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Pesquisas eleitorais deveriam perguntar em quem os seus amigos vão votar

Estudo feito nos EUA revela: as sondagens seriam muito mais precisas se cada entrevistado fosse perguntado sobre os votos dos amigos. Entenda o motivo

O carnaval acabou, a Copa do Mundo deve passar em um piscar de olhos e, antes que você perceba, estaremos mergulhados nas eleições. Em 2018, os brasileiros escolherão novos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Mas, muito antes de chegarmos às urnas, pesquisas eleitorais dão alguma ideia do que pode vir pela frente – e de quem pode ocupar os assentos mais importantes da nação.

Apesar de estarem suscetíveis a erros – como foi possível observar nas eleições norte-americanas de 2016, quando todas as previsões apontavam a vitória segura de Hillary Clinton (e, se você não mora na Lua, sabe muito bem o que acabou acontecendo) -, os questionários costumam acertar o nome dos vencedores. Mas, para a professora Mirta Galesic, do Santa Fe Institute, nos Estados Unidos, para que as pesquisas se tornem ainda mais precisas, elas deveriam incluir uma perguntinha-extra: “Como seus amigos pretendem votar?”

Mirta é a autora de um estudo publicado no periódico Nature Human Behavior. Nela, a pesquisadora comparou os resultados dos métodos tradicionais de pesquisa com outro tipo de análise, envolvendo a pergunta sobre os amigos. Tomando a última eleição presidencial nos Estados Unidos e França como exemplos, os resultados acabaram sendo muito mais próximos da realidade quando as informações dos círculos sociais dos entrevistados eram adicionadas.

Não é difícil entender o motivo do sucesso desse novo tipo de modelo: segundo o estudo comandado por Galesic, alguém cercado por pessoas que pretendem votar em outro candidato podem ser influenciadas a mudar de opinião quando a hora da eleição chegar.

Em casos de candidatos polêmicos – como Donald Trump nos Estados Unidos e Marie Le Pen na França -, um entrevistado também podem sentir-se mais à vontade na hora de denotá-los como a preferência de pessoas próximas, mas não de si próprio.