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Doe sua voz para ajudar pessoas que não podem falar

Débora Spitzcovsky 17 de abril de 2014

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Se você já comunicou sua família que, quando morrer, quer doar seus órgãos, parabéns! Mas não precisa esperar até lá para ajudar quem precisa. Além de sangue, medula óssea, rim e partes do fígado e pulmão, é possível doar a sua voz para aqueles que não podem falar. Sabia?

Criado por dois cientistas da fala, Rupal Patel e Tim Bunnell, o aplicativo VocalID pretende acabar com aquela voz sintética robótica que resta como única opção para pessoas que perdem a capacidade de falar ao longo da vida. A ideia dos pesquisadores é produzir vozes customizadas para cada pessoa, com a ajuda daqueles que conseguem falar.

Funciona assim: você se voluntaria como doador de voz no site do VocalID, grava de 2 a 3 horas de discurso no seu celular em um ambiente silencioso e envia o conteúdo para a equipe.

Com a ajuda de um programa chamado ModelTalker, os cientistas cortam o discurso para captar as unidades básicas da fala e, assim, combiná-las de diferentes jeitos, para formar novas palavras e sentenças.

Mas não precisa se preocupar: não terá ninguém por aí falando exatamente como você. A equipe do VocalID também grava os poucos sons que seus pacientes conseguem emitir e, ao misturá-los com a fala do doador, criam uma nova voz, única (aqui, eles exemplificam o processo).

Ainda em estágio inicial, o VocalID só aceita discursos em inglês, mas já está precisando (muito!) de doadores – inclusive crianças. Que tal (literalmente) dar voz a alguém?

Foto: Beverly & Pack/Creative Commons

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Que tal parar de comer atum para preservá-lo?

Marina Maciel 15 de abril de 2014

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Você já deve ter ouvido falar que várias espécies de peixes estão em perigo ao redor do mundo. Em alguns lugares, especialmente em alto-mar e em águas internacionais, as populações estão em declínio acentuado. Então, aqui vai uma pergunta para amantes de atum gordo (usado no sushi, sashimi…), albacora e espadarte: você estaria disposto a parar de comê-los por um período de cinco a dez anos?

Isso é o que sugere novo estudo dos pesquisadores Crow White e Christopher Costello, publicado pela PLoS Biology. A proposta é ousada: se quisermos recuperar espécies ameaçadas, como as citadas acima, é preciso proibir pesca em alto-mar.

Mas esta não seria uma medida radical sem volta. A estimativa dos autores é que, entre cinco e dez anos, as populações de peixes se recuperariam e seria possível pescar ainda mais por ano, de forma sustentável.

De acordo com o relatório The State of World Fisheries and Aquaculture 2012, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 154 milhões de toneladas de pescados foram capturadas em 2011. O crescimento nas últimas cinco décadas foi dramático, a uma taxa de 3,2% ao ano, ultrapassando o crescimento da população mundial (1,7% ao ano).

Entre as sete principais espécies de atum analisadas pelo documento, 33,3% sofreu sobrepesca. “No longo prazo, o estado das populações de atum podem continuar a deteriorar a menos que haja melhorias significativas em sua gestão”, alerta o estudo.

É aí que entra a proposta de White e Costello. “Acreditamos que, ao fechar completamente o alto-mar para pesca, depois de um tempo, aumentariam os lucros das pescarias (em 100%), da produtividade (em 30%) e da conservação das unidades populacionais de peixes (em 150%)”, escreveram os pesquisadores.

Muito radical, mirabolante ou uma boa saída?

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O mar não está para peixe

Foto: Alex Hofford/EPA/LANDOV


Ilhas de compostagens em NY para melhorar a gestão do lixo

Jéssica Miwa 14 de abril de 2014

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O que fazer com a montanha de lixo que as grandes cidades produzem todos os dias? Enquanto o consumo não diminui, tem gente que fica matutando para encontrar boas soluções. É o caso da equipe de arquitetos da Present Architeture, de Nova York, que criou um projeto genial – The Green Loop* -, que reúne dez ilhas de compostagens espalhadas pela cidade.

Todos os anos o município produz aproximadamente 14 milhões de toneladas de lixo, cerca de 30% é orgânico. Esse detrito todo demanda U$ 300 mil para ser encaminhado ao destino adequado – fora do estado!!– além do prejuízo ambiental, que vai de emissões de gases de efeito estufa a grandes depósitos de resíduos que só crescem.

O The Green Loop deverá ser construído no Rio Hudson e contempla horta comunitária e vasta área verde para uso de moradores e turistas. A compostagem aconteceria embaixo do espaço de convivência. Para dar conta da quantidade de lixo orgânico produzido na cidade, seriam necessárias dez ilhas.

É um projeto bastante inovador que, pelo que parece, ajudaria a melhorar a gestão do lixo de Nova York e seria um grande apoio para as iniciativas lançadas pela gestão do antigo prefeito, Michael Bloomberg. Ele planejava implementar serviços de compostagem na cidade e chegou a lançar programa-teste antes de sair.

