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Morar perto de grandes avenidas aumenta a chance de ter demência

Melhor procurar uma casa no mato da próxima vez.

Má notícia para quem mora nas capitais do Brasil. Um estudo do Instituto de Saúde Pública de Ontário, no Canadá, descobriu que quem passa a vida perto de avenidas movimentadas tem chances 7% maiores de desenvolver demência ao final da vida.

A pesquisa analisou 6,5 milhões de ontarianos de 20 a 85 anos, a partir de seus CEPs. E a correlação estava lá: quem morava a 50 metros de grandes avenidas (cerca de meio quarteirão) ficava mais suscetível a doenças do que quem morava a pelo menos 300 metros. O motivo, acreditam os cientistas, está na poluição do ar e no barulho – que são de enlouquecer qualquer um.

Se o voluntário morasse entre 50 e 100 metros das avenidas, suas chances de demência caíam para 4%, e quem morava entre 100 e 200 metros tinha apenas um risco 2% maior de desenvolver a doença.

“Apesar dos efeitos cada vez mais preocupantes das doenças neurodegenerativas, ainda não sabemos ao certo as suas causas. Há indícios que associam o trânsito a esses males. Alguns estudos mostram que emissões de diesel podem causar inflamações neurológicas. E já se provou que o barulho diminui a capacidade cognitiva em ratos”, escreveram os autores do estudo.

Os pesquisadores também investigaram a relação dos CEPs dos moradores com outras doenças, como Mal de Parkinson ou esclerose múltipla – mas não houve ligação nesses casos.

Comentários

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  1. Eu vou ficaaaaaaaaar, ficar com certeeeeeeza, maluco beleeeeza! Eu vou!

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  2. Luiz Felipe Fortes Debetil

    Ou, talvez, as residências mais próximas das grandes avenidas são mais caras e seus moradores tem maior poder aquisitivo. Consequentemente, tem maior acesso à diagnósticos médicos. Assim, aquelas que vivem mais longe teriam a mesma incidência da doença mas foram diagnosticadas em porcentagem menor.

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