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“Não consegui me declarar para um grande amor. Isso já faz 10 anos. Socorro”

Quanto tempo dura um arrependimento?

Tenho problemas para tomar atitude. Eu era apaixonado por um cara – vamos chamá-lo de Rubens -, que não sabia que eu era apaixonado por ele. Ficamos muito amigos e próximos. Ele se dizia hétero, mas tinha umas atitudes meio esquisitas comigo: me acariciava e sempre dizia que eu era especial. Mas eu não tinha coragem de me declarar, principalmente porque ele dizia que gostava de mulher. Certo dia, contei para um outro amigo dessa minha paixão e ele disse que ia provar para mim que o Rubens era gay. Fomos a uma festa nós três, resolvi saí para fumar um cigarro e, quando voltei, peguei o Rubens e o outro amigo se beijando. Fiquei sem chão. Não acreditei que o Rubens mentiu para mim por tanto tempo. Ainda assim, não consegui me declarar para ele, porque preferia mantê-lo por perto do que perder a amizade. Foi ficando cada vez mais insuportável quando eu o encontrava porque eu não conseguia esquecer a tal cena. E assim fui me distanciando aos poucos. Conclusão: Não rolou nada, fiquei na vontade e sofri bastante. Isso foi há 10 anos, mas mesmo assim sinto culpa por não ter sido corajoso. E agora estou e interessado em uma outra pessoa que estou sentindo a mesma coisa: falta de coragem para falar. O que eu faço?
– Duro de superar
– Caro duro de superar
A primeira coisa que você precisa fazer é esquecer o Incidente Rubens. Todo mundo agiu mal nessa história (embora ninguém supere o seu “amigo” que, sabendo da sua paixonite, resolveu ficar com ela mesmo assim). Também duvido muito que Rubens jamais tenha suspeitado dos seus sentimentos, se vocês foram assim tão próximos. A segunda coisa que você pode fazer é se perdoar. Não fique se martirizando porque você não tomou atitude – declarar-se para alguém é algo que envolve muita exposição e nem todo mundo se sente à vontade abrindo o coraçãozinho por aí. Dito tudo isso, espero que o Incidente Rubens sirva para alguma coisa – mas não para que você fique se rotulando como “alguém com problemas de atitude”. O principal aprendizado que você pode tirar dessa história (que aconteceu há uma década, vamos lembrar) é a sua capacidade de carregar arrependimentos por aí. Sugiro que, da próxima vez, você se arrependa por algo que fez, em vez de por algo que deixou de fazer. Por isso, ligue hoje mesmo para essa nova pessoa especial e a convide para tomar uma cerveja. Ou então mande uma mensagem dizendo o quanto você anda pensando nela. Aproveite que as coisas ainda estão leves. Mesmo que o sentimento não seja recíproco, nada vai ser pior do que ficar se remoendo. Não queremos que você ainda fique pensando no que poderia ter sido daqui a outros dez anos.

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