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Câmera digital

Kodak V610 – Mais do que resolução – R$ 2 200

Depois de um bom tempo competindo para ver quem produzia a câmera fotográfica digital com mais megapixels, os fabricantes sacaram que vale a pena investir em outros aspectos da máquina para atrair os consumidores. Um exemplo é a V610, da Kodak, que tem duas lentes: uma delas com zoom óptico de 10x e outra com grande angular, que aumenta o campo de visão. Uma bela vantagem em relação à maioria das câmeras digitais e cujo zoom óptico não passa de 3x. Outro recurso interessante é o modo panorâmico, que transforma 3 fotos numa imagem só, automaticamente. O visor da V610 é grande, com 2,8 polegadas. Apesar disso, a câmera é supercompacta e pode ser carregada no bolso.

Você vai querer! – Pelo zoom de 10x e pelo visor grande.

Fique esperto! – Não tem muitos controles manuais.

Guia de compras

Sony Cybershot DSC-T30 – Fotos até no escuro – R$ 2 300

A linha de câmeras ultracompactas da Sony ganhou uma nova integrante, a DSC-T30. Tem resolução de 7,2 megapixels, lentes Carl Zeiss Vario-Tessar, zoom óptico de 3x, num corpinho enxuto de apenas 170 gramas. Um dos destaques é a alta sensibilidade à luz , que permite tirar fotos em ambientes escuros sem uso de flash. Para conferir as imagens, o visor tem um bom tamanho, de 3 polegadas. A memória interna é de 58 megabytes, mas há entrada para cartão de memória Memory Stick Pro Duo, que permite aumentar o espaço de armazenamento para até 4 gigabytes.

Você vai querer! – Ela captura imagens em lugares com iluminação ruim; fácil de usar.

Fique esperto! – Só aceita cartões de memória da Sony, mais caros que a maioria dos outros cartões.

Nikon Coolpix S6 – Sem perder o foco – R$ 2 570

Um dos grandes lançamentos deste ano, a Coolpix S6 traz recursos interessantes como o Picture Motion, que cria um filminho com as fotos que você tirou, permitindo adicionar efeitos e músicas e, depois, gravar tudo num dvd. Outro recurso bacana é o Face Priority, que reconhece o rosto da pessoa e focaliza, evitando deixá-lo embaçado. A tecnologia wi-fi permite enviar as imagens para o computador sem o uso de fio. A S6 tem 6 megapixels de resolução, zoom óptico de 3x e design compacto.

Você vai querer! – Os retratos de seus amigos nunca mais sairão desfocados.

Fique esperto! – O botão do zoom é difícil de usar.

Para ver de perto

Olympus SP-510 Ultra Zoom – R$ 2 000

O zoom de 10x é o carro-chefe dessa máquina, mas ela faz mais coisas. A tecnologia Bright Capture permite fotografar objetos com luz natural, dispensando o flash mesmo em situações com pouca luz. Tem ajustes automáticos para situações específicas, como fotos na praia ou na neve. A resolução é de 7,1 megapixels e a tela tem 2,5 polegadas.

Você vai querer! – Zoom potente, tira fotos no escuro.

Fique esperto! – É grandalhona e precisa de 4 pilhas AA.

Canon S3 IS – R$ 2 500

O uso do zoom pode deixar as fotos tremidas e, como esta câmera aproxima os objetos até 12x, o estabilizador de imagens vem a calhar. A telinha tem só 2 polegadas, mas pode ser movimentada em diversos sentidos, o que é muito conveniente em situações complicadas. Os mais exigentes podem controlar a velocidade e exposição manualmente.

Você vai querer! – Visor flexível, modo manual completo.

Fique esperto! – Tela pequena, design.

Básicas

Kodak C360 – R$ 900

Fabricada no Brasil, a Kodak C360 não é muito compacta, mas tem tudo para agradar quem quer registrar fotos da família e reuniões. Vem com resolução de 5 megapixels, zoom óptico de 3x e visor colorido de 1,9 polegada. O que é legal: ela avisa quando a foto vai sair fora do foco, o que é ótimo para os fotógrafos amadores.

Você vai querer! – Bom custo/benefício.

Fique esperto! – Não é muito compacta.

Fujifilm Finepix A400 – R$ 600

Procura uma câmera barata e com recursos básicos? Considere a A400. Tem 4,1 megapixels e zoom óptico de 3x.Ela ainda pode ser ligada diretamente em impressoras e revelar suas fotos, dispensando o computador.

Você vai querer! – Máquina básica; tamanho razoável.

Fique esperto! – Visor pequeno.

