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Morre o pai da inteligência artificial, Marvin Minsky

Matemático americano influenciou a ciência, a tecnologia e a cultura popular

Por Felipe Germano Atualizado em 31 out 2016, 19h03 - Publicado em 26 jan 2016, 16h30

Se você perguntar para o Google Now, do Android, “Quem é Marvin Minsky?”, o robô te reponde “Marvin Minsky foi um cientista cognitivo estadunidense”. O que ele não diz é que Minsky é o responsável por você conseguir fazer essa e qualquer outra pergunta para esse sistema ou para a Siri (da Apple). Além disso, ajudou a inspirar personagens como HAL, de 2001: Uma Odisséia no Espaço e Jarvis, de Homem de Ferro. Sim, ele foi o pai da inteligência artificial. E, infelizmente, faleceu no último domingo (24/1), aos 88 anos.

Minsky nasceu em 9 de agosto de 1927, em Nova York, serviu a Marinha durante o último ano da Segunda Guerra Mundial, e em 1950, tirou seu bacharel de Matemática em Harvard. Um ano depois, ele revelava sua nova invenção: o SNARC, tido como o primeiro robô com inteligência artificial já criado, por ter um sistema que conseguia aprender coisas para as quais não havia sido previamente programado.

Leia: Inteligência artificial

Em 1959, o americano co-fundou, ao lado de John McCarthy, o Laboratório de Inteligência Artificial no Instituto de Tecnologia de Massashussetes (o famoso MIT). Foi lá que, além de explorarem com mais afinco as possibilidades de criar um computador inteligente, começou-se a falar na construção de tecnologias em que qualquer um pudesse criar em cima (os chamados códigos abertos) e onde foram dados os primeiros passos da ARPAnet, a mãe da internet. Em 2001, a SUPER deu uma passada pelo local, e conseguiu ver – há 15 anos -, um dinossauro robô e os primeiros indícios de uma casa inteligente comandada por voz.

O americano acreditava que o aprendizado robótico e humano não se diferenciavam, que o que separava as duas coisas eram apenas as tecnologias atuais. Em seu livro A Sociedade da Mente, Minsky afirma que “a inteligência não é produto de nenhum mecanismo singular, mas vem da administração de interações feitas por agentes engenhosos”. Foi justamente essa linha de pensamento que lhe rendeu diversos prêmios. Em suas mais de oito décadas de vida, ele venceu algumas das mais importantes premiações ligadas à tecnologia, como o Turing Awards, o Japan Prize e a Medalha Benjamin Franklin. Suas teorias e invenções ficaram tão populares que acabaram pautando a cultura popular. Minsky foi consultado por Stanley Kubrick para que o diretor criasse o personagem HAL de forma mais assertiva possível.  

A família do cientista afirmou que a causa da morte foi uma hemorragia cerebral.

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