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Mulheres que trabalham à noite são menos férteis

Ficar longe da luz solar afeta o ritmo do organismo e prejudica o amadurecimento dos óvulos.

Por Giselle Hirata 9 fev 2017, 17h23
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Quem é mãe sabe: é preciso mudar um pouco a rotina em favor do filho. E, de acordo com a uma pesquisa da Universidade de Harvard, quem quiser engravidar também vai ter que seguir essa regra. A nova recomendação é: se quiser ter um bebê, não trabalhe à noite.

No estudo, médicos acompanharam cerca de 500 mulheres que faziam tratamento de fertilidade no Hospital Geral de Massachusetts. E eles notaram que as que tinham expediente noturno ou trabalhos muito pesados eram menos férteis.

Os resultados tiveram como base o número de óvulos produzidos por cada uma das pacientes quando os ovários eram estimulados durante a fertilização in vitro. As mulheres que trabalhavam no turno diurno produziam uma média de 11,2 óvulos por sessão, enquanto as do turno da noite tinham uma média de 8,7 – uma queda de 28%. Já as que tinham serviços mais pesados, apresentaram 14% menos óvulos.

“Nosso estudo sugere que as mulheres que estão planejando uma gravidez devem estar cientes dos potenciais impactos negativos que os trabalhos pesados e fora dos horários comerciais podem ter em sua saúde reprodutiva”, disse Lidia Mínguez-Alarcón, uma das pesquisadora, ao Telegraph.

O motivo da redução dos óvulos estaria associado a uma disfunção no ritmo circadiano (que controla o nosso ciclo biológico) – o que afetaria a produção, o desenvolvimento e o amadurecimento dos óvulos.

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O problema do trabalho noturno, segundo os especialistas, é a falta de luminosidade. Os seres humanos precisam de luz para manter o bom funcionamento do organismo. “Quando a luz solar atinge nossa retina, a serotonina, o hormônio da felicidade, é liberada no nosso cérebro. Por isso amamos os dias ensolarados”, explicou Alastair Sutcliffe, professor de pediatria da University College London, também ao Telegraph. “E é por isso que trabalhar à noite não é biologicamente recomendado.”

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