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Jovens empreendedores iluminam o futuro

Incentivo a start-up de energia no Rio de Janeiro integra campanha global da Shell

Foi pelo desejo de fazer algo positivo para o mundo que o empreendedor carioca Henrique Drumond, 32 anos, trocou uma bem-sucedida carreira corporativa por um ano sabático. Ele até cogitou um MBA nos Estados Unidos, mas preferiu uma temporada de três meses como voluntário em Moçambique. Ao voltar para o Brasil, decidiu trabalhar com eficiência energética. E democratizá-la.

Com o sócio Michel Baitelli, fundou a start-up Insolar, que busca fornecer acesso à energia solar para pessoas de baixa renda do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil. Henrique foi um participante premiado do Shell Iniciativa Jovem, programa que capacita talentos para transformar ideias em negócios próprios, com foco na sustentabilidade. O atual projeto da Insolar, apoiado pela Shell, prevê o fornecimento de energia para creches e escolas, entre outras edificações do Morro Santa Marta, na zona sul do Rio.

A busca por propostas como essa – que resultem em soluções confiáveis de energia ao alcance de todos – ganha novo fôlego com a campanha global #makethefuture, promovida pela Shell, cujo objetivo é apoiar emprendedores com ideias interessantes na área de energia e ajudá-los a alavancar seus negócios. “O futuro exigirá um mix de energias. A demanda é cada vez maior à medida que a população mundial aumenta e melhora o seu padrão de vida. É importante apoiarmos iniciativas brilhantes na área de energia”, explica Malena Cutuli, líder global de marca e comunicação da empresa.

O Rio de Janeiro foi escolhido para o lançamento global da ação, que aconteceu em dezembro, no Museu de Arte do Rio. Estudantes, professores e empreendedores foram instigados a compartilhar ideias e enriquecer os planos para o Santa Marta, ajudando a aprimorá-lo. Os convidados integraram grupos de debate, propondo ideias que ajudem a driblar os desafios da implementação do programa. O próximo passo será finalizar a proposta com a comunidade. “Esse projeto está sendo desenhado a muitas mãos. O importante é que ele pertença mais à comunidade, e aos demais cocriadores aqui presentes, do que à Insolar. Só assim alcançaremos a meta de deixar um legado, contribuindo para o empoderamento e a capacitação da população”, afirma Henrique.

Na creche do Santa Marta

O projeto-piloto da start-up prevê a instalação de painéis solares no prédio da creche Mundo Infantil, que atende a 60 crianças do Santa Marta. Ainda em 2016, ele deverá ser expandido para beneficiar mais amplamente a comunidade. Para a creche, fundada há 32 anos por mulheres que não tinham com quem deixar seus filhos ao sair para o trabalho, a economia será muito bem-vinda. “O custo mensal da luz pesa em nosso orçamento. Poderemos usar esse dinheiro para outras necessidades da creche”, esclarece Adriana Maria da Silva, presidente da instituição. 

Energia gerada por jogadores

Antes do Santa Marta, o Morro da Mineira, comunidade da região central do Rio, foi apresentado a uma nova fonte energética. Em setembro de 2014, com a presença do “rei” Pelé, o primeiro campo de futebol alimentado por energia gerada pelos jogadores foi inaugurado pela Shell. Ponto de encontro local, o campo passou a ser usufruído à noite graças à tecnologia desenvolvida por um participante do Shell LiveWIRE – versão internacional do Shell Iniciativa Jovem. A instalação de 200 placas subterrâneas garante a captura da energia cinética criada pelo movimento no gramado que é convertida em eletricidade para os holofotes.

Tamanho sucesso levou o Rio de Janeiro a ser sede do lançamento global da campanha #makethefuture. “Tivemos uma fantástica experiência. Os moradores ficaram tão felizes que até o batizaram de Campo Shell. Eles passaram a frequentá-lo mais, pessoas de outras regiões também foram lá. Todos abraçaram a iniciativa. Os brasileiros são assim”, diz Malena Cutuli, ao lembrar de que outros campos iluminados com energia cinética estão sendo inaugurados mundo afora.