Por uma vida livre das ondas do wi-fi
Para fugir de supostos riscos à saúde, americanos buscam refúgio em área sem nenhum sinal eletromagnético
Felipe Van Deursen
Existe uma espécie de migração antitecnológica em curso nos Estados Unidos. São pessoas que se mudam para Green Bank, área livre de ondas eletromagnéticas na Virgínia. A região fica na chamada zona de silêncio de rádio dos EUA, onde os sinais são bloqueados para não afetar uma rede de espionagem do exército e de telescópios instalados no local. Os novos moradores dizem sofrer de hipersensibilidade eletromagnética, distúrbio que, segundo eles, afeta a saúde de quem estiver exposto a sinais de telefones celulares, roteadores de banda larga e outros aparelhos de ondas eletromagnéticas. Cerca de 5% dos americanos acreditam sofrer do transtorno. Essas pessoas dizem que têm queimaduras na pele e dores de cabeça quando estão próximas a um telefone celular, tornando-se forçadamente antissociais. Em Green Bank, sem internet e celular, elas se sentem mais felizes e saudáveis. Mas há divergências sobre o assunto. Boa parte da comunidade científica questiona dados como os da Universidade do Estado da Louisiana, que publicou um estudo que mostra que há relação entre as dores e a frequência eletromagnética.






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