Blogs

3 vídeos curtíssimos e certeiros pela despoluição do Rio Pinheiros

30 de setembro de 2014

3-videos-curtissimos-certeiros-despoluicao-rio-pinheiros_560

Pode ser difícil de acreditar, mas o Rio Pinheiros, em São Paulo, – a água lodosa e malcheirosa que é um dos maiores problemas ambientais da cidade – já serviu como espaço de lazer e de inúmeras competições de regatas. Despoluir o rio parece missão impossível, mas tem muita gente e instituições mobilizadas pela causa.

Entre elas, estão a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros* – que trabalha pela recuperação ambiental do rio e de seus afluentes desde 2009 – e seus parceiros. Neste mês, a OSCIP lançou duas ações de impacto:

- a exposição Às Margens do Rio Pinheiros, iniciativa que tem apoio do Planeta Sustentável e da Editora Abril, realizada juntamente com o artista plástico Eduardo Srur (que já noticiamos aqui no Planeta Sustentável), e
- o lançamento de três vídeos curtos e “matadores” que abordam ações para despoluir as águas do rio e melhorar a qualidade de vida da população.

Estes três filmes – que abordam o desejo de ter o Rio Pinheiros e seus córregos mais limpos, a necessidade do rio receber mais água da Represa Billings e de se ter mais áreas permeáveis na cidade – estão sendo exibidos nas TVs da Elemídia desde meados de setembro e também serão utilizados em projeto de educação ambiental com crianças e jovens paulistanos.

Agora, você já pode assisti-los aqui, em nosso site, e fazer parte desta campanha. É só apertar play, abaixo, e espalhar estas ideias!

 

 

 

*Associação Águas Claras do Rio Pinheiros

Leia também:
3 vídeos “matadores” pela limpeza do Rio Pinheiros 
Energia solar ilumina exposição Às Margens do Rio Pinheiros, em SP
Eduardo Srur ocupa margens e pontes do Rio Pinheiros contra poluição da água
Eduardo Srur instala primeira obra da exposição Às Margens do Rio Pinheiros
Stela Goldenstein e o trabalho pela recuperação do Rio Pinheiros
Eduardo Srur faz intervenção no Rio Pinheiros, em SP, e você pode participar dessa iniciativa
Abril faz parceria pela recuperação do Rio Pinheiros


Na Espanha, agência de turismo emprega apenas sem-teto como guias turísticos

30 de setembro de 2014

agencia-turismo-emprega-sem-teto-guias-turisticos-560

Quer conhecer uma Espanha que não é descrita em nenhum livro de história ou guia de bolso? Então você não pode deixar de fazer um city tour por Barcelona com a agência de turismo Hidden City Tours . Criada pela consultora de pesquisa de mercado Lisa Grace, a empresa chega para movimentar o competitivo setor de turismo da Espanha com um diferencial: emprega, apenas, moradores em situação de rua para atuar como guias turísticos.

A ideia é oferecer aos turistas um passeio que mostre, muito além de história, o lado humano de Barcelona e, ao mesmo tempo, reinserir os sem-teto no mercado de trabalho. Afinal, quem melhor do que moradores em situação de rua para contar o que se passa em cada cantinho da cidade?

agencia-turismo-emprega-sem-teto-guias-turisticos-560-2

Ainda no começo, por enquanto a equipe do Hidden City Tours é formada por quatro ex-sem-teto: José R., Jamón, Juan e José F. Eles foram selecionados por Lisa em um abrigo para moradores de rua e passaram por treinamento de cerca de 80 horas para se profissionalizar para a atividade.

Os city tours são feitos em grupos pequenos de turistas, o que significa que quanto mais pessoas procurarem o serviço, mais sem-teto poderão ser beneficiados pela iniciativa. Mercado é o que não falta: Barcelona é a quarta cidade mais visitada da Europa. Por ano, cerca de 8 milhões de turistas passam pelo local, enquanto o número de pessoas que dormem na rua, todos os dias, é estimado em até 6 mil. Lisa deu um bom jeito de unir o útil ao generoso, não?

