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Ratos estão ficando mais agressivos com a quarentena

Com o fechamento de restaurantes e bares, roedores estão se aventurando por novas áreas e até recorrendo ao canibalismo para sobreviver, segundo CDC americano.

Por Bruno Carbinatto 27 Maio 2020, 15h34

Com o fechamento de bares e restaurantes em diversas partes dos Estados Unidos devido à pandemia, os ratos estão ficando mais agressivos em busca de comida, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país. Em comunicado, a agência alertou que a atividade de roedores está aumentando em diversas áreas e que a população deve tomar medidas para controlar o problema.

O aumento da atividade dos bichos se deve ao fechamento de estabelecimentos comerciais como restaurantes, já que os ratos se alimentavam de restos de alimentos de lixeiras destes lugares. Com menos comida, os roedores estão se aventurando mais pelas ruas em busca de alimento e apresentando comportamentos incomuns e agressivos, segundo o CDC, especialmente em áreas comerciais e turísticas.

A agência também lembrou que os serviços locais de controle ambiental de animais devem se preparar para um aumento nos chamados relacionados a atividades de roedores agressivos num futuro próximo. Além disso, recomendou que a população americana tome medidas de precaução para evitar que o problema se espalhe também para áreas residenciais, como evitar o acúmulo de entulho e vegetação, vedar frestas de portas e janelas, manter o lixo em recipientes bem fechados e não deixar exposta a comida de animais de estimação, entre outras medidas básicas de higiene.

Diversas cidades americanas já relatam problemas com roedores. Nova York, a mais afetada pelo coronavírus no país, têm observado um aumento significativo dos ratos em suas ruas, e há relatos de animais recorrendo até ao canibalismo para sobreviver no período de fome – algumas vezes comendo os próprios filhotes.

Em Nova Orleans, no estado de Louisiana, vídeos de grandes grupos de ratos correndo por ruas vazias, incluindo a famosa  e tradicional Bourbon Street, viralizaram nas redes sociais e pressionaram as autoridades a divulgar um plano para controlar a situação. Na época,  LaToya Cantrell, prefeita da cidade, chegou a declarar que os “nossos roedores estão indo a loucura”.

Em Chicago, os serviços de controles de roedores tiveram um aumento de 25% nos chamados durante a quarentena. Em Washington, capital americana, foram 800 requisições feitas pela população em apenas um mês.

E o problema não parece ser exclusividade americana. Cidades no Reino Unido, na França, na Austrália e no Japão também já alertaram a população sobre um aumento na atividade de roedores, segundo mídias locais.

Vale lembrar que a preocupação aqui não é relacionada à Covid-19: não há nenhuma evidência de que os ratos transmitam o vírus para humanos. Mas sabe-se que são responsáveis por carregar diversas outras doenças, como leptospirose e raiva, por exemplo, e por isso o controle destas populações são importantes.

Além disso, o aumento da agressividade dos bichos não significa que eles sairão por ai mordendo humanos. Em geral, ratos famintos são agressivos uns com os outros, mas também percorrem áreas maiores em busca de comida, o que pode levar ao espalhamento de doenças para outras regiões e gerar encontros desagradáveis com humanos.

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