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Eduardo Srur sobe em trampolim pela água, em exposição na Praça Victor Civita, em SP

22 de outubro de 2014

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Carla Caffé, Zezão, Eduardo Srur, Paulo Von Poser e Danilo Zamboni foram os cinco artistas convidados para criar obras que convidam o público a refletir sobre a importância da água em nossas vidas – principalmente num momento em que a capital do estado mais rico do país encontra-se em meio a uma gravíssima crise de abastecimento.

As criações destes artistas, que têm a curadoria de Marcello Dantas, estão em exibição até o final de novembro na Mostra Rios e Ruas Intervenções, na Praça Victor Civita, no bairro de Pinheiros, São Paulo. Logo na entrada da exposição, chama a atenção do público a instalação de Eduardo Srur.

Segundo o artista, esta é uma obra autobiográfica. O manequim, que está sobre um trampolim azul e veste bermuda de praia, tem o rosto de Srur. “Quando imaginei este trabalho, pensei na janela da minha casa, de onde vejo o rio, mas não posso pular. Aqui também acontece o mesmo. Eu (o manequim) estou de shorts, com uma bóia salva-vidas, pronto para saltar, mas tem um espelho de água raso lá embaixo”, diz. “O lugar existe, mas o salto é mortal”.

Esta é mais uma obra da série Trampolim, que junto com outras intervenções artísticas fazem parte da exposição Às Margens do Rio Pinheiros, espalhada ao longo das marginais do Pinheiros, desde o final de setembro. Com essas instalações, Srur quer desviar o olhar da população paulistana para este que é um dos principais rios da cidade e precisa ser recuperado.

Para a produção do manequim, Srur fez um molde do próprio rosto. A expressão triste e sisuda surpreendeu o próprio artista, mas acabou lhe dando uma ideia. “Quando terminar a exposição, ele vai fazer uma coisa que sempre quis fazer, mas não posso. Ele vai fazer por mim: vai mergulhar no Pinheiros”.

A intenção de Srur é deixar o boneco no rio por um tempo e depois retirá-lo de lá para ver o que acontece após o mergulho no rio (quase) morto. “Vai ser muito legal ver este processo”, acredita.

Agora, veja imagens do making off da reprodução do rosto de Srur:

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Fotos: Fellipe Abreu e Eduardo Baum (Srur e boneco, cara a cara)


Desigualdade social pode ser medida por presença de árvores

16 de outubro de 2014

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De um lado, o bairro com o metro quadrado mais caro da cidade de Salvador (BA). De outro, o lugar com um dos preços mais baixos da capital baiana. Além do tamanho dos terrenos e da qualidade das construções, você notou a diferença de arborização dos bairros? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa desigualdade não é por acaso.

Além da presença de iluminação pública, pavimentação, calçada, bueiro ou esgoto a céu aberto (!), a abundância de árvoresou a ausência delas – funciona como termômetro para medir a prosperidade de uma região, revela o censo de 2010. Pouco mais da metade (58,5%) das casas com renda menor que ¼ do salário mínimo tem alguma área verde no entorno. Quando a renda ultrapassa dois salários mínimos, esse número sobe para 78,5%.

Esse não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Estudo realizado nos Estados Unidos, em 2008, chegou à mesma conclusão: o poder aquisitivo dos moradores de certos bairros tem influência direta na quantidade de árvores nas ruas.

Por sua vez, as plantas embelezam a paisagem (inegável!), controlam o calor das cidades, capturam CO2 e aumentam a qualidade de vida dos moradores. Melhor com elas por perto!

Desde meados de 2013, o Brasil ganhou cerca de 200 “ultraricos”, ou seja, gente que possui mais que 50 milhões de dólares. A conclusão é do relatório Prosperidade Global, do banco Credit Suisse, que calcula que o país tenha 225 mil milionários e 296 mil adultos entre os 1% mais ricos do mundo. De acordo com o levantamento, a riqueza global avançou para US$ 263 trilhões – 8,3% maior em relação a 2013 –, mas a distribuição de renda está cada vez mais desigual.

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Este post faz parte da edição de 2014 do movimento global Blog Action Day, que teve como tema desigualdade. O Planeta Sustentável participa da mobilização desde 2007, quando foi lançada. Você aderiu também à ação com seu blog? Conte-nos pelos comentários!

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Escultura inspirada em árvore africana produz água potável para comunidades carentes

15 de outubro de 2014

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Warka é uma frondosa figueira, nativa da Etiópia. Tradicionalmente conhecida como símbolo de fertilidade e generosidade, a árvore também se tornou local de encontro para moradores de muitos vilarejos africanos.