Super-resolução

Samsung NV10 – R$ 3 000

O destaque da NV10 é o sistema Smart Touch, com 13 botões na parte traseira da máquina que mudam de função de acordo com o que o fotógrafo está fazendo. A descrição de cada botão aparece na telinha de 2,5 polegadas e muda de forma inteligente. A NV10 tem 10 megapixels, zoom óptico de 3x e ajustes manuais de fotos.

Você vai querer! – Botões “inteligentes”; lentes Schneider-Kreuznach.

Fique esperto! – Zoom óptico pouco potente.

Pentax Optio A20 – R$ 2 100

A Optio A20 tem dois recursos bacanas para quem está começando no mundo da foto digital: ela tenta reconhecer o rosto de uma pessoa, evitando desfocá-lo, e tem estabilizador de imagens, que evita borrões na foto se você movimentar a câmera na hora do clique. Resolução ela tem de sobra, com 10 megapixels, mas o zoom é modesto, de 3x.

Você vai querer! – Estabilização de imagens, alta resolução.

Fique esperto! – Zoom modesto.

Quase profissionais

Sony Alfa Reflex DSLR-A100 – R$ 4 500

Feita para tirar fotos em praticamente qualquer situação, a A100 tem 10,2 megapixels de resolução. Dá para trocar as lentes por outras com zoom mais potente ou que capturam imagens em lugares escuros. O estabilizador impede que as imagens fiquem borradas.

Você vai querer! – Tira fotos em qualquer situação.

Fique esperto! – Não é tão rápida para começar a clicar.

Canon Rebel XT – R$ 4 000

Para uma câmera semiprofissional, a Rebel XT é compacta e leve. Tem 8 megapixels e um processador que garante imagens de maior qualidade. Só o que deixa a desejar é o visor pequeno, de 1,8 polegada, que não funciona bem quando há muita luz no ambiente.

Você vai querer! – Câmera semi-profissional leve e compacta.

Fique esperto! – Visor pequeno e difícil de enxergar em algumas situações.

Tamanho é documento

Sony Cyber-shot DSC-T10 – R$ 2 000

A DSC-T10 é literalmente uma câmera de bolso. Tem resolução de 7,2 megapixels, o que é mais que suficiente para a maioria das pessoas, e um visor de cristal líquido de 2,5 polegadas com boa resolução. As lentes têm a grife Carl Zeiss e zoom óptico de 3x. Não é muito, mas quebra o galho.

Você vai querer! – Qualidade das imagens, design ultracompacto.

Fique esperto! – Zoom óptico não é tão potente.

Casio Exilim Card EX-S600 – R$ 2 952

A Exilim EX-S600 chama a atenção por ser magrinha e pelas cores (vermelha, preta ou prata). Tem visor de 2,2 polegadas e zoom óptico de 3x. Seu destaque fica por conta dos 35 modos de cena – ela vem pré-configurada para tirar fotos em diversas situações, como na neve, no pôr-do-sol e no lançamento de fogos de artifício. Navegando no calendário, dá para saber quais fotos foram tirados em um determinado dia.

Você vai querer! – Está preparada para diversas situações, com 35 modos de cena.

Fique esperto! – Pequenas distorções nas imagens podem incomodar os fotógrafos mais exigentes.

HP Photosmart R827 – R$ 1 500

Dentro desta câmera enxuta há mil formas de brincar com as fotos. A pessoa saiu com os olhos vermelhos? É possível consertar o detalhe usando os botões da própria câmera. Também é possível aplicar bordas e filtros nas imagens. Um dos truques permite até “emagrecer” as pessoas! Fotos panorâmicas, ideais para paisagens, podem ser montadas com 5 fotos. A Photosmart R827 tem resolução de 7,2 megapixels, zoom óptico de 3x e visor LCD de 2,5 polegadas.

Você vai querer! – Permite a edição de fotos diretamente da câmera, design compacto.

Fique esperto! – Não tem controle manual de exposição e velocidade, zoom não é muito potente.

Escolha certa

O essencial e o dispensável para o seu equipamento

Resolução

Resolução nem sempre é sinônimo de qualidade. A quantidade de megapixels serve mais para definir o quanto sua foto poderá ser ampliada. Câmeras de 3 megapixels imprimem as tradicionais fotos de 10 x 15 centímetros. Mais megapixels produzem impressões maiores.

Lentes e sensor

A qualidade das lentes e do sensor óptico, usado para capturar as imagens, é o que determina fotos melhores que outras. Prefira marcas tradicionais, como Sony, Kodak e Olympus. O mesmo vale para as lentes – Carl Zeiss e Schneider-Kreuznach são boas opções. Não se acanhe em testar vários modelos antes de escolher sua câmera.

