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3 tendências em edição de DNA

Durante baby boom de peixes de proveta, europeus criam minicérebro neandertal mutante, mas proíbem plantas editadas

Por Bruno Vaiano Atualizado em 9 ago 2019, 11h15 - Publicado em 24 ago 2018, 16h04

Laboratório está para peixe

Em 2017, cientistas ingleses criaram 1,9 milhão de animais geneticamente modificados para pesquisa. É um aumento de 37% em uma década. Mais da metade é de camundongos, mas o peixe-zebra, que é uma boa cobaia para doenças humanas, viu sua popularidade crescer neste ano: participou de 308 mil experimentos, 16% do total.

Pense neandertal

Pesquisadores do Instituto Max Plank inseriram genes neandertais em células-tronco humanas para criar colônias de neurônios – os chamados “mini-cérebros”. O objetivo é simular o funcionamento da massa cinzenta desses hominídeos extintos, e entender as diferenças entre o sistema nervoso deles e o nosso.

Praticamente proibidos

A União Europeia decretou que vegetais com DNA reescrito pela técnica CRISPR-Cas9 – que permite ajustes finos no código genético – estão sujeitos à mesma (e severa) regulamentação dos transgênicos tradicionais, criados pela transferência de genes inteiros de uma espécie para outra. A decisão foi criticada por cientistas.

Fontes: Annual Statistics of Scientific Procedures on Living Animals,
Carta Public Symposium of Imagination and Human Origins,
Court of Justice of the European Union.

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