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9 incríveis animais recém-descobertos e já ameaçados

Marina Maciel 18 de junho de 2013

Um morcego batizado por sua aparência diabólica, um peixe subterrâneo cego, uma víbora de olhos vermelhos e um sapo que “canta” estão entre as novas espécies identificadas que podem sumir em breve, segundo relatório da WWF – World Wildlife Fund.

Registrados pela primeira vez em 2011, por cientistas que atuam na região asiática do Grande Mekong que inclui Tailândia, Camboja, Mianmar, Vietnã e Laos –, esses animais estão ameaçados de extinção por causa das pressões feitas pelo homem na região, entre elas a perda de habitat e a caça ilegal.

A boa notícia é que ainda dá tempo de reverter essa situação e salvar também outras espécies (algumas ainda nem descobertas) que correm o risco de desaparecer. É preciso investir na conservação da naturezaespecialmente em áreas protegidas – e desenvolver uma economia mais verde, aponta o estudo.

Conheça, abaixo, as nove espécies curiosas:

Morcego Belzebu (Merina beelzebub)
Mas que nome para um morcego! Batizado assim por conta de sua aparência diabólica e de seu comportamento agressivo quando se sente ameaçado, o morcego belzebu depende das florestas tropicais para sua sobrevivência e é especialmente vulnerável ao desmatamento.

Peixe Cego (Bangana musaei)
Da família da carpa, este peixe subterrâneo mede apenas 7,7 centímetros. Totalmente cego, foi encontrado a 7 km abaixo da terra, em cavernas ameaçadas pelo turismo da região.

Peixe Caminhante (Clarias gracilentus)
Habitante de riachos de água doce na ilha de Phu Quoc, seu nome curioso vem de sua habilidade de usar as nadadeiras peitorais para ficar de pé enquanto mexe com movimentos de serpente no solo.

Peixe Miniatura (Boraras naevus)
Com apenas 15 milímetros de comprimento, este peixinho foi encontrado no sul da Tailândia. Ele se alimenta de pequenos insetos, minhocas, crustáceos e de outros pequenos organismos aquáticos, também chamados de zooplâncton.

Sapo Cantante (Gracixalus quangi)
Descoberta nas florestas altas do Vietnã, a espécie foi descrita pelos cientista como tendo um “canto doce e ritmado”. Isso porque o sapinho inova no repertório para atrair fêmeas: em vez de coaxar repetidamente, ele mistura assobios, estalos e outros sons em composições únicas – um canto nunca é igual ao outro. Caprichoso, não?

Víbora Olhos-de-rubi (Trimeresurus rubeus)
Esta nova joia da floresta ainda é um mistério para os cientistas. Descoberta no Vietnã, ela vive em uma área geograficamente pequena e passa a maior parte do seu dia em cima das árvores – desce apenas para caçar pequenos mamíferos e sapos.

Sapo Yin-Yang (Leptobrachium leucops)
Não se engane: o branco dos olhos deste sapo não é a luz refletida, é realmente preto-e-branco! Seu nome homenageia o símbolo chinês “yin-yang” (“luz e sombra”, em português), que descreve como forças opostas estão interconectadas e são interdependentes no mundo natural.

Lagarto de Duas Pernas (Jarujinia bipedalis)
Encontrada no centro da Tailândia, esta é a primeira espécie de lagarto a ter apenas patas dianteiras. Os cientistas ainda tentam descobrir o porquê de duas patas serem melhores do que quatro para esta espécie.

Píton-pigmeu (Python kyaiktiyo)
Ainda pouco se sabe a respeito dela, porque a píton-pigmeu só foi encontrada apenas uma vez na natureza! Com 1,5 metros de comprimento, a cobra recebe esse nome por conta de seu rabo curto. Encontrada em um manto de folhas secas no santuário de vida selvagem Kyaiktiyo, na Birmânia, seu habitat montanhoso é uma das áreas de maior prioridade de conservação do mundo para tigres e elefantes asiáticos.