Inspirado pela forma exuberante da Warka, o artista italiano Arturo Vittori criou uma imensa estrutura que produz água através da condensação do vapor. A WarkaWater Tower é feita com hastes de bambu e junco entrelaçadas, que formam a base da torre. No interior, uma malha de plástico de fibras de nylon e polipropileno funciona como microtúneis ou poros para a condensação.

A medida que as gotas de água se formam, elas fluem através da malha e se depositam no recipiente na base da torre. A WarkaWater Tower consegue fornecer quase 100 litros de água potável por dia.

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A ideia de Vittori é que pelo menos duas torres sejam instaladas em vilarejos da Etiópia em 2015. Segundo estudo das Nações Unidas, o país é o que tem a menor disponibilidade de água no mundo e a de pior qualidade.

Geralmente são as mulheres, que caminham longas distâncias e muitas horas, para conseguir água para o consumo da família. Crianças também participam destas viagens diárias – difíceis e perigosas. Muitas vezes a água encontrada é contaminada e insalubre.

O artista italiano acredita que as torres possam ser feitas pelas próprias comunidades, com material disponível localmente, tornando este um projeto sustentável e de longo prazo. A WarkaWater Tower leva em média uma semana para ser construída por um grupo de quatro pessoas.

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Fotos: divulgação


“Nature Is Speaking”: campanha com famosos de Hollywood dá voz à natureza

13 de outubro de 2014

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Harrison Ford, Julia Roberts, Robert Redford, Penelope Cruz, Kevin Spacey e Edward Norton estão irritados. Respectivamente, os atores dão voz ao oceano, à Mãe Natureza, à floresta de sequoias, à água, à floresta tropical e ao solo, em vídeos curtos, para passar uma mensagem muito simples: a natureza não precisa “ser salva” pelos seres humanos, mas as pessoas dependem da natureza.

Trata-se da nova campanha da ONG Conservation International (CI), Nature Is Speaking* (“A Natureza Está Falando”, em tradução livre do inglês), que reuniu atores – ligados ao movimento ambientalista, de alguma forma – para chamar a atenção das pessoas para a urgência de cuidar melhor do meio ambiente e garantir a própria sobrevivência.

Reproduzimos os seis vídeos abaixo, com tradução para o português. Se gostar, aceite o convite da CI e espalhe a campanha nas redes sociais, usando a hashtag #NatureIsSpeaking. Até o final do ano, serão lançados mais vídeos da série. O próximo será com Ian Somerhalderator e ativista que participou do movimento 24 Horas de Realidade, de Al Gore, este ano -, que interpretará recifes de corais.

MÃE NATUREZA – JULIA ROBERTS 

Alguns me chamam de Natureza. Outros me chamam de Mãe Natureza. Eu estou aqui há 4,5 bilhões de anos – 22,5 mil vezes mais tempo que vocês. Eu não preciso de pessoas, na verdade. Mas as pessoas precisam de mim. Sim, o seu futuro depende de mim. Quando eu floresço, vocês florescem. Quando eu vacilo, vocês vacilam – ou pior. Mas eu estou aqui há eras. Eu alimentei espécies maiores que vocês. Eu matei a fome de espécies maiores que vocês. Meus oceanos, meu solo, meus ribeiros, minhas florestas – todos eles podem levar vocês ou abandonar vocês. Como escolhem viver cada dia e se vocês me levam em consideração ou não, não me importa, na verdade. Suas ações determinarão o seu futuro. Não o meu.

No site da campanha, Julia Roberts, que declara sempre ter sido ambientalista, diz que sua vida mudou ao ter filhos. “Percebi que não estava fazendo o bastante para proteger o planeta”, contou.

OCEANO – HARRISON FORD 

Eu sou o Oceano. Eu sou água. Eu sou a maior parte deste planeta. Eu dei forma a ele. Cada córrego, cada nuvem e cada gota de chuva. Tudo volta para mim. De uma forma ou de outra, todas as coisas vivas aqui precisam de mim. Eu sou a fonte. Eu sou de onde eles rastejam para fora. Humanos não são diferentes. Eu não devo nada a eles. Eu dou, eles pegam. Mas eu sempre posso pegar de volta. É assim que sempre foi. Não é o planeta deles, de qualquer forma. Nunca foi, nunca será. Mas humanos pegam mais do que a sua parte. Eles me envenenam e, depois, esperam que eu os alimente. Mas as coisas não funcionam desse jeito. Se os humanos querem existir na natureza comigo, e de mim, sugiro que prestem atenção – só vou dizer isso uma vez: se a natureza não for mantida saudável, humanos não sobreviverão. Simples assim. E eu não me importo se for com ou sem humanos. Eu sou o Oceano. Já cobri a Terra uma vez, e sempre posso cobrir novamente. É só o que tenho a dizer.

