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Menina de 17 anos inventa dispositivo que gera eletricidade e purifica água com energia do Sol

15 de setembro de 2014

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Ainda existem 780 milhões de pessoas no mundo sem acesso à água potável e 1,3 bilhão sem energia elétrica. Estes dados da ONU preocuparam tanto a estudante Cynthia Sin Nga Lam, que a australiana de 17 anos decidiu empenhar suas habilidades – e sua paixão por Química – para criar uma solução econômica para o problema.

A jovem inventora desenvolveu um dispositivo eco-friendly, barato e portátil que purifica águas residuais e gera eletricidade usando apenas a energia do Sol. Batizado de H2prO, o aparelho é constituído por duas partes: unidade superior para purificar a água e gerar hidrogênio, e compartimento inferior onde a água é filtrada mais uma vez.

Abaixo, entenda o funcionamento da engenhoca:
1) a água suja entra na parte superior do dispositivo e passa entre uma malha de titânio, que esteriliza a água quando ativada pela luz solar;
2) essa reação fotocatalítica divide a água em oxigênio e hidrogênio;
3) o último é utilizado por uma célula de combustível de hidrogênio para gerar energia. E tem um plus: impurezas na água, como detergentes, também podem proporcionar mais hidrogênio, o que permite que o dispositivo gere ainda mais energia.

“No futuro, eu gostaria de estudar Medicina ou Ciências Ambientais, porque quero ser capaz de ajudar os necessitados. Há ainda um longo caminho a percorrer, mas estou feliz que eu tomei o meu primeiro passo para fazer a diferença”, disse Cynthia na página do projeto, que é um dos 15 finalistas da Feira de Ciências do Google de 2014.

Abaixo, assista ao vídeo que explica o funcionamento do aparelho (em inglês):

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Foto: Reprodução/YouTube


Berçário de corais leva vida nova ao mar da Jamaica

11 de setembro de 2014

bercario-de-corais-leva-vida-nova-jamaica-varais.blog-superForam quatro décadas de estudos realizados pelos cientistas do Global Coral Reef Monitoring Network. Em 90 locais diferentes do Caribe, os pesquisadores examinaram corais, algas, ouriços, moluscos e peixes. Os esforços levaram a uma triste constatação: somente resta 1/6 da cobertura original de corais do mar caribenho. E se nada for feito, nos próximos 20 anos, os recifes daquela região poderão desaparecer por completo.

Mas não se depender do trabalho de Andrew Ross. O biólogo marinho desenvolveu um projeto de recuperação de corais, exatamente como se ele estivesse reflorestando o solo marinho. “O processo é frequentemente chamado de jardinagem de corais e é análogo à silvicultura, a restauração de habitats florestais”, explica.

A Seascape Caribbean, empresa de Ross, trabalha com berçários de corais. “Colhemos pequenas quantidades de material vivo dos recifes selvagens. Estas mudas crescem e se propagam em nossos viveiros até que uma grande quantidade de novos corais sejam gerados”, conta o biólogo.

bercario-de-corais-leva-vida-nova-jamaica-varais.blog-superOs corais crescem em espécies de varais embaixo d’água

Nos berçários, os corais encontram um ambiente mais seguro e rápido para se propagar, já que estão longe de alguns de seus principais inimigos naturais: algas, sedimentos, lesmas e vermes predadores.

Após este processo, que leva em média de 10 a 12 meses, os corais são replantados no solo do oceano, onde conseguem restaurar o ecossistema. Geralmente os viveiros são montados próximos aos locais onde será feito o replantio dos novos corais. “Assim utilizamos plantas locais e adaptadas às condições daquele lugar”, diz Ross.

Para acelerar o crescimento dos recifes, o biólogo e sua equipe usam espécies que eram as mais comuns até os anos 80 – atualmente somente 5% deste tipo de coral ainda é encontrado na região. “Elas aumentam rapidamente de tamanho e se fragmentam naturalmente como parte deste crescimento, o que é ótimo para a cultura dos viveiros”.

bercario-de-corais-leva-vida-nova-jamaica-medidores.blog-superO desenvolvimento nos viveiros é mais rápido

O mar de águas cristalinas e mornas do Caribe, que ainda hoje atrai milhões de turistas todos os anos, tem sido castigado arduamente com a maneira como nós – em terra firme – vivemos. Foram anos de pesca predatória sem nenhum tipo de regulamentação, esgoto sendo jogado no oceano, além de dejetos e lixo despejados no mar.

Outro grande golpe sofrido pela Jamaica foi a passagem do Furacão Allen, em 1980, o pior a atingir a região nos últimos 100 anos. Ele dizimou os recifes de corais, que nunca mais conseguiram se recuperar.

