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O álcool não mata por overdose

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2011, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 19h07
O álcool não mata por overdose Priorizar nos meus resultados Google

Se você costuma dar PT (“perda total”) na balada, cuidado: uma delas pode ser fatal. O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode, sim, levar à morte. O envenenamento por álcool é consequência da sua ingestão em maior quantidade do que o corpo consegue metabolizar. E nem é preciso tanto assim. Segundo o órgão americano National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism, o nível de consumo considerado “uso pesado episódico” – isto é, além da conta – começa em 5 doses para os homens e 4 para as mulheres, em um período de duas horas. É o que basta para a coisa ficar preta (veja o quadro ao lado).

O álcool mata porque exerce efeito depressivo sobre o sistema nervoso central e “desliga” as áreas cerebrais que controlam a consciência, a respiração e os batimentos cardíacos, levando ao coma e à morte. Como o corpo é sábio, ele dá o alerta sobre esse risco iminente fazendo você se sentir mal e parar de beber. Pelo vômito, ele tenta jogar para fora o álcool antes que caia na corrente sanguínea. “A intoxicação alcoólica grave provoca distúrbios metabólicos, como desidratação, hipotensão – a queda da pressão arterial – e arritmia, levando à parada cardíaca”, diz Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração (HCor) e do Instituto Dante Pazzanese, de São Paulo. Outro perigo mortal nesse quadro é a asfixia pelo vômito – no caso daqueles que apagam e, de tão intoxicados, não conseguem acordar.

Calibrar a ingestão de birita é questão não apenas de bom senso mas também de noção de limites. “Não é possível afirmar com exatidão depois de quantos drinques o perigo começa, pois a intoxicação depende de fatores individuais, como massa corporal e grau de tolerância à bebida”, frisa Magnoni. Outra variável é o estado do fígado. “Um órgão já avariado sofre mais os efeitos do álcool”, explica o médico. Isso tudo sem falar nos problemas crônicos que podem ser causados pela bebida, como cirrose, pancreatite, colite e gastrite, por exemplo. Um preço alto demais para pagar por um pouco de diversão, não acha?

 

Garçom, mais uma rodada …
Veja o que acontece com você à medida que aumenta a concentração de álcool no sangue (CAS)

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ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 0,1 a 0,6
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Você ainda está sóbrio, consciente de todas as suas ações.

ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 0,3 a 1,2
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Alegrinho, começa a se sentir autoconfiante e eufórico. Suas reações ficam mais lentas.

ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 0,9 a 2,5
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Seu julgamento começa a ficar comprometido, da mesma forma que seu equilíbrio e habilidades motoras. Se for homem, pode não conseguir uma ereção.

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ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 1,8 a 3,0
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Inconveniente, enrola a língua, fala bobagens ou fica violento. Caso se machuque, nem percebe, porque não sente dor. Começam vômitos e náuseas.

ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 2,5 a 4,0
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Já em risco de apagão, você precisa de ajuda para se levantar e caminhar. Começa a perder a noção do que acontece à sua volta.

ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 3,5 a 5,0
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Inconsciente, você entra em coma. Seu cérebro já não comanda seus batimentos cardíacos e ritmo respiratório. Sobreviver vai ser uma vitória.

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ÁLCOOL NO SANGUE (gramas/litro*) – 5,0 (DL50**)
COMO SUA MENTE E SEU CORPO REAGEM – Você morre de parada respiratória.

*Parâmetro: 1,2 litro de cerveja soma cerca de 0,5 grama por litro; 120 mililitros de aguardente levam a uma concentração de 0,6 a 1,0 grama por litro.

**A dose letal (DL50) determina a quantidade necessária de uma substância para provocar a morte em pelo menos 50% dos indivíduos em estudo.


Fonte: Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool/Associação Médica Americana

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