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Dia Mundial do Doador de Sangue: apenas 1,7% da população brasileira é doadora

Débora Spitzcovsky 14 de junho de 2013

30 minutos é o tempo médio que uma pessoa gasta para doar 450 ml de sangue e ajudar a salvar a vida de outras trêsentre vítimas de acidentes, mães com complicações durante o parto ou a gravidez, crianças anêmicas e pacientes com câncer.

Doar sangue não dói, é rápido, não afeta a saúde e faz uma grande diferença aos pacientes que necessitam de transfusão no Brasil, a cada dois minutos uma pessoa precisa de sangue. Ainda assim, uma das maiores dificuldades da área da saúde é encontrar pessoas dispostas a doar sangue para suprir a demanda diária dos hospitais pelo tecido.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, são coletadas 107 milhões de bolsas de sanguesendo que cerca de 50% dessas doações acontecem em países de alta renda, onde vive apenas 15% da população mundial. O número é vergonhoso, se levarmos em conta que o mundo possui bilhões de habitantes e que cada pessoa maior de 18 anos poderia doar sangue, no mínimo, uma vez por ano.

O Brasil tem grande contribuição nessa situação: por aqui, apenas 1,7% da população é doadora, de acordo com o Ministério da Saúde (MS). Para a OMS, o recomendável é que, pelo menos, 5% dos habitantes de um país doem sangue. Ou seja, estamos bem mal na fita.

Para reverter essa situação, o melhor caminho, de acordo com a ONU, é investir em educação e infraestrutura e transformar a doação de sangue em uma questão prioritária das políticas nacionais de saúde.

Confira, abaixo, os vídeos que a OMS e o MS produziram especialmente para este Dia do Doador de Sangue, comemorado mundialmente em 14/06, há 10 anos.

O Planeta Sustentável também prestou sua homenagem à data. Reunimos, abaixo, iniciativas criativas que foram realizadas ao redor do mundo para incentivar a população a aderir à prática. A propósito, você já doou sangue nos últimos meses?

- Doe sangue – ou espaço em seu blog – e ajude a salvar vidas pelo mundo
- Time de futebol tira vermelho do uniforme para incentivar doação de sangue
- Aplicativo no Facebook forma banco de doadores de sangue
- Doe sangue e ganhe um pen drive
- Holandeses trocam coleção de roupas por doação de sangue
- Cães e gatos também podem doar sangue

Foto: Divulgação/OMS


Praça é reconstruída com caixas de madeira usadas, na Nova Zelândia

Marina Franco 13 de junho de 2013


Devastada por alguns terremotos em 2010 e 2011, a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, foi se reconstruindo aos poucos. Entre as iniciativas que surgiram para ocupar o espaço público da cidade, houve uma com objetivos social e ambiental: promover encontros comunitários em um espaço que impactasse de leve o território. Essa era a missão da Pallet Pavilion*, uma praça construída com mais de três mil palets de madeira usados.

O projeto é da organização Gap Filler – que surgiu justamente para preencher as áreas vazias da cidade depois dos terremotos – e contou com a criatividade de designers nativos. Sua construção envolveu trabalho voluntário de mais de 250 moradores de Christchurch, teve o apoio de cerca de 50 empresas locais e durou seis semanas. Os palets usados foram reaproveitados de uma construção que havia sido demolida. A inauguração foi em dezembro do ano passado.

A princípio a Pallet Pavilion seria um projeto temporário. Funcionaria apenas durante o verão, promovendo eventos como apresentações musicais, projeções de cinema, oficinas infantis, torneios de palavras-cruzadas e mercados de segunda mão. Mas quando chegou a hora de desmontar a praça, os moradores se mobilizaram para manter o projeto ali para sempre. Eles fizeram campanha de financiamento coletivo para arrecadar US$ 80 mil. A saída encontrada foi vender patrocínios para cada caixa de madeira.

E não é que deu certo? A Pallet Pavilion funciona até hoje em Christchurch, patrocinada pela própria população – os nomes dos doadores foram pintados nas caixas – e promove o centro da cidade como um lugar para experimentação.

