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China e Coreia do Sul querem acabar com o bitcoin

Países estão criando medidas restritivas, com apoio da lei, para limitar exploração de criptomoeda em seus territórios

Se você não vive embaixo de uma pedra, sabe que o bitcoin nunca esteve tão em voga – foi, inclusive, capa da SUPER em dezembro de 2017. Mas, como nada no mundo é unânime, nem todo mundo está feliz com as possibilidades que a criptomoeda pode trazer. Na linha de frente para dificultar a prosperidade do bitcoin estão dois países: China e Coréia do Sul.

O país mais populoso do mundo enfrenta uma questão paradoxal em relação ao bitcoin: como a energia elétrica é muito barata no país, ‘minerar’ a moeda acaba sendo um negócio imensamente lucrativo – mas acaba gastando uma quantidade enorme de eletricidade. Agora, o governo chinês pretende aumentar o preço da energia, criar impostos e barreiras ambientais para que os mineradores de bitcoin desistam do negócio.

Este movimento, é claro, não passará impune – e é por conta disso que a empresa Bitmain, uma mineradora chinesa, está abrindo uma subsidiária na Suíça – país que traz uma jurisdição amigável e um ambiente regulatório favorável – tão favorável, na verdade, que a cidade que irá receber a Bitmain, Zug, é conhecida como “vale das criptomoedas”.

Já a Coréia do Sul está considerando banir os negócios com bitcoin. Segundo o Ministro da Justiça do país, Park Sang-ki, as moedas virtuais são uma “grande preocupação do governo”, e eles já estão preparando uma lei para bani-las.

Ainda que o mercado de bitcoin não seja tão grande na Coréia do Sul como na vizinha China, suas transações globais representam um total de 20% das trocas da criptomoeda. Horas depois do anúncio feito pelo governo sul-coreano, na última terça-feira (11), a moeda chegou a perder US$ 2 mil de seu valor, após iniciar o dia cotada em US$ 14,3 mil. Sendo uma moeda extremamente volátil, porém, não é possível saber se a queda será contínua.

Comentários

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  1. Marcio Junior

    Da onde vocês tiraram essa informação:
    “Ainda que o mercado de bitcoin não seja tão grande na Coréia do Sul como na vizinha China, suas transações globais representam um total de 20% das trocas da criptomoeda. ”
    A Coréia do Sul é mais relevante que a China- e essa não é tão relevante como foi no passado- o cerco que a China fechou sobre o Bitcoin fez com que ela dominasse menos de 10% desse mercado, ela é relevante agora só para a mineração.
    https://www.cryptocompare.com/coins/btc/analysis/USD

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