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A inteligência adormecida

Por
31 mar 2004, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h49
  • Paola Gentile

    Considerando que todos podem aprender, de onde vem a inteligência? Uma equipe da Faculdade de Medicina de Bonn, na Alemanha, acredita que o modo como nascem os fios dos redemoinhos da cabeleira pode estar associado à maneira como o cérebro trabalha. Uau! Os neurocientistas acreditam que cabelos que crescem no sentido anti-horário influenciam de modo positivo o desenvolvimento da inteligência, assim como o fato de ser canhoto (e, portanto, trabalhar de forma mais intensa os dois hemisférios do cérebro). Há alguns anos, um estudo do geneticista americano Amar J. S. Klar já havia aberto um precedente nesse genial campo de estudo, ao levantar a hipótese de que o gene que determina se alguém tem tendência a ser destro ou canhoto é o mesmo que estabelece o sentido do nascimento dos cabelos nos redemoinhos. Um dado, porém, já foi confirmado pelos cientistas: homens cujos redemoinhos crescem no sentido anti-horário são raríssimos de encontrar. Na dúvida, pergunte ao seu cabeleireiro como seus fios se desenvolvem – ou dê uma boa olhada no espelho antes de se perguntar por que você tem tanta dificuldade para resolver alguns problemas corriqueiros.

    Enquanto a teoria da inteligência que nasce com os cabelos não se confirma, outra boa explicação para dar no bar é a tese que ajuda a entender como se desenvolvem a criatividade e a esperteza. Um grupo de cientistas, também alemães, decidiu explicar melhor essa história de que o sono auxilia na formação da memória e do comportamento intuitivo. Eles partiram de uma espécie de crença popular, muito comum não apenas na Europa, segundo a qual só uma boa noite de sono ajuda a resolver problemas que antes pareciam insolúveis. Na pesquisa, liderada pelo neurologista Jan Born, da Universidade de Lübeck, um grupo de voluntários tinha como tarefa reordenar fileiras de oito números para atingir um determinado objetivo, seguindo duas regras simples numa série de etapas. Ninguém foi informado, porém, da existência de uma terceira regra, que faria com que a atividade fosse concluída com mais rapidez. Todos ouviram dos cientistas as instruções básicas (aqui incluídas as duas regras) antes de o teste começar. Fizeram a experiência uma vez e aguardaram oito horas para uma nova bateria de exercícios. Nesse meio tempo, alguns dormiram e outros ficaram acordados. Dos que dormiram, 59,1% descobriram a terceira regra (e resolveram a questão), contra 22,7% dos que ficaram acordados. Da próxima vez que perder a hora para algum compromisso, chegue com a solução de um problema – e mostre quanto é importante dormir um pouco mais.

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