No vídeo abaixo você conhece um pouco mais sobre essa história:

Help keep the Pallet Pavillion for one more summer from Jacob Stanley Creative on Vimeo.

*Pallet Pavilion

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Parada do Livro: estantes nos pontos de ônibus de SP oferecem livros gratuitos

Débora Spitzcovsky 12 de junho de 2013

Que tal pegar um livro emprestado nos pontos de ônibus que você frequenta para ocupar seu tempo de viagem com uma boa leitura? Essa é a proposta do Parada do Livro. Criado pelas universitárias Helena Aranha e Helena Nabuco, o projeto vai espalhar 10 estantes, recheadas de obras literárias, pelos pontos de ônibus da capital paulista.

A ideia – que virou realidade graças ao crowdfunding – quer incentivar a leitura no Brasil, onde a atividade não é muito popular. 75% da população nunca entrou em uma biblioteca e aqueles que já foram apresentados à leitura consomem, apenas, cerca de quatro livros por ano – só dois deles até o fim –, segundo pesquisa encomendada pelo Instituto Pró-Livro. Paralelo a isso, o paulistano gasta cerca de 2h30 por dia no trânsito da capital. Então, por que não unir o útil ao agradável?

As obras que ficarão nas estantes do Parada do Livro são doadas pelas próprias criadoras da iniciativa, além de casas de cultura, organizações e os próprios cidadãos. A primeira estrutura do projeto foi instalada em um ponto de ônibus da Vila Mariana, após diálogo com a subprefeitura, e as outras nove já “estão no forno”.

Se as Helenas consideraram a possibilidade dos livros não serem devolvidos? Claro que sim, mas as garotas preferem apostar no bom senso dos paulistanos, que devem entender a proposta do Parada do Livro e respeitar a ideia do compartilhamento das obras, em prol de uma cidade com mais leitores.

Assista, abaixo, ao vídeo do Parada do Livro, postado no site de financimento coletivo Catarse. As garotas conseguiram mais de R$ 5.700 para colocar o projeto em prática.

*Parada do Livro

Foto: Reprodução/Catarse

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O que famílias de diferentes países comem em uma semana

Marina Maciel 10 de junho de 2013

Você com certeza já ouviu a frase você é o que você come. A origem da expressão vem de duas frases – uma do cozinheiro francês Jean Anthelme Brillat-Savarin (“Diga-me o que comes que eu direi o que tu és”) e a outra do filósofo alemão Ludwig Andreas Feuerbach (“O homem é o que ele come”) – que declaram que a comida de uma pessoa influencia seu estado de espírito e sua saúde.

O que mais a sua comida pode dizer sobre você? Para os fotojornalistas Peter Menzel e Faith D’Aluision, além de revelar hábitos, pode dizer muito a respeito de economiaconsumo, sustentabilidadediferenças sociaisglobalização. Eles chegaram a esta conclusão com seu projeto Hungry Planet: What the World Eats (Planeta Faminto: O que o Mundo Come, em português), que virou livro fotográfico.

O projeto visitou 24 países e fotografou 30 famílias de diferentes classes sociais posando ao lado de toda a comida que consomem durante uma semana. O trabalho também faz um estudo da grande mudança pela qual passou a alimentação mundial depois da agricultura, impulsionada pela globalização, pelo turismo e pelo agronegócio.

Abaixo, confira algumas das fotografias e o gasto de cada família com alimentação:

Estados Unidos, Carolina do Norte, $342

Austrália, Riverview, $428

Egito, Cairo, $78

Mali, Kouakourou, $30

México, Cuernavaca, $189

Índia, Ujjain, $45

Bósnia e Herzegovina, Sarajevo, $90

Japão, Kodaira, $361

Guatemala, Todos Santos, $76

Kuwait, Kuwait, $252

Canadá, Iqaluit, $392

Cuba, Havana, $64

Alemanha, Bargteheide, $568

Estados Unidos, Texas, $242

Canadá, Gatineau, $158

China, Weitaiwu, $65

Equador, Tingo, $32

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