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A constelação mais popular do hemisfério sul

É possível ver o Cruzeiro do Sul no hemisfério norte?

“Dá pra ver, se o observador estiver próximo da linha do equador”, ressalva Simone Daflon, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. À medida que se avança rumo ao Pólo Norte, a constelação vai desaparecendo. A partir do paralelo de 26 graus, já não se veêm as cinco estrelas (veja o infográfico). Os egípcios antigos podiam vê-las na cidade de Tebas, no sul, mas, no norte, em Alexandria, já não dava pra enxergar a Acrux, a estrela mais brilhante. Em Jerusalém, em Israel, dá para ver só a ponta superior da cruz. Já no hemisfério sul, o Cruzeiro é visto de qualquer ponto. À medida que o observador vai para o Pólo Sul, a constelação se distancia do horizonte. O astrônomo grego Ptomoleu foi o primeiro a descrever o cruzeiro, parcialmente, no ano 130. No século XV os navegadores começaram a usá-lo para orientação, aproveitando o fato do eixo vertical da cruz sempre apontar para o sul.