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Ditador norte-coreano usava passaporte brasileiro para viajar

No documento falso, usado nos anos 1990, Kim Jong-Un aparece como paulistano - e seus pais se chamavam "Ricardo" e "Marcela".

Por Karin Hueck Atualizado em 27 fev 2018, 16h16 - Publicado em 27 fev 2018, 16h05

O ditador norte-coreano Kim Jong-Un e seu falecido pai Kim Jong-Il usaram passaportes brasileiros falsos durante os anos 1990 para viajar o mundo. A notícia é da agência de notícias Reuters, que divulgou hoje as fotos dos documentos – nos quais o líder norte-coreano aparece com o nome de “Josef Pwag”. Seu pai está como “Ijong Tchoi”.

De acordo com a Reuters, os passaportes foram usados para entrar em pelo menos dois países ocidentas, e podem ter sido utilizados também em viagens para o Japão, para Hong Kong e para o Brasil. “Isso mostra que a família tinha o desejo de viajar, e que poderia estar criando uma possível rota de fuga”, disse uma fonte anônima à agência. O Ministério das Relações Exteriores ainda está investigando a notícia.

De acordo com o documento falso, expedido em 1996 em Praga, na República Tcheca, o fictício Josef Pwag nasceu em São Paulo em 1983 – o verdadeiro ano de nascimento do ditador é uma informação misteriosa até mesmo dentro da Coreia do Norte. Seus pais teriam os brasileiríssimos nomes “Ricardo” e “Marcela”. Uma fonte anônima brasileira disse à Reuters que os documentos eram legítimos e estavam em branco quando foram enviados a Praga para serem usados pela embaixada de lá.

Essa “nacionalidade brasileira”, porém, não foi a primeira dos Kim. Em 2011, um jornal japonês divulgou que o ditador norte-coreano já havia usado um documento brasileiro em 1991 para visitar a Disney Tóquio.

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