Envolvido com a CI há mais de 20 anos, Harrison Ford acredita que a mensagem “Pessoas precisam da natureza” é mais importante do que nunca. “O meio ambiente se tornou uma questão política polarizadora. É hora de mudarmos a conversa sobre natureza para focar no que temos em comum: nossa humanidade compartilhada”, disse.

FLORESTA TROPICAL – KEVIN SPACEY

Eu sou a Floresta Tropical. Eu os vejo crescendo aqui. Eles vão embora, mas sempre voltam. Sim, eles sempre voltam – para minhas árvores, sua madeira, seus remédios, pela minha beleza, seu refúgio. Eu sempre estive por perto para eles. E eu fui mais que generosa. Algumas vezes, dei tudo para eles. Agora, desapareceram para sempre. Mas humanos são tão espertos, tão espertos, com grandes cérebros e polegares opositores. Eles sabem como fazer coisas, coisas maravilhosas. Mas por que eles ainda precisariam de uma velha floresta como eu? Selvas, árvores… Bem, eles respiram ar. E eu faço ar. Eles pensaram nisso? Humanos… Tão espertos. Eles vão perceber. Humanos… Fazendo ar! Vai ser divertido de assistir.

Para o ator principal da série de TV americana House of Cards, a mensagem da natureza não poderia ser mais clara: não podemos continuar a fazer o que fazemos agora. “Energia limpa sustentável é crucial e não pode esperar”, declarou Kevin Spacey.

SOLO – EDWARD NORTON 

Eu sou o Solo. Estou nas colinas, nos vales, nas fazendas, nas hortas. Sem mim, humanos não poderiam existir. Mas vocês me tratam como sujeira. Vocês percebem que eu sou apenas uma fina pele do planeta? E que, de fato, eu estou vivo, cheio de organismos que fazem sua comida crescer? Mas eu estou quebrado, com dor, esgotado, doente. Por causa de vocês. Vocês me secaram para a metade do que eu costumava ser há apenas 100 anos atrás. Vocês estão prestando atenção? Eu estou virando poeira. Então, talvez vocês pudessem me tratar com um pouco mais de respeito. Acredito que vocês ainda querem comer, certo?

Vindo de uma família de ativistas pela conservação, Edward Norton tem conexão forte com a natureza durante toda a sua vida. Tanto que, hoje, é o Embaixador pela Biodiversidade da ONU. “Temos que perceber que a natureza é absolutamente essencial para nossa sobrevivência e que precisamos agir nessa premissa agora”, afirmou.

ÁGUA – PENÉLOPE CRUZ 

Eu sou a Água. Para humanos, eu simplesmente estou ali. Eu sou algo que eles tomam por certo. Mas exite apenas um tanto de mim, e mais e mais deles a cada dia. Eu começo como chuva nas montanhas, flutuo para rios e córregos e deságuo no oceano. Então, o ciclo se reinicia. E vai levar 10 mil anos para eu voltar ao estado em que estou agora. Mas, para humanos, eu sou apenas água, logo ali. Onde humanos me encontrarão quando existirem bilhões a mais deles no planeta? Onde eles se encontrarão? Será que travarão guerras por mim, como fazem com todo o resto? É sempre uma opção. Mas não é a única.

Durante sua vida, Penélope Cruz viu a disponibilidade de água cair drasticamente. “Estou orgulhosa de emprestar minha voz para a Água e chamar a atenção para essa questão urgente”, declarou.

FLORESTA DE SEQUOIAS – ROBERT REDFORD, COM LENA REDFORD 

LENA: Como você é tão inteligente?!
ROBERT: Filha, eu estou por aqui há muito tempo. Na verdade, nossa espécie existe há mais tempo do que quase qualquer outra. Eu já vi quase tudo.
LENA: Sério? Como o quê?
ROBERT: Bom, já vi o tempo. Todos os tipos de tempo.
LENA: E muito bichos?
ROBERT: Sim, muitos bichos. Antes, eram só insetos e aranhas, depois, alguns camundongos e ratos, e alguns coelhos e ursos. Então, de repente, haviam humanos. E virou um inferno.
LENA: Por quê? O que os humanos fizeram?
ROBERT: Bom, eles transformaram lobos em cães, rios em lagos e nós em madeira. Começaram a usar o planeta como se ele existisse só para eles. Agiram como se houvesse um mundo extra em volta.
LENA: Por que eles fizeram isso? Por que eles não entendem?
ROBERT: Não sei. Se eles não entenderem que fazem parte da natureza, em vez de só usarem a natureza, eles provavelmente não estarão por aqui para ver você crescer.

