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Bruno Garattoni Por Bruno Garattoni Vencedor de 12 prêmios de Jornalismo. Editor da SUPER.

Antivírus AVG grava a sua navegação na internet e vende a terceiros; veja o que fazer

Por Bruno Garattoni Atualizado em 21 dez 2016, 09h41 - Publicado em 18 set 2015, 18h42

avgA notícia caiu como uma bomba. Os criadores do antivírus AVG, que é gratuito e usado por mais de 200 milhões de pessoas (inclusive muitas no Brasil), revelaram que ele grava os sites que você acessou, bem como as suas pesquisas no Google – e compartilha (vende) essa informação para terceiros. O monitoramento é feito de forma semianônima, ou seja, o seu nome não é fornecido junto com os dados. Mas a lista completa deles, sim – o que é bastante invasivo.

A revelação faz parte da nova política de privacidade do AVG, que começa a valer no dia 15/outubro. Ela dá a entender que os dados são coletados mesmo se você optar por não ativar o Web TuneUp (um recurso de proteção da navegação, que o AVG tem há alguns anos). Tem gente que não vê nenhum problema nisso, aceita ter a navegação gravada em troca de um software grátis.

Outros podem achar errado e incômodo – em especial porque se trata de um antivírus, que deveria zelar pela sua privacidade. Eu pretendo desinstalar o AVG e substituí-lo por outro antivírus – e sugiro que você faça o mesmo. A partir da versão 8, o Windows já vem com um embutido, o Defender (mas testes independentes demonstraram que ele é fraco). Por isso, a melhor opção de antivírus gratuito é o Avira, que foi desenvolvido pela empresa alemã de mesmo nome e é tradicional e confiável. Realmente vale a pena trocar o AVG por ele. Avise seus amigos.

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