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Aumento da temperatura eleva a incidência de diabetes, diz estudo

E a solução pode ser, quem sabe, deixar a janela aberta enquanto dormimos.

O aumento da temperatura global, que derrete geleiras e extingue espécies animais, está ligado também ao desenvolvimento de diabetes tipo 2 e obesidade em humanos. É o que propõe uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Maastricht, na Holanda. A boa notícia é que uma medida bem simples pode ajudar a contornar os efeitos do clima: deixar a janela aberta enquanto dormimos.

A dica foi dada por Ashley Grossman, professor de endocrinologia da Universidade de Oxford, em entrevista ao jornal britânico Telegraph – e tem explicação bastante lógica. Cada vez menos fãs de atividades ao ar livre, deixamos também de ter contato com a refrigeração natural. Presos em casa ou no trabalho durante a maior parte do dia, demandamos muito menos energia para atividades como a regulação de nossa temperatura corporal.

Ter contato com a brisa noturna seria, portanto, uma forma prática de evitar o ganho de peso. Isso obrigaria as reservas imediatas de energia (a chamada “gordura marrom”) serem queimadas na tarefa de regular a temperatura corporal durante o sono.

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De acordo com o estudo holandês, passar algumas horas do dia sob uma temperatura entre 15ºC e 17ºC (média do inverno no mês de julho, em São Paulo) já é capaz de alterar nossas taxas metabólicas, aumentando a velocidade com que as calorias são queimadas pelo organismo em 30%. Manter-se aquecido por uma hora, sob essas temperaturas, pode significar um consumo de 400 calorias.

Os pesquisadores relacionaram o aumento das temperaturas e a incidência da diabetes em 50 estados e territórios dos EUA. O número de casos da doença era em média 0,03% maior a cada grau de diferença na temperatura. O aumento de um único grau na temperatura média pode, segundo o estudo, representar o surgimento de 100 mil casos de diabetes no país.

Números da Federação Internacional de Diabetes acusam que 1 a cada 11 adultos é diabético – 415 milhões têm a doença no mundo todo. Segundo estimativas, essa taxa pode ser de 642 milhões em 2040. Passar um pouquinho de frio não é a medida definitiva, mas pode te ajudar a não virar estatística.