No distrito de Staten Island, 3,5 mil famílias se voluntariaram para participar desse programa, que já deu bons resultados e permite estimativa animadora: que 100 mil toneladas diárias seriam poupadas, caso a medida fosse ampliada para a cidade inteira.

Não se sabe se o programa será continuado pelo novo chefe da administração municipal, Bill de Blasio. Quem sabe ele se inspira no The Green Loop para promover uma cidade ainda mais sustentável.

Veja mais imagens do projeto, abaixo:the-green-loop-ilhas-compostagens-em-NY-para-melhor-gestao-lixo_02
Moradores em mutirão para cuidar da horta comunitária do The Green Loop

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Trabalhadores responsáveis pela compostagem da cidade, na parte de baixo de cada ilha

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O projeto contempla vasta área verde que seria bem aproveitada por moradores e turistas

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Fotos: Divulgação


Quer ajudar e não sabe por onde começar? Projeto SER reúne oportunidades de trabalho voluntário

Débora Spitzcovsky 10 de abril de 2014

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Animais abandonados, moradores de rua desassistidos, asilos em situações precárias… Não precisa ir longe: uma volta na esquina e você, com certeza, vai se deparar com alguma situação que te incomoda e que você gostaria de mudar, mas não sabe bem como fazer isso.

Cansados de se sentir assim, seis jovens da capital paulista se uniram para criar o Projeto SER, iniciativa que busca aproximar pessoas que querem ajudar de instituições que precisam de colaboração. Interessou?

No site do projeto, a equipe lista iniciativas legais que existem na cidade de São Paulo e que precisam de voluntários (e também aceita sugestões de projetos que ainda não estão na página, mas mereciam estar).

Tem opções de voluntariado até para aqueles que já têm o discurso “adoraria, mas não tenho tempo” na ponta da língua. De tempos em tempos, o Projeto SER lança na rede campanhas para arrecadar verba e materiais para ajudar instituições que precisam.

“Nossa intenção é inserir as pessoas no mundo do voluntariado para que elas percebam que existem muitas possibilidades de fazer algo em prol de alguém, não só nas nossas campanhas. Queremos provocá-las a sair do estágio ‘falar’ para, de fato, ser a mudança que desejam no mundo”, conta Lucas Papa, idealizador da iniciativa.

Dia das Crianças é todo dia! é a campanha do momento, que quer arrecadar no Catarse R$ 8 mil, até 11/5, para ajudar três orfanatos da capital paulista que sofrem com a falta de interesse dos voluntários fora de datas comemorativas – como Dia das Crianças e Natal. A ideia é organizar três dias de atividades culturais nas entidades para, muito além de brinquedos, levar diversão e carinho para os pequenos que vivem por lá (entenda melhor no vídeo abaixo).

A campanha está bombando no Catarse e já arrecadou mais de 90% do dinheiro necessário para sair do papel, mas até 11/5 ainda é possível fazer doações. Com a verba excedente, o Projeto SER pretende ampliar a iniciativa, para ajudar mais crianças com mais qualidade. Também acredita que “Dia das Crianças é todo dia” e quer fazer parte da concretização do projeto? Faça sua doação!

*Projeto SER no Facebook

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Global Selfie da Nasa para celebrar o Dia da Terra

Marina Maciel 9 de abril de 2014

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Se tantas pessoas fazem selfies – autorretratos feito com celular – todos os dias, por que não fazer um do planeta Terra? Esta é a proposta da Nasa que convocou todas as pessoas do mundo para celebrar o planeta com uma imagem muito peculiar, que será divulgada em maio.

A ideia da agência espacial é criar para este 22 de abril, quando se comemora o Dia da Terra, um “selfie global” composto por autorretratos de gente de todos os cantos do planeta. Um dos principais objetivos da ação é “incentivar as pessoas a terem consciência ambiental”.

Para participar, basta escolher uma paisagem bem legal – pode ser um parque da cidade, montanha, rio, lago ou qualquer outro lugar bonito próximo de você –, esticar o braço com o celular apontado para o rosto e a paisagem ao fundo, bater a foto e publicar nas redes sociais. Para identificar melhor o lugar, você pode fazer download da plaquinha oficial da ação, imprimi-la e usá-la durante o selfie.

Não se esqueça de marcar a publicação com a hashtag #GlobalSelfie. Dessa forma, a Nasa poderá monitorar todas as imagens publicadas para a campanha e criar um mosaico de fotos com a forma do planeta. As redes sociais participantes são Instagram, Facebook, Twitter, Google+ e Flickr.

A celebração acontece também por causa do lançamento ao espaço de cinco missões da Nasa para observação da Terra em apenas um ano. A missão número 17 já está em órbita, tirando fotos do planeta diariamente para ajudar a responder desafios críticos atuais, como mudanças climáticas, aumento do nível do mar, eventos climáticos extremos e falta de água potável.

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