Aos 15 anos, Robert Redford começou a trabalhar no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, percebeu que sua cidade natal, Los Angeles, estava se transformando: os espaços verdes deram lugar ao cimento, ruas ficaram lotadas com o tráfego e a poluição do ar. “Tudo isso em nome do ‘progresso’. Tive a impressão de estar perdendo a minha casa. Isso teve um impacto profundo em mim, e percebi o quão importante a natureza era para o meu espírito, alma e ponto de vista”, disse.

*Nature Is Speaking

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Diário de um guarda-roupa: o blog que conta histórias emocionantes de nossas roupas

9 de outubro de 2014

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Arctic Lime é uma jaqueta verde de um pequeno menino da California. Ele adora explorar o lugar onde vive, e ao lado de sua cachorra e de Arctic Lime, já viveu grandes aventuras. Nos últimos tempos, entretanto, a peça de roupa preferida do garoto tem reparado que suas mangas estão ficando curtas para o companheiro, que está crescendo. Em breve, Arctic Lime sabe que ele irá proteger do frio e do vento um novo amiguinho.

O relato é um dos muitos apresentados pelo blog criado pela Patagonia, empresa americana fabricante de roupas, comprometidíssima com a sustentabilidade.

Worn Wearé uma espécie de diário de peças de roupas dos consumidores da marca. Seus donos escrevem cartas para a empresa contando histórias de momentos especiais e únicos que vivenciaram juntos. São depoimentos inesperados, intrigantes, engraçados e extremamente tocantes.

Há histórias como a do casaco já surrado, cheio de bolinhas, de Jack Wilson. Mr. Fuzzi(sim, este é o nome do casaco) já esteve em montanhas do Nepal com este senhor americano. Até hoje, quando a temperatura cai e a neve chega, é este velho amigo que Wilson procura dentro do armário.

Já o surfista meio hippie, Christo Grayling, pegou ondas durante 15 anos com sua bermuda favorita. Ela entrou nos mares da Índia, Sri Lanka, Peru e Equador. Os rasgados foram costurados e quando não havia mais jeito, Grayling remendou um pedaço do tecido de um guarda-sol para que a o shorts tão querido durasse um pouco mais.

A ideia de reunir todos estes depoimentos é fazer com que as pessoas valorizem aquilo que têm dentro de seu guarda-roupa. Worn Wear é um manifesto pelo consumo consciente. Há muito tempo a Patagonia estimula esta atitude. Parece irônico, uma empresa que vende roupas pregar este tipo de atitude. Mas é o que ela faz.

Entre as práticas que a companhia defende estão que o consumidor deve se perguntar – antes de comprar – se realmente precisa  daquela roupa. A marca estimula ainda seus consumidores a consertarem suas peças, doarem ou simplesmente enviarem de volta aquelas velhas, que não servem mais, pois elas serão recicladas.

Como investe em materiais duráveis para confeccionar suas coleções, o que acaba acontecendo é que as peças realmente se tornam companheiras de uma vida. É o que revela o depoimento de Haley, que aparece na imagem de abertura deste texto. Ela aparece sorridente, aos 4 anos, ao lado da mãe, que veste um casaco colorido exatamente igual ao seu.

Quando tinha 18 anos, Haley encontrou o casaco da mãe e desde então ele ganhou um lugar especial na sua vida nos dias de frio. Há pouco tempo, ela descobriu que o seu tinha sido doado para uma prima, que instantaneamente o escolheu como favorito também.

P.S. Quando escrevi este texto lembrei de uma roupa muito especial aqui em casa. A foto abaixo é de meu filho caçula. Ele está vestindo este pijama colorido, que foi herdado do irmão mais velho e também usado pelo irmão do meio. Há alguns anos o pijama foi doado para o filho de uma amiga e agora, imagino, já esteja esquentando outro menininho durante o inverno.

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*Worn Wear

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Fotos: reprodução blog Worn Wear e arquivo pessoal