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Este GIF mostra focos de incêndio pelo mundo nos últimos 18 anos

Dados foram coletados pelo satélite Terra, da Nasa, entre março de 2000 e agosto de 2018

Por Guilherme Eler Atualizado em 10 dez 2018, 14h29 - Publicado em 3 dez 2018, 18h44

Um gigantesco incêndio florestal que atingiu o norte da Califórnia durante o mês de novembro tirou a vida de 88 pessoas e deixou 25 desaparecidos. Foram quase 19 mil casas destruídas pelas chamas. Meses antes, em julho de 2018, o mesmo estado americano já havia sido consumido pelo fogo, mesmo que em menor intensidade – algo que também aconteceu ao final de 2017.

Ainda que cenas do tipo não sejam tão comuns para quem vive em cidades, o fato é que certas áreas com cobertura vegetal mais ampla vivem pegando fogo.

Segundo destaca este artigo do Earth Observatory, da Nasa, há certas partes do globo que precisaram se adaptar a essa dinâmica de viver sob chamas. Em certos ecossistemas, como as florestas boreais, plantas evoluíram com o fogo e precisam dele para saber a época certa do ano para se reproduzir.

O Brasil tem um ótimo exemplo disso no quintal de casa: em diferentes pedaços do cerrado, bioma que se estende pela região central do território até o nordeste, há predomínio de vegetação pirófita. Levam esse nome as árvores que contém características para sobreviverem a longos períodos de seca e eventuais incêndios que costumam dar as caras em determinadas épocas do ano.

  • Quer sejam espontâneos (como pela queda de raios) ou intencionais (por queimadas em lavouras ou bitucas de cigarro), incêndios estão sujeitos à ação do clima. A combinação de fatores como ausência de chuvas, ar seco e incidência de raios podem fazer as chamas saírem de controle.

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    Pensando em elaborar um levantamento sobre a ocorrência de incêndios em diferentes regiões da Terra, o Earth Observatory, da Nasa, criou a série de mapas que você vê neste post.

    A coleta dessas informações é fruto do trabalho do sensor MODIS, sigla em inglês para espectrômetro de imagens com resolução moderada. À bordo do satélite Terra, da Nasa, que está no espaço desde 1999, o instrumento mapeou áreas com focos de incêndio no mundo todo e criar um banco de dados bastante completo – que se estende de março de 2000 a agosto de 2018.

    Abaixo, há um GIF que mostra a dinâmica mundial de incêndios nos últimos 18 anos.

    Earth Observatory/Reprodução

    As cores que você observa no mapa representam o número de focos de fogo descontrolado. Regiões marcadas por pontos na cor branca estão na ponta mais extrema da escala: por lá, são pelo menos 30 focos de incêndio em uma área de mil quilômetros quadrados. Pixels na cor amarela mostram locais onde há pelo menos dez incêndios, e áreas em laranja, onde um novo foco despontava por dia.

    Um exercício interessante é observar o caráter sazonal desses focos pelo planeta. De janeiro a abril, quem costuma sofrer mais é a região central do continente africano. De junho a outubro, os principais focos se concentram em países mais ao sul. O sudeste da Ásia, da mesma maneira, tem mais incêndios durante o final do inverno.

    Na América do Sul, o aumento do número de focos costuma acontecer entre agosto e outubro, como resultado de incêndios acidentais ou criminosos, principalmente no cerrado e na região amazônica. Em julho de 2018, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), foram mais de 216 mil focos só no Brasil.

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