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10 remédios que têm efeitos colaterais assustadores

Por Livia Aguiar Atualizado em 22 mar 2019, 21h06 - Publicado em 8 set 2011, 17h04

Remédios são coisa séria e devem ser tomados sempre, SEMPRE, com acompanhamento médico. Às vezes a tentação é muito grande quando aparece uma pílula mágica que, supostamente, pode resolver todos os seus problemas. Mas cuidado! Substâncias que podem ajudar a melhorar uma parte do organismo muitas vezes podem prejudicar outras – e aí, o acompanhamento profissional é fundamental para checar se o seu corpo pode suportar tal substância, qual será a dosagem, o tempo de uso, se é preciso tomar medicamentos para amenizar os efeitos de outro…

1. Xenical
Utilizado para auxiliar na perda de peso, tem sintomas colaterais bizarros – e que acontecem com a maioria das pessoas que o utilizam. Nojeiras como “flatulências com perdas oleosas” e “incontinência fecal” são comuns e consideradas efeitos “positivos”, pois significam que a gordura está sendo eliminada do corpo.

2. Mirapexin / Sifról
O tratamento contra o Mal de Parkinson pode ser feito com este medicamento que pode levar à amnésia. Ainda que seja um efeito colateral raro, ele não deve ser descartado. Outras reações, “mais leves”, podem ser convulsões, alucinações, tontura e uma vontade incomum de apostar (que não deve ser confundida com aquele sentimento de sorte que dá na gente quando jogamos na Mega Sena acumulada).

  • 3. Propecia
    Indicado contra queda de cabelo, este medicamento pode levar à ginecomastia, ou crescimento de mamas. Mas não ache que ele vai afetar a “comissão de frente” de mulher alguma. Este efeito colateral ocorre apenas entre os homens.

    4. Enalapril
    Hipertensão e insuficiência cardíaca podem ser tratadas com este remédio que pode causar alterações no paladar, zumbido nos ouvidos, ginecomastia (como o Sifról, acima) e disfunção sexual.

    5. Plavix
    Previne o organismo contra ataques do coração e derrames cerebrais, MAS pode causar hemorragia interna (no estômago, intestinos ou no cérebro), além de insônia e conjuntivite (?).

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    6. Levaquin
    Utilizado no tratamento de alguns tipos de infecção bacteriana, pode te trazer as fraquezas de um vampiro – e sem a parte legal de ter força sobre-humana, ser rápido, lindo, imortal e se alimentar de sangue (ok, essa última parte nem é tão legal). O Levaquin pode levar à fototoxidade – ou seja, causar queimaduras de segundo grau à pele quando exposta a níveis normalmente toleráveis de sol.

  • 7. Champix
    Parar de fumar com o auxílio deste remédio pode, em alguns casos, levar a ideação suicida.

    8. Roacutan
    Tido como o salvador de vidas dos adolescentes com espinhas, este medicamento tem efeitos colaterais graves e bastante conhecidos, ainda que seja ótimo tratamento contra acne. Entre eles estão um tipo de pseudotumor cerebral, convulsões, depressão, tentativa de suicídio e suicídio – e estamos falando apenas dos efeitos de ordem cerebral! A lista de reações adversas do Roacutan enche páginas e páginas da bula. (Ainda que muita gente tome o remédio, se livre da acne e não sinta nada disso, inclusive a autora deste texto. Ele pode ser tomado e não precisa ser temido,mas só se o paciente se comprometer a manter o acompanhamento médico certinho ao longo de todo o uso e parada do remédio).

    9. Celebra
    Os medicamentos contra artrite e osteoporose se dividem em dois grupos, um processado pelo fígado e outro pelos rins – cada um oferece risco de acúmulo e danos a um desses órgãos. Tomando o Celebra, do segundo grupo, é possível ter trombose, derrame cerebral, insuficiência renal e cardíaca.

    10. Avandia
    Esta droga utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 pode causar, atenção, gravidez! Mas só entre as mulheres, ok? Risos. É que ele pode provocar o reinício atípico da ovulação. Ou seja, faz com que a mulher libere um óvulo fora do ciclo menstrual normal dela – aumentando a probabilidade de você ter uma surpresinha. Outros efeitos colaterais são: danos cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais. Por causa dessas reações-mais-que-adversas, o medicamento foi suspenso pela Anvisa em 2010.

    Para saber mais

    Tarja Preta, Marcia Kedouk, Superinteressante, 2016

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