Com isso, muitos peixes típicos da região, que dependem dos corais para se alimentar e proteger, também sumiram das praias jamaicanas. É o caso do Parrot Fish (que você vê na foto de abertura desta reportagem), uma espécie herbívora, que come algas. Sem ele, há um crescimento desordenado de algas, que sufocam e matam os corais. É um ciclo de desequilíbrio que acaba com a vida marinha do Caribe.

bercario-de-corais-vida-nova-jamaica-blog-superMuitos peixes dependem dos recifes para sobreviver 

“O mar caribenho, de águas tropicais e rasas,  tem um ecossistema muito dependente dos recifes. E tanto a pesca com o turismo interferem diretamente na saúde do corais”, alerta Andrew Ross.

Alguns hotéis da região já se deram conta de que seu negócio só sobreviverá a longo prazo se houver vida submarina abundante e saudável. O cartão postal do Caribe são suas praias, onde turistas podem mergulhar e observar a beleza e a cor dos peixes e corais.

De olho no turismo sustentável, o Goldeneye Hotel e Resort, na praia de St. Mary, investiu em um berçário, em parceria com a Seascape Caribbean. Os visitantes podem participar do projeto, plantar um pedaço de coral e depois acompanhar através de fotos, enviadas por email, o crescimento da nova vida.

É o tipo de iniciativa em que todos ganham: turistas, hotéis e a biodiversidade das águas caribenhas!

Fotos: Richard Ling/Creative Commons e divulgação


Bluemerang: doação de objetos pelo Facebook rende descontos em lojas e restaurantes

9 de setembro de 2014

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Roupas, brinquedos, livros, móveis… Tem objetos em casa para doação e está sem tempo de levá-los para alguma instituição (ou está com preguiça mesmo)? Então, talvez, a iniciativa Bluemerang possa ajudá-lo. Trata-se de uma ferramenta online que conecta pessoas que querem doar a entidades que precisam de doações.

Funciona assim: os interessados acessam o perfil da Bluemerang no Facebook, enviam uma mensagem privada aos organizadores informando nome, endereço e os objetos que querem doar e agendam uma data para retirada dos itens. Por enquanto, a equipe só atende em São Paulo.

As doações são, então, encaminhadas para entidades parceiras da Bluemerang – entre elas, o Exército da Salvação. Para saber qual organização foi beneficiada com seus objetos, o doador só precisa rastrear os itens, a partir do código entregue pela equipe da iniciativa no momento da retirada.

E tem mais! O nome da iniciativa não é à toa: Bluemerang é uma referência ao objeto voador boomerang, para passar a mensagem de que “tudo que vai, volta”. É que aqueles que participam da iniciativa fazendo doações acumulam pontos que podem ser trocados por descontos em lojas e restaurantes parceiros. Entre eles, a King Sneakers, Mundo Corrido e Your Id e o restaurante Juca Alemão.

Há quem critique oferecer benefícios para quem faz as doações, alegando que boas ações devem ser feitas por pura solidariedadee não esperando algo em troca. Para quem não curte a ideia, fica a dica: por que não usar os descontos nas lojas e restaurantes para comprar roupas, sapatos ou mesmo um prato de comida para quem, realmente, precisa?

Assista, abaixo, ao vídeo da iniciativa.

Foto: Prime Tambayong/Creative Commons/Flickr

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Bliive: plataforma digital quer revolucionar a maneira como vivemos

8 de setembro de 2014

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Você é craque em futebol, mas sempre teve vontade de aprender a tocar guitarra. Aí descobre que um conhecido é louco para entrar em campo, mas não domina a bola. Só que ele é fera justamente na guitarra. A parceria está feita! Sem gastar nada, vocês dois vão usar o talento e a habilidade que têm para colaborar um com o outro.

Foi exatamente deste raciocínio que nasceu o Bliive. A plataforma digital – 100% made in Brazil – é uma rede colaborativa de troca de tempo. “Mais do que nunca as pessoas estão percebendo que alternativas são necessárias”, afirma Lorrana Scarpioni, idealizadora do Bliive. “Por mais que precisemos de dinheiro, não podemos viver achando que ele é a única solução ou meio para fazer as coisas”.

A ideia da plataforma surgiu em 2012, quando Lorrana tinha apenas 21 anos. Formada em Direito e Relações Públicas, a jovem já tinha envolvimento com trabalho de voluntariado em Curitiba, onde morava. A inspiração para o site, entretanto, veio de alguns documentários que assistiu sobre economia alternativa e colaboração online.

Dois conceitos estavam na cabeça de Lorrana: troca de tempo e ajuda mútua. Foram necessários alguns meses para que o Bliive ficasse pronto e fosse finalmente ao ar. “Eu não entendia nada de plataformas digitais”, conta. A jovem empreendedora bancou o projeto do próprio bolso. Hoje a equipe conta com seis pessoas, entre eles dois sócios, que abraçaram o desafio.

