Para ajudar a salvar o planeta, é preciso assumir responsabilidades, mudar hábitos, transformar o cotidiano. É sobre isso que as jornalistas Mônica Nunes (editora), Thays Prado, Débora Spitzcovsky, Mônica Pileggi e Manoella Oliveira, do site Planeta Sustentável, falam neste blog.
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No próximo dia 25 de fevereiro, a cidade de Nova York recebe a Greener Gadgets Conference (Conferência dos Dispositivos mais Verdes). Ali, estarão reunidas as melhores inovações e soluções em design sustentável e eficiência energética, que vão competir pelo título do evento.
A votação dos produtos mais interessantes e ecologicamente viáveis é pública, aberta e vai até o próximo dia 12, no site da conferência. A lista dos concorrentes contém, entre outros:
-uma tomada que pode ser programada para cortar a energia depois que um equipamento foi completamente recarregado ou não está mais sendo utilizado;
- um aparelho capaz de enviar SMS aos usuários com seu consumo de energia doméstica; uma lâmpada que converte a energia química proveniente da queima de um substrato orgânico em eletricidade e até
- uma barraca que consegue armazenar energia solar e, além de iluminar o ambiente à noite, consegue deixar o interior aquecido e até recarregar o celular.
Até agora, o mais votado é um carregador de celular feito com material reciclado, que funciona a partir da energia das mãos do usuário e foi desenvolvido para os indianos, que usam exaustivamente os telefones móveis para se comunicar, mas sofrem com carência de energia nos horários de pico.
Escolha o seu preferido!
Você ainda se lembra do disquete, da fita de vídeo VHS e da fita cassete? Pode até parecer uma pergunta obsoleta, mas o artista plástico britânico Nick Gentry* descobriu um fim muito legal e criativo para essas “velharias”.
Em suas telas, Gentry usa esses objetos para construir faces imaginárias e identidades que podem ter ligação com as informações pessoais armazenadas nesses formatos de mídia. Seus trabalhos têm como foco explorar o avanço da tecnologia.
Além disso, o britânico espera que seu trabalho possa "encorajar as pessoas a pensar de maneira mais criativa sobre os objetos que são considerados obsoletos ou inúteis". Para continuar pintando, Gentry pede doações desses tipos de mídia, que antes eram encontrados em fartura e, hoje, tornaram-se materiais difíceis de serem encontrados.
Como dizia o velho Lavoisier “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, não acha?
Nick Gentry*
Todos nós já estamos cansados que ler notícias a respeito de projetos que propõem o uso de água, lixo, barulho e muitos outros recursos para produzir energia. Mas os designers Song Teaho e Hyejin Lee inovaram ao inventar um meio de produzir energia que depende, apenas, de um dedo.
Trata-se da “Twirling Battery”, uma bateria para celulares que é recarregada a partir de movimentos de rotação feitos com o dedo indicador. Segundo os criadores, são necessárias 130 voltas para que o celular funcione por 25 minutos em standby ou ainda para que uma pessoa possa fazer uma ligação de 2 minutos.
A invenção, claro, não é nada prática – sem contar que os casos de tendinite cresceriam absurdamente, se a moda pegasse. Mas tem gente vendo o lado positivo da história: Song Teaho e Hyejin Lee deram o primeiro passo e, agora, quem sabe, a tecnologia pode ser aprimorada, para um dia se tornar uma alternativa a ser considerada quando o assunto são as energias limpas.
Por enquanto, a invenção pode ser usada nos momentos de Lei de Murphy, em que precisamos do celular exatamente quando ele está sem bateria. Não?
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Mais um carro movido a hidrogênio. Esta é a nova proposta da Honda* que desenvolveu um centro de pesquisa em Los Angeles só para energia solar de hidrogênio. O local é destinado ao reabastecimento de veículos elétricos, entre eles o FCX Clarity.
Em uma única estação e capaz de caber na garagem dos consumidores, o sistema demora oito horas durante a noite para abastecer o carro. De acordo com a montadora, meio quilo de hidrogênio é suficiente para o deslocamento diário de um veículo elétrico.
Projetada para ser utilizada no dia a dia, a unidade permite ao usuário levantar e mover a mangueira de combustível sem a necessidade de enrolá-la. Além disso, por utilizar a energia solar e transformá-la em hidrogênio, não há a necessidade de armazenar este gás, reduzindo assim as emissões de CO2 na atmosfera.
Desenvolvida para suportar as necessidades dos futuros proprietários de veículos elétricos, a estação solar também foi projetada para complementar a rede pública de postos de hidrogênio. Veja mais detalhes no vídeo.
E você, acha que esse tipo de automóvel tem futuro no Brasill?
Honda*
Já imaginou uma cozinha ecológica, que reaproveita todos os resíduos? Pois é, a cozinha “Ekokook”*, como é chamada, tem um sistema que consegue reutilizar os resíduos líquidos, sólidos e orgânicos.
A geringonça funciona em três etapas. Primeiro, os restos sólidos que não têm cheiro, como o vidro, papel, plástico e metal são esmagados até ficarem bem pequenos. Depois, uma bola de aço, parecida com uma bola de uma máquina de fliperama, quebra os vidros, compacta as latas e tritura o papel até transformar tudo em briquete, ou seja, uma fonte concentrada e comprimida de material energético.
O segundo passo é coletar e reciclar a água. O líquido é filtrado e depois pode ser reaproveitado para irrigar plantas domésticas. Já os restos orgânicos são jogados em containers com vermes dentro. Após três meses, vira um excelente adubo para plantas.
E você, acha que essa será a cozinha do futuro?
“Ekokook”*
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