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Telhados verdes em ônibus são jardins ambulantes pela cidade

Marina Franco 11 de abril de 2012

Cidades grandes são feitas de concreto, aço, asfalto e poucos espaços verdes, o que ajuda a aumentar o calor no meio urbano. Mas sempre há um canto, por menor que seja, para a vida natural crescer. Pensando em recuperar espaços esquecidos de Nova York, o designer Marco Antonio Castro criou o projeto Bus Roots*, em que instala pequenos jardins nos tetos de ônibus.

Além de aumentar a área verde da cidade, a ideia é conectar os bairros através da agricultura urbana. Pensa que é pouca coisa? De acordo com Castro, se fossem plantados jardins no teto de cada um dos 4.500 ônibus da principal frota que circula por Nova York, haveria 35 hectares de área verde se deslocando pela cidade. Isso seria o equivalente a quatro vezes a área do Bryant Park de Manhattan.

O Bus Rootselaborado durante sua graduação em design na Universidade de Nova York – multiplica os benefícios dos telhados verdes. Reduz as ilhas de calor das cidades, absorve gás carbônico e água das chuvas, oferece ar fresco, entre outras qualidades que contribuem para uma melhor qualidade de vida.

A experiência está sendo feita no teto do BioBus*, um ônibus que viaja os Estados Unidos com um laboratório de ciência para levar educação científica a diferentes comunidades. Mas Marco Antonio Castro espera receber apoio para levar o projeto adiante. Para ele, o design é um agente de mudança e pode contribuir com soluções criativas.

O que você achou dessa ideia?

*Bio Roots
*Bio Bus

Foto: Divulgação

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Floresta comestível no meio da cidade oferece alimentos gratuitos para população

Débora Spitzcovsky 9 de abril de 2012

Já pensou em morar na cidade e ter o privilégio de colher, a três quarteirões de casa, alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos, de graça? Pois o sonho de uma floresta urbana comestível está prestes a se tornar realidade no bairro de Beacon Hill, em Seattle, nos EUA.

A paisagista e arquiteta Margarett Harrison apresentou ao governo local o projeto Beacon Food Forest*, do qual é líder, e recebeu carta branca para ocupar uma área de cerca de 20 mil m² – que, atualmente, é um vasto gramado, com bastante incidência solar – e construir uma floresta urbana comestível para a população, onde os alimentos podem ser colhidos gratuitamente por qualquer um – na época adequada, claro.

O local já começou a ser “preenchido” por Harrison e sua equipe com árvores de diferentes tipos – entre elas, de noz, castanha, maçã, pêra, goiaba e caqui –, além de ervas e arbustos de mirtilo e framboesa. O projeto ainda segue o conceito do design em permacultura, que consiste em analisar o tipo de solo do local, as plantas que podem ser cultivadas lado a lado e os tipos de insetos e outros animais que elas atrairiam para a cidade, entre outras questões, na hora de escolher o que será plantado na floresta urbana comestível.

A primeira colheita na Beacon Food Forest já está marcada para 2013 e, se tudo correr bem, o projeto será ampliado para uma área de 70 mil m². Não é à toa que a equipe do projeto está empenhada, desde já, para que tudo dê certo: cerca de seis mil folhetos explicativos sobre o funcionamento da floresta comestível já foram entregues, em cinco idiomas diferentes, para a população.

A principal recomendação dos panfletos é de que, apesar dos alimentos serem gratuitos, as pessoas colham apenas o que realmente precisam, para que todos os moradores possam usufruir da floresta urbana comestível. Será que vai dar certo?

Imagem: xomiele/Creative Commons

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*Beacon Food Forest


Livros para doação podem pegar carona com o motoboy da pizza

Marina Franco 4 de abril de 2012

O motoboy de uma pizzaria em Madrid um dia se deu conta que sua viagem de volta ao trabalho, após a entrega das pizzas, era inutilizada. Ele voltava das casas dos clientes de mochila vazia. Então teve uma ideia simples: aproveitar o deslocamento para transportar objetos que contribuíssem para alguma causa. A ideia deu origem à campanha Livros para a Colômbia, promovida pela empresa em que trabalha, a Telepizza, em parceria com a rede social ideas4all* e a companhia aérea Iberia.

Os clientes da pizzaria foram convidados a doar um livro usado e em bom estado cada vez que recebessem em casa o seu pedido. A iniciativa durou de janeiro a fevereiro deste ano, apenas em Madrid, mas espera-se ampliar a outras cidades da Espanha.

Os livros arrecadados serão entregues a mais de 120 escolas e bibliotecas – rurais e urbanas – da Colômbia. Eles chegarão até o outro lado do Atlântico também de carona, dessa vez com os aviões da Iberia, para serem lidos por mais de 98 mil crianças e jovens carentes do país latino-americano. Os livros serão classificados e distribuídos pela ONG local Buena Nota*, que promove o trabalho de empreendedores sociais.

