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As 3 piores idéias da ciência

Errar é humano, diz o ditado - o que só pode significar, como mostram as teorias abaixo, que os cientistas também são sujeitos muito, muito humanos.

Texto Reinaldo José Lopes

Os cientistas vivem tentando derrubar algumas idéias e comprovar outras. É do jogo, e por isso a ciência é tão legal: usa-se a observação e a experimentação para pintar um quadro cada vez mais refinado do mundo. O problema é quando os pesquisadores ficam, digamos, meio apegados demais a idéias furadas. A seguir, a gente apresenta 3 das maiores pisadas no tomate da história da ciência, a maioria de morrer de rir – mas algumas nem tanto.

1. Remendão

No século 16, a grande polêmica era a sugestão de que a Terra orbitava o Sol. A proposta não era aprovada pela Igreja. O dinamarquês Tycho Brahe achou que dava para contentar a todos: propôs um modelo no qual os planetas giram em torno do Sol, mas ele e a Lua giram em torno da Terra. Dã.

2. Sai pra lá, Mendel

No fim dos anos 20, a agricultura da União Soviética estava indo para o brejo. Foi aí que o país empregou Trofim Lysenko. Ele jurou que ia fazer milagres pelas colheitas, promovendo sua teoria de que Mendel estava errado e que era possível transmitir traços adquiridos ao longo da vida de uma planta para a geração seguinte. Seria engraçado, se os verdadeiros cientistas não fossem mandados para a cadeia por ele…

3. Eram as bactérias astronautas?

Talvez a gente esteja sendo injusto com a famosa hipótese da panspermia, segundo a qual a vida na Terra descende de micróbios alienígenas. Ela chegou a ser defendida por grandes figuras, Svante Arrhenius e Francis Crick. Mas o duro é que, no fundo, ela não explica nada. Tá, a vida aqui pode ter vindo do espaço. Mas como ela surgiu originalmente no espaço?