Assista, abaixo, ao vídeo oficial da Hidden City Tours. Partiu Espanha para conhecer (e espalhar) a iniciativa?

Leia também:
Moradores em situação de rua cultivam horta comunitária em abrigo
Brechó pendura agasalhos em árvores para moradores de rua se protegerem do frio
Mendigo Urbano: sem-teto à venda na web
Bicicloteca: bike itinerante doa livros a moradores de rua
Hortas em parques públicos para sem-teto


Restos de madeira se transformam em óculos pelas mãos de designers cariocas

25 de setembro de 2014

restos-madeira-transformam-oculos-blog-super

Poesia e sustentabilidade. Da união destes dois conceitos nasceram os óculos de madeira da Zerezes, criados por quatro jovens amigos – e idealistas - do Rio de Janeiro, que estudavam juntos na mesma faculdade. “Tínhamos referências parecidas e saberes complementares”, conta Luiz Eduardo Rocha, um dos fundadores da marca.

A história da produção dos óculos começou pelas ruas da cidade. “Foi um acaso. Encontrávamos madeiras em abundância em caçambas e entulho de obras. Com o tempo fomos entendendo o valor delas, muitas eram nobres”, relembra Luiz Eduardo. “Percebemos que poderíamos trabalhar com o que estava sendo descartado”.

Nas hastes dos óculos, fabricados artesanalmente com estas sobras de madeira, está registrado o nome da rua onde a matéria-prima – que teria o lixo como destino – foi encontrada. Quem comprar o produto, saberá exatamente de onde ele surgiu porque ali estará gravado: rua do Ouvidor, rua São Sebastião . “É a oportunidade de contar um pouquinho mais da história daquela madeira e levar isso para o produto”, diz Luiz Eduardo.

A coleção ganhou o carinhoso nome de Madeiras Redescobertas. As edições são limitadas, já que com as sobras só é possível produzir uma pequena quantidade de peças. Todas são marcadas com o número de série. Há modelos feitos com madeiras como peroba, jacarandá ou pinho de riga, por exemplo.

A Zerezes chegou ao mercado em 2012, durante a realização da Rio+20 na cidade carioca. As coleções são nomeadas pela origem da madeira. Além da Redescobertas, os designers criam óculos com madeiras certificadas, as Documentadas.

equipe-zerezes-blog-superVictor Lanari, Luiz Eduardo Rocha, Henrique Meyrelles e Hugo Galindo, os criados dos óculos da Zerezes

Eles não possuem ainda loja própria. Nem sabem se querem ter. Atualmente os óculos podem ser comprados online no site da empresa ou em lojas parceiras que compartilham a mesma pegada alternativa e sustentável.

Outro projeto que vem empolgando os quatro sócios é o da coleção Restus. Ao longo do processo de manufatura das peças na marcenaria, os jovens perceberam que havia muita geração de resíduos. Conceberam então uma forma de reutilizar esta sobra. Foi desenvolvido um compósito feito da união da serragem com resina de base vegetal.

Com o apoio de doadores através de sistema de financiamento coletivo, os sócios da Zerezes arrecadaram dinheiro para viabilizar o projeto. Depois de muitas experimentações e pesquisas para assegurar a qualidade do material, tiveram sucesso em produzir óculos feitos com esta nova matéria-prima. Conseguiram assim reduzir o desperdício e dar vida nova a algo que seria descartado.

O preço dos óculos não é barato, varia entre 300 e 500 reais, mas os jovens empresários apostam em conquistar os clientes pela sustentabilidade da marca e o enorme apelo emocional que certamente ela oferece. Além do mais, o design é lindo. “Assumimos uma prática de comércio justo. Os óculos têm custo alto porque queremos pagar bem nossos parceiros”.

Criatividade, inovação e uma boa dose de persistência. Os cariocas mostram que é possível mudar a forma como enxergamos o mundo e produzimos – ou melhor, recriamos nossos bens. “Estamos fazendo uma coisa em que acreditamos, traçando nosso caminho e fazendo nossas escolhas”, diz Luiz Eduardo.

