“Paulistano”, “recifense”… Quem define o gentílico de um lugar?

Gentílico é a palavra que indica a origem de alguém. Mas quem define qual é o certo? Spoiler: não existe um órgão oficial pra isso.

O uso é quem decide. "Brasileiro" venceu opções como "brasilíadas" e "brasílicos" ao longo do tempo, até virar o padrão que conhecemos hoje.

ABL e Itamaraty mantêm listas de referência, mas leis municipais e estaduais também podem definir gentílicos oficiais para uma cidade ou estado.

Em 2016, o Acre fez consulta pública: "acreano" venceu "acriano" e virou preferência oficial na administração estadual do estado.

Gentílicos geralmente somam sufixos como -ense, -ano e -ês ao nome do lugar. Mas não há regra fixa: Angola e Argélia formam palavras bem diferentes – angolano e argelino.

Nomes compostos complicam ainda mais: quem nasce em Burkina Faso é burkinabé, e quem nasce na Guiné-Bissau pode ser guineense ou bissau-guineense.

Capixaba (Espírito Santo), soteropolitano (Salvador), gaúcho (Rio Grande do Sul), malgaxe (Madagascar): muitos gentílicos vêm de outros idiomas e nem parecem ter relação com o nome do lugar de origem.