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Piloto automático muda conforme o avião

Os controles de vôo modernos utilizam informações de satélites que fornecem dados sobre a pista com precisão de metros.

Como funciona o piloto automático de um avião?

O dispositivo é formado por equipamentos que permitem regular desvios de rota e de altitude, assegurando a condução do aparelho sem a intervenção da tripulação. “Existem vários tipos, sendo que alguns controlam só o movimento conhecido como arfagem, o balanço longitudinal do aparelho da proa (a frente da aeronave) à popa (a parte de trás). Outros ajustam, ainda, a inclinação da asa”, explica o engenheiro Dawilson Lucato, do Laboratório de Aeronaves da Universidade de São Paulo, em São Carlos.

O equipamento mínimo é um pequeno computador que capta dados de uma espécie de barômetro, instrumento que mede a pressão atmosférica, e verifica se a altitude do avião é a ideal. Em modelos mais completos há também um giroscópio, que fornece os graus de inclinação das asas e as posições de arfagem, e um radiosensor, que capta dados da estação terrestre sobre desvios de rota da aeronave e os corrige. Além de giroscópios, usam-se girômetros, que indicam a variação das inclinações do avião, para baixo, para cima e para os lados, e acelerômetros, que medem a velocidade com que a aeronave se desloca para frente.

Existem sistemas de navegação em que a tripulação apenas programa as coordenadas do local de saída e de destino e o vôo é conduzido pelo piloto automático. Outro instrumento é o GPS (Global Positioning System, sistema de posicionamento global), que fornece orientação baseado nas informações de 24 satélites que giram ao redor da Terra. No caso da aviação civil, ele funciona como sistema auxiliar com precisão de aproximadamente 100 metros. Já no caso da aviação militar, essa precisão chega a 5 metros.