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Regime para o Cérebro

Médico Jean-Marie Bourre acaba de lançar um livro em que diz que comer miolos de boi, porco ou carneiro alimenta o cérebro humano dos aminoácidos e gorduras indispensáveis à construção das membranas celulares.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h37 - Publicado em 31 Maio 1990, 22h00

A idéia é repulsiva, mas os selvagens que devoravam os miolos dos inimigos vencidos, para se apropriar de sua inteligência, parece que tinham a cabeça no lugar: comer miolos, de boi, porco ou carneiro, de preferência, alimenta o cérebro humano dos aminoácidos e gorduras indispensáveis à construção das membranas celulares. A descoberta é do médico francês Jean-Maric Bourre, diretor de pesquisa do renomado lnserm, em Paris. Ele acaba de lançar um livro., Diétique du cervau, que já está dando o que falar. Afinal, o doutor Bourre sustenta que existem, além do iodo, outras substâncias das quais o homem não se pode privar sob pena de prejudicar as funções cerebrais.

“Patrão do nosso corpo”, como diz o pesquisador, o cérebro exige considerável energia para realizar suas mil-e-uma atividades. Por isso, é um guloso consumidor tanto de açúcares, que fornecem glicose instantaneamente, quanto de carboidratos (pão, massas, cereais e féculas), que a liberam em doses de Plano Collor. Gorduras são igualmente insubstituíveis (cérebros não engordam) para a capacidade de aprender: o cérebro tem um fraco especial por um coquetel de óleos de girassol, milho e soja. Mas, se a falta dos nutrientes prediletos da massa cinzenta pode ser fatal, o excesso infelizmente não transforma ninguém em gênio.

 

 

 

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