O bacana dessa campanha é que ela pode inspirar os amantes de pizza – na realidade, clientes e empresas de serviços de entrega em geral – de qualquer lugar do mundo a contribuir com uma boa causa. Pedir pizza em casa é programa típico paulistano. Por outro lado, muitas escolas e bairros de São Paulo precisam engordar suas coleções de livros. Algumas regiões sequer têm uma biblioteca. Não é de se pensar?

Brasileiros de qualquer cidade podem entrar nessa, basta engajar as pessoas do seu bairro, procurar quem poderia transportar as doações e quem gostaria de recebê-las.

O que achou dessa iniciativa? Conte como você poderia ajudar na sua região!

*ideas4all
*Buena Nota

(Foto: Creative Commons) 

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Space Apps Challenge: hackers criarão aplicativos sobre exploração espacial e causas sociais

Marina Franco 30 de março de 2012

Poucos recursos e o máximo de inteligência e criatividade. São esses os instrumentos que hackers e desenvolvedores de software de todo o mundo terão de usar para participar do desafio mundial Space Apps Challenge, que pretende criar aplicativos de interesse público a partir de dados da NASA e outras agências espaciais.

Entre os desafios está o de desenvolver um app que analise o acesso à eletricidade no campo. Para isso, os hackers poderão usar imagens de satélites de zonas rurais, dados de densidade populacional, padrões de migração e índices econômicos. O objetivo é analisar os efeitos de investimento em eletricidade e, até, sugerir melhorias em políticas públicas na área.

Até agora há outros 26 desafios, que convocam os hackers a criar:
- aplicativo de smartphone que indicará o paradeiro e as atividades de sondas espaciais ativas;
- ferramenta para cidadãos, cientistas, educadores e estudantes acessarem o Sistema de Dados Planetários da NASA;
- sistema para prever, em tempo real, eventos de risco como terremotos e inundações;
- plataforma de impressão 3D no espaço, por meio de modelos transmitidos eletronicamente;
- camada Aurora no Google Earth, a partir da observação em tempo real da aurora da NASA.
Outros desafios podem ser sugeridos, para equipes de todo o mundo, no site do Space Apps Challenge*.

O hackday acontecerá simultaneamente nos sete continentes – inclusive na Antártida, na Estação McMurdo – e no espaço, com a participação de astronautas da Estação Internacional Espacial, nos dias 21 e 22 de abril. Aqui no Brasil o encontro é organizado pela Transparência Hacker*, na Casa de Cultura Digital*, em São Paulo, e deverá usar dados de institutos de pesquisa brasileiros. Quem tiver interesse em participar, pode se inscrever – de graça – pelo site do evento, até o dia 6 de abril.

Como você acha que soluções digitais podem ter impacto nos problemas do mundo real? Comente aqui o que achou dessa iniciativa!

* Space Apps Challenge
* Transparência Hacker
*Casa da Cultura Digital

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Pimp My Carroça: ação vai tunar carroças para valorizar catadores de recicláveis

Débora Spitzcovsky 28 de março de 2012

Parodiando os programas de TV americanos que tunam carros, o grafiteiro Mundano está lançando o projeto Pimp My Carroça, que vai tunar o principal instrumento de trabalho dos catadores de recicláveis. O objetivo? A partir da arte, tirar essas pessoas da invisibilidade e dar mais prestígio ao importante papel que têm na sociedade – sabia que 90% de todos os resíduos de São Paulo destinados à reciclagem são coletados pelos catadores?

A intenção do projeto é ousada: “pimpar” dezenas de carroças, em um só dia, pouco antes da Rio+20, em uma espécie de pit stop que acontecerá em São Paulo. Os catadores serão orientados a levar suas carroças ao local da iniciativa – que ainda será definido – e, então, a equipe do Pimp My Carroça dará um trato no carrinho. Ele passará por uma reforma estrutural, ganhará itens de segurança – como retrovisores, buzinas e faixas refletivas – e, por fim, será grafitado por reconhecidos profissionais, com frases enviadas pelo público.

Os carroceiros não vão ficar fora dessa e também receberão uma “tunada” no pit stop do Pimp My Carroça. Eles ganharão camiseta do projeto, um “rango” caprichado e, ainda, passarão por um clínico geral e um oftalmologista, além de conversar com um especialista em dependência química.

No fim do dia, quando todos as carroças já estiverem “pimpadas”, acontecerá a Carroceata, uma exposição ambulante com os carrinhos e catadores que participaram do projeto. Curtiu o Pimp My Carroça? Então, ajude-o no Catarse (saiba mais em: Catarse: financie seus projetos colaborativamente). Para conseguir financiamento, a galera do projeto precisa arrecadar R$ 38.200 no site, via crowdfunding, até 10/05. E você pode doar aqui quantias a partir de R$ 15. Vai participar?

Para ajudar a decidir, assista, abaixo, ao vídeo do Pimp My Carroça.

Imagem: Divulgação/Pimp My Carroça

*Pimp My Carroça no Catarse