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Quais foram as consequências ambientais dos testes nucleares realizados no Atol de Bikini?

Os EUA derrubaram 23 bombas no Atol de Bikini, destruindo todas as formas de vida no local instantaneamente. Hoje, o lugar segue condenado por isótopos radiativos.

Por Carolina Fioratti 17 nov 2021, 12h59

Começando pelo óbvio: quase todas as formas de vida no local foram aniquiladas na hora, devido a energia emitida no momento do estouro. Os EUA detonaram 23 bombas no Atol de Bikini entre 1946 e 1958, que  destruíram o ecossistema.

Nos anos 1970, a vegetação já havia reocupado a terra firme. Mas a poluição por isótopos radioativos – especialmente Césio-137, o mesmo de Goiânia – permanece em níveis perigosos até hoje. Para se ter uma ideia, esse isótopo leva 30 anos para ter sua massa reduzida à metade. Depois, são mais 30 anos para chegar a ¼ e assim sucessivamente. O problema impediu que 167 nativos recuperassem o atol.

Hoje, embora não seja seguro beber ou comer nada por lá, fauna e flora riquíssimas (e, às vezes, mutantes) prosperam mais do que a média – justamente porque não há humanos para atrapalhar.

Caso você tenha interesse pelo tema, fique sabendo que em 1988 o diretor Robert Stone retratou a situação no documentário Radio Bikini. A produção foi indicada ao Oscar do mesmo ano, mas não levou a estatueta. De toda forma, fica a recomendação: o filme com legendas em português está disponível na íntegra no YouTube.

Pergunta de @nunno778, via Instagram.

Fontes: Rubens Figueira, professor do Instituto de Oceanografia da USP. Pesquisa “Nuclear Weapons Tests and Environmental Consequences: A Global Perspective Marshall Islands Dose Assessment & Radioecology Program – Bikini Atoll”.

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