Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Metrô das galáxias

Próxima estação:Marte. Desembarque pelo lado direito do trem

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h48 - Publicado em 30 jun 2006, 22h00

Roberta Faria

Quando olha para o céu, o engenheiro Martin Lo, diretor do Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, não vê estrelas, mas belas rodovias. Lo não está louco – ele é um especialista nas super-rodovias interplanetárias, uma nova forma de pensar viagens espaciais que, num futuro próximo, vai tornar as missões pelo sistema solar mais simples e baratas. “Viajar por elas é mais fácil do que tentar fazer naves mais rápidas do que a luz, encontrar passagens para outras dimensões ou buracos no espaço-tempo”, diz Lo.

Essas estradas não são feitas de asfalto. São pavimentadas pela gravidade. Como se sabe, os corpos no Universo atraem uns aos outros com uma força que depende da massa de cada um e da distância. O balanço entre essas forças cria as órbitas que o Sol, os planetas e suas luas percorrem. Mas há muitos outros corpos no sistema solar (cometas, asteróides e satélites naturais), e, mesmo entre os grandes astros, o equilíbrio nunca é perfeito. As variações criam campos gravitacionais mutantes, as chamadas “órbitas instáveis”. Essas órbitas formam tubos, com forças e velocidades diferentes de atração. É como se você estivesse flutuando no espaço e de repente fosse atraído para uma direção. Esses túneis gravitacionais se cruzam e até passam um por dentro dos outros, como túneis de metrô, ligando o Sol a Júpiter, Júpiter à lua terrestre, ela a Vênus, e assim por diante. “De acordo com as forças combinadas, eles têm loopings ou longas retas”, diz Lo. Para pegar o túnel certo e não cair em rotas erradas, é preciso calcular a velocidade e o tempo exatos – como para entrar no pula-corda em movimento.

A principal vantagem de viajar por esses túneis é que a gravidade faz o trabalho sujo. Ou seja, ela puxa a espaçonave naquele caminho, dispensando o combustível usado em mudanças de rota e acelerações. “No mundo ideal, uma missão espacial pelas super-rodovias não gastaria nem uma gota de combustível”, diz o engenheiro. Algumas viagens ao espaço já passaram por essas rotas – é o caso da missão Gênesis, que viajou em 2001 para recolher partículas de vento solar e voltou para casa pelo metrô interespacial. Mas para os túneis se tornarem a via preferencial dos astronautas, falta mapear as estradas. Apenas 1% do trabalho já foi feito.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Transforme sua curiosidade em conhecimento. Assine a Super e continue lendo

Impressa + Digital

Plano completo da Super. Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da SUPER, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Receba mensalmente a SUPER impressa mais acesso imediato às edições digitais no App SUPER, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

App SUPER para celular e tablet, atualizado mensalmente.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)