Leia também:
Brincadeira de garagem vira oficina de óculos sustentáveis
Óculos de sol feitos com cabelo
Cientistas criam plástico sustentável feito com casca de camarão
Parem de lavar seu jeans, diz CEO da Levis (ele parou)

Fotos: divulgação


Voluntários enfrentam perigo para salvar animais abandonados em zoo de Gaza

23 de setembro de 2014

voluntarios-gaza-salvar-animais-abandonados-zoo-560-1

Depois de 50 dias de guerra e milhares de mortes, Hamas e Israel assinaram acordo de cessar-fogo permanente no final de agosto, mas transitar pela região da Faixa de Gaza ainda não é seguro.

Apesar do perigo, grupo de voluntários decidiu se arriscar em nome de uma causa nobre: salvar os animais do zoológico de Al-Bisan, que ficaram completamente desamparados (e presos em suas jaulas) durante as semanas de conflito.

O pedido de ajuda veio do próprio diretor do zoo, Shady Hamad, que declarou não ter como administrar a situação sozinho. Além da ausência de comida e água, o zoológico, que era lar de cerca de 100 bichos, sofreu sucessivos ataques aéreos. 80 animais não resistiram, mas 20 ainda lutam pela vida e são exatamente esses que a equipe de voluntários, organizada pela ONG internacional Four Paws, foi amparar.

voluntarios-gaza-salvar-animais-abandonados-zoo-560-2

A equipe entrou em Gaza na semana passada com escolta militar e uma bagagem cheia de remédios e alimentos para os bichos. Até um freezer veio com os voluntários, para conservar a comida que trouxeram. Segundo eles, os animais (entre eles, macacos, leões e pelicanos) estão bastante debilitados fisicamente, além de assustados e traumatizados com a situação de guerra.

Agora, os voluntários estudam a possibilidade de retirar os animais do local, com segurança. A decisão deve ser tomada nos próximos dias, mas eles já avisaram: não arredam pé enquanto a integridade dos bichinhos não estiver 100% garantida.

voluntarios-gaza-salvar-animais-abandonados-zoo-560-3

Fotos: Mihai Vasile/Four Paws


“Adote uma Ponte” quer mais segurança para ciclistas e pedestres de SP

19 de setembro de 2014

adote-uma-ponte-quer-melhorar-segurança-ciclistas-pedestres

Ponto para a cidade de São Paulo, em mobilidade urbana, pela ampliação das ciclovias! Até o final de 2015, a meta é chegar a 400 km de rotas para bicicletas. Porém, ciclistas têm encontrado alguns obstáculos no ir e vir diário: pontes e viadutos. Sem faixas exclusivas, resta a quem anda de bike se arriscar em meio aos carros, ônibus, motos e caminhões circulando em alta velocidade.

Pensando nisso, a Ciclocidade* (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) lançou campanha, chamada Adote uma Ponte*, para mobilizar a população a cobrar melhorias de segurança dessas travessias por meio de sinalização adequada, além de manutenção de calçadas, iluminação pública e paisagismo.

O projeto funciona assim: uma pessoa “adota” voluntariamente qualquer ponte ou viaduto da cidade e se compromete a produzir textos, vídeos e/ou fotos que revelem as condições de circulação de pessoas sem carro – sejam ciclistas, pedestres, cadeirantes ou outros usuários de veículos sem motor, como carrinhos de transporte de carga – nesses lugares.

Ficou interessado em participar? Basta navegar pelo mapa colaborativo, disponível neste link, escolher uma ponte ou viaduto e fazer registro. Ao final da campanha, todo o material produzido será entregue às autoridades para que os problemas sejam solucionados.

Aproveite para assistir ao vídeo de divulgação do projeto:

*Ciclocidade
*Adote uma Ponte

Leia também:
“Adote” uma ponte e melhore a segurança de pedestres e ciclistas de SP
Aplicativo mapeia ciclovias e pontos de aluguel de bicicletas em SP
Presidente do Egito pede que população caminhe e use mais bicicleta
Elly Blue: ″EUA podem aprender com Brasil sobre mobilidade″

Foto: tcnbaggins/Creative Commons/Flickr