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Nobel da Paz de 2017 dá puxão de orelha em Trump e Kim

Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares (ICAN) levou o prêmio – um claro cutucão da academia sueca nos EUA e na Coreia do Norte

O relógio do juízo final – índice do Boletim dos Cientistas Atômicos que marca qual é o risco de uma guerra nuclear – está a dois minutos e meio da meia noite, o mais próximo desde 1953, quando União Soviética e EUA começaram a construção de bombas de hidrogênio. “Donald Trump fez comentários preocupantes sobre o uso e proliferação de armas nucleares, e expressou descrença no consenso científico sobre o aquecimento global”, explica o anúncio oficial, que também menciona as ameaças e testes norte-coreanos.

Não foi uma surpresa, portanto, que a Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares (ICAN) tenha levado o Prêmio Nobel da Paz de 2017. O grupo, fundado em 2007, une 468 organizações ativistas de 101 países, e tem como principal objetivo combater a proliferação de armas nucleares por meio da organização de acordos de paz.

“A eleição do presidente Donald Trump fez muitas pessoas se sentirem desconfortáveis com o fato de que ele, sozinho, pode autorizar o uso de armas nucleares”, afirmou Beatrice Fihn, diretora-executiva do grupo, em uma coletiva de imprensa em Geneva, na Suíça. “Não existem mãos certas para armas nucleares.”

Fihn pensou que o telefonema do comitê do Nobel fosse um trote, e só acreditou no anúncio quando viu seu nome na televisão. Ao longo da manhã a organização recebeu mensagens de apoio de artistas, políticos e ativistas de vários países. “Eu posso imaginar um mundo sem armas nucleares, e apoio a ICAN”, afirmou Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama. “Não posso suportar essas armas terríveis, e apoio a ICAN de coração”, declarou o músico Herbie Hancock

Em um anúncio oficial, a ICAN afirmou que o prêmio “é um tributo aos esforços incansáveis de milhões de manifestantes e cidadãos que, desde o início da era atômica, protestaram contra as armas nucleares, insistindo que elas não podem servir para fins legítimos e precisam ser banidas para sempre da face da Terra.”

O prêmio, na interpretação da maior parte dos jornalistas e críticos, é um claro “cutucão” nas nove nações nucleares (EUA, Rússia, Índia, Paquistão, Grã-Bretanha, França, Coreia do Norte e Israel), que em julho deste ano se negaram a participar um acordo da ONU pelo banimento de armas nucleares. O documento foi assinado por 122 países, entre eles o Brasil, e só foi possível graças aos esforços diplomáticos da ICAN. 

O comitê do Nobel afirmou no Facebook que “O risco de armas nucleares serem usadas é o maior em muito tempo. Há países modernizando seus arsenais nucleares, e há um risco real de que mais países tentem construir armas nucleares, a exemplo da Coreia do Norte”.

Comentários

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  1. Paulo Roberto Zornitta

    Parabéns pela escolha entre 318 candidatos ao Nobel da Paz, dendo 215 indivíduos e 103 organizações!…No principal problema mundial que é a questão armamentista. O grupo do ICAN vem trabalhando a 10 anos na causa dos demais problemas mundiais, que decorrem da inversão dos mais sagrados valores humanos – onde armas só servem para a morte e as nucleares, como assistimos hoje, no entre EUA e Coreia do Norte, sem sombra de dúvidas acabaria com o que restou de um Planeta Terra agonizante nas incoerentes e inconsequentes ações desumanas – tanto no desequilíbrio social quanto do desequilíbrio ambiental, nessa cena apocalíptica atual, em que teríamos final e cabalmente, nos abraçarmos todos, fraternalmente, para morrermos melhor. Creio que os aproximadamente U$ 10.000.000.000.0000(dez trilhões de dólares) que são desperdiçados em armamentos para os litígios – muitos deles fabricados pelo mundo afora – seriam mais do que suficientes para resolver todos os demais problemas mundiais – e, evitando a pesquisa da vida interplanetária para viagens estratosféricas na sobrevivência de alguns beneficiados do sistema social mundial, permissivo e legalizado – diga-se de passagem, injusto em amplos aspectos – além de preservarmos a vida de 100.000 pessoas que morrem a cada novo e santo dia neste planeta , por fome, doenças e inanição, vitimas da inércia de todos que podem mudar essa realidade e não o fazem. Dentre esta centena de mortos, ao dia, 35.000 são crianças indefesas que assistem cenas dantescas no apagar das luzes das suas vidas, em plena era da tecnologia total, bombas que caem com precisão cirúrgica sobre hospitais, sobre suas cabeças, escolas e casas; na destruição além da material: de sonhos e de vidas. Creio ser uma questão de honra, histórica e hereditária da humanidade, de preservação e reconstrução multidisciplinar organizacional entre todos os conterrâneos da Terra, visando a continuidade da vida humana e da biodiversidade; de tudo o que se move e é sagrado sobree ela – que deveria ser de integral responsabilidade do “ homo-sapiens” nesta mesma Terra que estava em perfeito equilíbrio no início dos tempos e, que a nós foi confiada para a continuidade da vida. Sem mais delongas, fica a minha humilde sugestão, para o esse que é apenas o start do processo da esperança de novos e melhores horizontes (sabedores de que estamos na realidade num caldeirão prestes a explodir e governado por algumas mentes brilhantes e outras mais além da demência – que num apertar de botão podem desencadear o princípio irreversível do fim de tudo e de todos); Mais abaixo, no final do meu comentário, fica a sugestão para a sequência da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (Ican) que ganhou nesta sexta-feira o Prêmio Nobel da Paz (Nobel da Paz )de 2017, na linha do que disse Berit Reiss-Andersen, líder do comitê norueguês do Nobel: “Vivemos em um mundo onde o risco do uso de armas nucleares é maior do que vinha sendo há muito tempo” e na sequência do encantamento e reconhecimento da porta-voz do grupo do ICAN, Beatrice Fihn. Pois segue a idealização de um Programa Mundial para: “ A SUBSTITUIÇÃO INCONDICIONAL DE ARMAS POR VIOLINOS, OU OUTROS INSTRUMENTOS MUSICAIS” (sugestão e ação um pouco menos demente do rumo armamentista empregado por diversos países e, que evidentemente culminam com muitas mortes, como o recente caos de Las Vegas, onde foram assassinadas 58 pessoas e mais de 500 feridos). A proposição de armas x violinos foi inicialmente apresentada como um programa global no FSM – Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, RS, Brasil, no ano de 2002 (a inspiração, a autoria do programa, o seu desenvolvimento e uma composição musical “UM GESTO DE PAZ”, são frutos de uma humilde inspiração de minha autoria, foi apresentado para o meio cultural, para núcleos de estudos espirituais/religiosos, “liders –opinions” globais, dentre outros agentes para a paz mundial….). Ensejando uma sequência de ações, convidando cada um e todos moradores da Terra, para fazerem parte dessa ideia na qual pequenas ações são as semente do futuro que queremos para os nossos filhos e às próximas gerações – o que seguramente depende, como bem disse John Lennon, Papa Francisco, Mahatma Gandhi, Jesus Cristo…& tantos outros Sábios, Poetas e Profetas que sintonizados com o caminho, a verdade e a vida, sempre indicaram o rumo e o norte minimamente necessário para preservação da vida, de tudo e de todos. PAZ, SAÚDE, SORTE & UM POUCO DE TRABALHO DE CADA UM – pois cada um fazendo a sua parte o MUNDO VAI MELHORAR e CONTINUAR VIVO! Pzornitta

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