceses tiveram seu patrimônio genético analisado. A equipe do CEPH, dirigida pelo professor Daniel Cohen, se interessou pelas variantes de um gene, que comanda a produção da chamada apolipoproteína E. Essa substância, normalmente, transporta as moléculas de colesterol pelo sangue. Mas suas primas, isto é, variantes muito parecidas, estão associadas a doenças degenerativas da terceira idade.

São justamente essas parentas da apolipotroteína que os cientistas encontraram em muito menor quantidade, no organismo de quem já assoprou mais de cem velinhas de aniversário. Pode ser até que descobertas como esta levem a remédios para neutralizar alguns dos efeitos negativos do envelhecimento. Mas, segundo Cohen, este não é o principal objetivo: “Antes de mais nada, queremos apenas compreender o processo da senilidade”.