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A plataforma funciona de maneira bastante simples. Após se cadastrar, o usuário oferece uma experiência – atualmente as mais populares têm sido aulas de música, culinária e tecnologia. Quando alguém topa fazer a “aula”, o usuário é pago com TimeMoney, como é chamada a moeda de troca da rede. Com esse crédito, é possível fazer outras trocas.

A corrente de colaboração já tem 48 mil usuários cadastrados e cerca de 1.500 experiências compartilhadas. Até agora, os países onde a plataforma tem feito maior sucesso são Brasil, seguido por Portugal, Estados Unidos e Reino Unido. Mas Lorrana e equipe estão planejando o lançamento mundial em outras línguas para breve. A internacionalização sempre foi o sonho da jovem empreendedora. Não foi por acaso que o nome é um trocadilho com a palavra acreditar em inglês: believe. “Queremos ter impacto e tornar o mundo mais colaborativo”, diz.

Além de ter conquistado milhares de adeptos, a plataforma também mereceu o reconhecimento de especialistas. Entre os diversos prêmios nacionais e internacionais que o Bliive recebeu estão Hub Fellowship, Creative Business Cup Brasil, Jovens Inspiradores da Revista Veja, Intel Challenge Brasil, MIT Technology Review Innovators under 35 e Sirius Programme.

Graças a este último, promovido pelo governo britânico, Lorrana deu esta entrevista por skype. Ela e quatro companheiros estão há três meses em Glasgow, na Escócia. Vão ficar lá por um ano pois venceram o programa, pelo qual receberam 200 mil reais para desenvolver mais o negócio internacionalmente.


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Fernando Gielow, Lorrana Scarpioni, Ana Beatriz Fernandes e Murilo Mafra, a equipe do Bliive na Escócia

Do alto de seus 24 anos – e é isto que certamente torna o projeto ainda mais emocionante: ver gente tão jovem lutando e fazendo acontecer para mudar o mundo – Lorrana acredita que o site possa ser uma ferramenta importante para repensarmos a maneira como vivemos. “O Bliive é uma alternativa mais humana que permite às pessoas perceberem que seus talentos e habilidades  têm valor e que elas podem usar isto para se desenvolver e aprender novas experiências”.   

Não é preciso ter dinheiro no banco para vivenciar algo novo e extraordinário. Ou mesmo ajudar outras pessoas. Esta é a mensagem da plataforma. “Isso é revolucionário. Muda o que pensamos desde que nascemos. Se você não tem dinheiro, não pode ter. Estamos mostrando que isso não é verdade. O poder está nas pessoas”.

Desta crença tão empolgante é que surgiu o slogan do Bliive: “Colaboração é a nova revolução”. Que assim seja!

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Foto: Ben Grey/Creative Commons e divulgação


Idosa de 99 anos costura um vestido por dia para crianças carentes da África

4 de setembro de 2014

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Dizem que quando ficamos mais velhos adquirimos manias, e a de Lilian Weber, uma idosa de 99 anos que vive em Iowa, nos EUA, é simplesmente linda: há dois anos ela costura, todos os dias, um vestido para doar a crianças carentes da África.

A velhinha até confessa que conseguiria confeccionar mais de uma peça por dia, mas não o faz para caprichar nos modelitos. Seja por uma fita, um laço ou uma lantejoula, cada vestido é diferente “para que as meninas se sintam bonitas e orgulhosas de si mesmas”, disse Weber ao canal de TV WQAD.

A idosa já fez mais de 840 vestidos nesses dois anos de trabalho voluntário e até o dia do seu 100º aniversário, em 06/05/2015, quer chegar à marca de mil vestidos costurados. O motivo? Inspiração para seguir em frente! Sim, porque ela já avisou que não pretende parar tão cedo.

Com a ajuda da filha, Linda Purcell, todos os vestidos são encaminhados para a iniciativa Little Dresses for Africa, instituição beneficente, fundada nos EUA, que desde 2008 distribui vestidos para meninas carentes em orfanatos, escolas e igrejas de toda a África. Segundo a fundadora da iniciativa, 2,5 milhões de peças já foram distribuídas no continente.

Curtiu a história de Lilian Weber? Você também pode costurar e doar vestidos para a Little Dresses for Africa. Há sedes de recebimento nos EUA, Canadá e Inglaterra. Saiba mais aqui.

Se precisar de inspiração para seus modelitos, abaixo, um dos vestidos costurados pela idosa de 99 anos, já sendo usado por uma das crianças beneficiadas pela iniciativa. Êta sorriso que contagia!

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Fotos: Reprodução/ TV WQAD

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