GABRILA65162183544miv_Superinteressante Created with Sketch.

Pesquisas eleitorais deveriam perguntar em quem seus amigos vão votar

Um estudo mostra que os resultados podem ser mais exatos se incluírem as intenções de voto da sua galera.

O carnaval acabou, a Copa do Mundo deve passar em um piscar de olhos e, antes que você perceba, estaremos mergulhados nas eleições. Em 2018, os brasileiros escolherão novos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Mas, muito antes de chegarmos às urnas, pesquisas eleitorais dão alguma ideia do que pode vir pela frente – e de quem pode ocupar os assentos mais importantes da nação.

Apesar de estarem suscetíveis a erros – como foi possível observar nas eleições norte-americanas de 2016, quando todas as previsões apontavam a vitória segura de Hillary Clinton (e, se você não mora na Lua, sabe muito bem o que acabou acontecendo) -, os questionários costumam acertar o nome dos vencedores. Mas, para a professora Mirta Galesic, do Santa Fe Institute, nos Estados Unidos, para que as pesquisas se tornem ainda mais precisas, elas deveriam incluir uma perguntinha-extra: “Como seus amigos pretendem votar?”

Mirta é a autora de um estudo publicado no periódico Nature Human Behavior. Nela, a pesquisadora comparou os resultados dos métodos tradicionais de pesquisa com outro tipo de análise, envolvendo a pergunta sobre os amigos. Tomando a última eleição presidencial nos Estados Unidos e França como exemplos, os resultados acabaram sendo muito mais próximos da realidade quando as informações dos círculos sociais dos entrevistados eram adicionadas.

Não é difícil entender o motivo do sucesso desse novo tipo de modelo: segundo o estudo comandado por Galesic, alguém cercado por pessoas que pretendem votar em outro candidato podem ser influenciadas a mudar de opinião quando a hora da eleição chegar.

Em casos de candidatos polêmicos – como Donald Trump nos Estados Unidos e Marie Le Pen na França -, um entrevistado também podem sentir-se mais à vontade na hora de denotá-los como a preferência de pessoas próximas, mas não de si próprio.