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Homem voando de jetpack é visto por pilotos de avião em Los Angeles

Os comandantes avistaram uma pessoa a 900 m de altitude, nas cercanias do aeroporto da cidade e próximo das aeronaves. Agora, o FBI procura o responsável.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 11 set 2020, 13h16 - Publicado em 2 set 2020, 19h02

Autoridades policiais nos Estados Unidos anunciaram que estão investigando os relatos de pilotos de avião que afirmaram ver uma pessoa voando em um jetpack próximo ao Aeroporto Internacional de Los Angeles, na Califórnia. O incidente aconteceu na noite do domingo, quando os pilotos de duas aeronaves relataram à torre de comando local a presença de “um cara em um jetpack” voando muito próximo dos aviões comerciais.

Tudo começou quando um piloto da American Airlines, que voava da Filadélfia para Los Angeles, relatou ao controle aéreo a presença inusitada. “Torre, American 1997. Acabamos de passar por um cara em um jetpack“, disse ao se aproximar do aeroporto por volta das 18h30 no horário local (22h30 de Brasília). Os controladores perguntaram se a pessoa estava à esquerda ou à direita da aeronave, e o piloto respondeu que estava aproximadamente 300 jardas (274 metros) à esquerda do avião, quase na mesma altitude dele.

Poucos minutos depois, um outro piloto, da JetBlue, relatou a mesma visão à torre. “Só mesmo em Los Angeles!”, brincou. Os diálogos ficaram gravados na plataforma LiveATC.net, um site que armazena áudios de comunicações de controle de tráfego aéreo em todo o mundo. 

Agora, tanto o FBI como a Federal Aviation Administration, responsável por regular a aviação nos Estados Unidos, estão investigando o incidente. Não há legislação específica para voos com jetpack no país, mas, em geral, as regras proibem todos os tipos de objeto voador, com exceção dos aviões, perto de aeroportos. Essas normas inclusive se tornaram mais restritivas nos últimos tempos, com a popularização dos drones.

Os jetpacks surgiram primeiro em obras de ficção, como quadrinhos e filmes, mas se tornaram realidade nas últimas décadas. Esses dispositivos são como mochilas acopladas nas roupas dos viajantes que disparam um jato de gás ou líquido que faz o usuário ser levantado no ar. Acontece que, na prática, esses equipamentos são muito limitados: como comportam pouco combustível, voam baixo e têm autonomia de pouquíssimos minutos.

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Nos últimos anos, algumas empresas têm desenvolvido jetpacks que prometem maior autonomia, com resultados ambíguos. Uma delas é a JetPack Aviation, com sede também em Los Angeles, cujo protótipo supostamente é capaz de voar por cerca de 10 minutos. Em 2015, a empresa demonstrou seu produto em um voo ao redor da Estátua da Liberdade:

 

A JetPack Aviation já negou qualquer envolvimento com o avistamento desta semana. Segundo representantes da companhia, seu produto só é vendido para pessoas com treinamento específico, e só pode ser utilizado em áreas controladas e com aprovação das autoridades. David Mayman, diretor da empresa, disse à imprensa americana que também não conhece nenhum concorrente que seria imprudente o suficiente para testar um produto em uma área tão perigosa, e chegou a especular que, na verdade, o que os pilotos teriam visto poderia ser um drone com um manequim acoplado.

É possível que alguém estivesse fazendo algum tipo de brincadeira perigosa. Independente da resposta, se de fato o viajante ter sido uma pessoa e não um manequim em um drone, teve muita sorte. Além do óbvio risco de colisões com aeronaves, o aventureiro poderia ter sido sugado por uma turbina.

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