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Americano constrói montanhas-russas no quintal de casa

Will Pemble já construiu cinco brinquedos do tipo, e ele não é engenheiro: tudo o que ele aprendeu veio da boa e velha internet.

Se você possui um quintal com espaço sobrando (além de uma boa reserva de dinheiro), é provável que já tenha passado pela sua cabeça a ideia de construir uma churrasqueira ou até mesmo uma piscina. Mas o americano Will Pemble elevou as definições de hobby a outro nível.

Desde 2013, ele constrói montanhas-russas nos fundos de sua casa na região de São Francisco, nos EUA. A ideia surgiu após uma viagem de férias, em uma conversa com o filho, na época com 10 anos, sobre como seria legal ter um brinquedo desses no quintal.

A partir daí, Pemble começou a pesquisar por vídeos e tutorias na internet. Ele, que já trabalhou com tecnologia e recursos humanos, precisou se virar para entender a engenharia necessária pra erguer uma montanha-russa. Em um vídeo da revista Wired, ele conta que a tarefa não foi fácil: “Há pouco material disponível sobre o assunto, e as empresas que constroem esses brinquedos não costumam compartilhar seus segredos”.

Para começar a construir, Pemble aprendeu sobre engenharia, física, carpintaria e um pouco de soldagem. A primeira montanha-russa era feita com madeira e canos PVC e custou US$ 3,5 mil. A segunda, por falta de espaço, foi montada na frente de sua casa. Ao todo, ele já construiu cinco. Tudo é registrado em um canal do YouTube, e a empreitada é chamada de “CoasterDad Project”, a junção das palavras “pai” (“dad”) e montanha-russa (“roller coaster”), em inglês.

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A reportagem da Wired acompanhou a construção da quinta montanha-russa de Will, feita de aço e que atinge seis metros de altura no seu ponto mais alto. Quem topa o desafio precisa ter o mínimo de coragem: o carrinho só comporta um passageiro, em um percurso com até 40 segundos de subida e 17 segundos para dar uma volta completa, a 28 quilômetros por hora.

Mas calma. Além dos cálculos, Will testa todos os ajustes do brinquedo com Todd, um boneco de testes de 140 quilos. De acordo com o criador de montanhas, esse último modelo custou, ao todo, US$ 10 mil. Além dele, um amigo ajudou na construção, que consumiu cerca de 300 horas de trabalho ao longo de três meses.

O desafio de Will, agora, é desenvolver um clássico das montanhas-russas: os loopings, algo pedido pelos inscritos em seu canal. O desafio está na força centrípeta, aquela que atua em movimentos circulares. Para que o loop dê certo (e o carrinho não caia quando estiver em cima), a montanha precisa de um espaço maior que o de um quintal. Por ora, ele anda testando a implementação de um barrel roll, que faz o carrinho percorrer uma espécie de espiral.

Para os interessados em seguir nesse hobby, Will tem algumas dicas. “Não tenha pressa, faça todos os cálculos, seja cuidadoso e saiba quando entrar (ou não) no carrinho”. Para quem tem tempo, espaço (e dinheiro) de sobra, por que não? Vale a pena conferir o vídeo abaixo (em inglês):