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Radiação de Fukushima bate recorde – e frita robô enviado à usina

Ele tinha a função de inspecionar e liberar uma passagem dentro da usina, mas precisou ser removido antes de cumprir a missão

Por Giselle Hirata 13 fev 2017, 17h39

Na última quinta-feira, um robô, guiado por controle remoto, foi enviado à usina nuclear de Fukushima para fazer uma limpeza e examinar a área. Mas, duas horas depois, ele precisou ser removido às pressas porque o alto nível de radiação acabou fritando a sua câmera acoplada.

Essa é a primeira vez que um robô entra em um reator de Fukushima após um terremoto e um tsunami atingirem o Japão em março de 2011. O robô recebeu radiação estimada de 650 Sieverts (unidade de medida que avalia o impacto da radiação em seres humanos) por hora – sendo que ele tinha sido projetado para aguentar até 1.000 Sieverts de exposição cumulativa. Esse nível poderia matar uma pessoa instantaneamente.

De acordo com a Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), empresa responsável pelo projeto, a equipe decidiu puxar o robô de volta quando a câmera começou a apresentar mau funcionamento para não correr o risco de perder todo o equipamento. As imagens recuperadas mostraram um cenário catastrófico: camadas de tinta derretida, isolamento de cabos e grelhas metálicas destruídos.

O resultado da expedição mostra que o segundo robô, batizado de “Scorpion” (o primeiro não recebeu um nome), terá mais trabalho e menos tempo do que o esperado – já que o primeiro não suportou os níveis radioativos e não conseguiu abrir um caminho até o reator. Isso vai causar um atraso na missão, que já levaria décadas para ser concluída, de chegar à fonte da radiação, avaliar os danos e descobrir como remover o combustível com segurança.

Existe, pelo menos, uma boa notícia: a radiação está contida e não há indícios de novos vazamentos da planta. Isso significa que os municípios próximos não correm o risco de serem afetados.

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