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Patinetes elétricos geram mais lesões que bicicletas, diz estudo

É sempre bom lembrar que patinete na rua não é brinquedo. Assim, dá pra curtir com segurança essa nova moda dos veículos compartilhados

Por Ingrid Luisa 28 jan 2019, 19h31

Imagine um veículo pequeno, prático, ecológico, barato e fácil de estacionar. Prazer, patinete elétrico. A febre desses meios de transporte compartilhados começou no final de 2017, na Califórnia, Estados Unidos, mas já se espalhou pela China, cidades da Europa e há pouco chegou a São Paulo. Se você mora por lá e frequenta a Zona Oeste, certamente já viu alguém usando um. Hoje, três startups brasileiras oferecem o serviço na capital paulista.

Mas você, que está considerando aderir a essa nova moda, já parou para pensar na segurança deles? Bem, os americanos já: acaba de sair os resultados do primeiro estudo a respeito de lesões geradas por patinetes elétricos. Segundo o levantamento, os patinetes estão ligados a vários problemas, como fraturas, deslocamento de articulações e até lesões cranianas.

O estudo analisou ferimentos em dois pronto-socorros da Califórnia, o UCLA Medical Center, em Santa Mônica, e o Ronald Reagan UCLA Medical Center, em Los Angeles, de 1º de setembro de 2017 a 31 de agosto de 2018. Santa Mônica foi a primeira cidade do mundo a disponibilizar patinetes elétricos para aluguel, e é um dos únicos lugares com um ano de dados plausíveis para análise.

Segundo os resultados, em apenas um ano, cerca de 250 pessoas receberam atendimentos nos pronto-socorros por lesões relacionadas ao uso desses veículos. Esse é um número maior que do que os problemas causados pelo uso de bicicletas (cerca de 200) observados nos dois locais durante o mesmo período.

Além disso, segundo os pesquisadores, apenas 4% dos “pilotos” feridos estavam usando capacete quando o acidente ocorreu. 8% dos feridos, aliás, sequer eram pilotos, mas sim pedestres que acabaram se envolvendo em um acidente provocado por patinetes elétricos.

A pesquisa também colocou sinaliza outros pontos interessantes: as lesões mais comuns foram na cabeça (40% dos pacientes); fraturas de ossos (32%) e cortes ou contusões sem fratura (28%). A maioria dos pacientes (94%) teve lesões relativamente pequenas e foram mandados para casa logo depois de serem atendidos no pronto-socorro. Mas 15 deles (6%) tiveram lesões graves o suficiente para precisarem ficar no hospital por pelo menos uma noite.

Joann Elmore, professora de medicina da Universidade da Califórnia e autora do estudo, disse acreditar que os usuários de patinetes elétricos estão “subestimando os perigos” do veículo. Mas ela não é conta o uso, pelo contrário: “os patinetes são uma maneira divertida e barata de se locomover, mas as pessoas precisam ser cuidadosas, seguirem as leis de trânsito e usarem capacetes para evitar os tipos de ferimentos que vimos nos nossos departamentos de emergência”.

Ou seja, não precisa desistir do patinete. Mas os cuidados com o uso dele precisam ser os mesmos de qualquer outro veículo.

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