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A fita digital sai da toca

Depois de uma longa briga com a indústria fonográfica, a Dat começa a chegar ao mercado.

Depois de uma longa briga com a indústria fonográfica, a DAT, sigla em inglês para fita de áudio digital, finalmente começa a chegar ao mercado. Desde que foram lançadas, em 1985, as fitas e os aparelhos só eram comercializados no Japão. Há poucos meses a DAT apareceu no mercado americano e recentemente chegou ao europeu, começando pela Inglaterra. O motivo de tanta discussão e atraso é simplesmente a qualidade da fita. Isso porque, funcionando em sistema digital, o som da DAT é tão puro quanto o dos compact discs, e pode reproduzi-lo fielmente. A reclamação das gravadoras era quanto à pirataria – conseguindo gravar numa fita um som à altura dos CDs, era bem provável que os consumidores se pusessem a copiá-los em vez de comprá-los, mimando assim os direitos autorais. Desde 1989, um acordo entre as indústrias de discos e de aparelhos de som criou um novo sistema que permite a cópia do CD para uma DAT, mas registra também um código que impede essa fita de ser copiada para outra. O que, na verdade, refresca pouco a evasão dos direitos autorais, pois podem-se fazer várias cópias de um CD em fitas diferentes.