Zoom

Considere apenas o zoom óptico, que aproxima o objeto a ser fotografado. O digital detona a qualidade da foto. Há fabricantes que multiplicam o zoom óptico pelo digital e iludem o comprador. Não caia nessa!

Visor

O grande barato da câmera digital é conferir as fotos assim que são tiradas. Portanto, fuja dos modelos sem uma tela de cristal líquido. Um visor grande também ajuda a enquadrar a foto. Modelos mais bacanas têm telas de 3 polegadas. Mas lembre-se: o visor é um devorador de bateria.

Memória

A memória interna da maioria das câmeras digitais é tão pequena que nem vale ser considerada. Certifique-se de que a máquina tem entrada para cartão de memória. Se não tiver, desista dela. E não pense duas vezes antes de investir em um cartão de memória com pelo menos 256 megabytes. Em viagens longas, considere levar um cartão extra.

Flash

Indispensável. Prefira câmeras que permitam ao usuário desativar ou forçar o flash quando desejado, pois nem sempre o flash automático traz o melhor resultado. Esses recursos valem o gasto extra.

Bateria

Há câmeras com baterias recarregáveis e outras que usam pilhas convencionais. As pilhas podem ser compradas em qualquer esquina, mas acabam mais rápido. Para esses casos, há as pilhas recarregáveis. A escolha vai do gosto.

Conectividade

Bluetooth e wi-fi, que permitem envio das imagens para o computador ou outro equipamento, sem fio, não passam de perfumaria. Afinal, o jeito convencional de jogar as fotos no computador, usando o cabo USB, é bem fácil. O recurso Pictbridge é mais útil, pois você pode conectar a câmera diretamente a impressoras.

Tendência

Chips para fotografar a realidade

As próximas câmeras digitais vão registrar imagens com os mesmos detalhes enxergados pelo olho humano

Pedro Marques

Durante os últimos 10 anos, as câmeras digitais lentamente ganharam a preferência do público e decretaram a morte do filme de 35 milímetros e da fotografia mecânica. A imagem eletrônica é prática: podemos apagar as imagens de que não gostamos e carregar centenas de fotos em um cartão de memória. Agora que a revolução da imagem digital está instituída, porém, fica a pergunta: será que podemos avançar ainda mais?

Bem, talvez não vejamos máquinas que registrem hologramas tão cedo, apesar de existirem pesquisas nesse campo. Mas podemos esperar por câmeras supercompactas, que tiram fotos que reproduzem exatamente o que o olho humano vê. E o caminho para essas imagens de altíssima definição passa, necessariamente, pelos processadores de imagem, que nada mais são do que chips de computador embutidos nas câmeras.

Esses processadores estão presentes em qualquer máquina fotográfica digital e funcionam como os negativos do passado, captando as 3 cores básicas (vermelho, verde e azul) que formam uma imagem. Eles também têm outras funções, como evitar que uma foto fique tremida ou permitir registrar uma cena em um ambiente escuro.

Os chips de hoje, entretanto, não conseguem registrar todas as cores de uma imagem e usam complicadas equações matemáticas para criar fotos muito parecidas com o que vemos. Parecidas, mas não exatamente fiéis à realidade. Na nova geração de processadores esse problema desaparece, pois as cores básicas são registradas separadamente. Isso permite que cada variação de cor em uma cena seja captada com exatidão e as imagens sejam muito mais realistas, criando um efeito tridimensional.

O principal representante dessa safra de processadores de imagem é o X3, da americana Foveon, que produz fotos usando o método descrito acima. Para George Gilder, autor do livro The Silicon Eye (“O Olho de Silício”, não publicado no Brasil), o X3 é o futuro da imagem digital.

O chip já deixou a fase de protótipo e está disponível comercialmente em alguns poucos modelos da fabricante japonesa Sigma. Um desses equipamentos é a câmera profissional SD14, de 14 megapixels, que custa £ 1099 (cerca de R$ 4500) e, por enquanto, só é vendida na Europa.

Gilder, porém, acredita que o X3 – ou pelo menos a tecnologia usada no processador – não deve demorar para estar ao alcance da maioria das pessoas, em câmeras compactas e com preços mais acessíveis.

Enquanto isso não acontece, fica a certeza de que vamos fotografar melhor nos próximos anos. A resolução dos equipamentos promete aumentar gradativamente, assim como a qualidade das lentes e o alcance do zoom óptico, que permitirá capturar detalhes dos lugares mais distantes.

As máquinas ficarão mais simples de usar e mesmo fotógrafos de fim de semana vão conseguir registrar as mais difíceis como se fossem profissionais. Com tanta facilidade digital, vai ser difícil ter saudade dos filmes de 35 milímetros.