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SpaceX vai enviar cannabis para a Estação Espacial Internacional em 2020

O carregamento irá junto com amostras de café. O objetivo é estudar como as plantas se comportam no espaço.

Por Maria Clara Rossini - 19 dez 2019, 20h52

Em 2020, a SpaceX, empresa de Elon Musk, vai mandar um foguete para a Estação Espacial Internacional com 480 amostras de culturas de cannabis e café. Mas calma, nenhum astronauta vai ficar “chapado” por lá. O objetivo do envio será estudar o comportamento das plantas no espaço.

O lançamento está previsto para março. Ele faz parte de um experimento da empresa de tecnologia agrícola Front Range Biosciences em parceria com a startup Space Cells. A companhia trabalha na produção de novas variedades de cannabis, que podem ser usadas como comida, biocombustível e até material de construção, usando as fibras da planta. Agora, eles querem estudar os efeitos da microgravidade nas células das ervas.

Desculpe estragar a piada, mas os astronautas não conseguiriam ficar doidões nem se quisessem. O estudo será feito com uma variação específica da cannabis, o cânhamo, com baixas concentrações do princípio psicoativo tetraidrocanabinol, o THC.

Essa é a primeira vez que o cânhamo e o café serão estudados no espaço e, por mais que pareça estranho, o experimento faz sentido. As plantas respondem de forma diferente em ambientes com baixa gravidade. E se quisermos permanecer no espaço por longos períodos de tempo, é bom aprender a cultivar o máximo de espécies possível. 

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As amostras serão enviadas em incubadoras com temperatura e condições controladas. Chegando lá, as plantinhas vão passar 30 dias sob os efeitos da microgravidade e da radiação espacial. Depois, elas retornarão à Terra para que os pesquisadores possam analisar possíveis mutações no DNA das células.

“Existe ciência para apoiar a teoria de que as plantas no espaço sofrem mutações”, disse Jonathan Vaught, presidente da Front Range Biosciences, em nota. “Essa é uma oportunidade para ver se as mutações sobrevivem na Terra e se podem ter novas aplicações comerciais.” No futuro, a empresa pretende enviar plantas crescidas, para que os astronautas possam cultivá-las e preservá-las do espaço.

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