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Casamento é uma instituição em declínio

Depende do país. No Brasil, as pessoas estão casando mais. Na Europa e nos EUA, porém, ocorre o contrário

Aqueles mais empolgados com a vida moderna e seus impactos sobre a sociedade adoram dizer que o casamento é uma instituição em franco declínio, fadada à extinção. Mas não é isso – pelo menos no Brasil – que as estatísticas indicam. Segundo os números mais recentes apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de matrimônios está longe de diminuir. Ao contrário! Nos últimos 10 anos, ele até cresceu.

Em 1998, a média de brasileiros casados em cada grupo de 1 000 era de 6,1. Em 2007, a taxa subiu para 6,7. A explicação para isso é de natureza bem prática: ficou mais fácil casar. A burocracia diminuiu, assim como os custos para a oficialização de uma união matrimonial. Além disso, nunca houve tantos casamentos coletivos quanto hoje – uma ferramenta cada vez mais usada pelas autoridades para regularizar a situação de pessoas que já vivem juntas há muito tempo, sem jamais terem casado de papel passado.

Em outros países, no entanto, casamentos ficam mais raros a cada dia. Nos EUA, o número de uniões matrimoniais despencou cerca de 50% dos anos 70 para cá. E do outro lado do Atlântico, em Portugal, a redução foi 8,5% só no período entre 2003 e 2004. Como o mesmo fenômeno ocorre em quase toda a Europa Ocidental, é razoável supor que países mais pobres ou em desenvolvimento ainda valorizam – e continuarão valorizando – o casamento como instituição, enquanto os mais ricos e desenvolvidos tendem a progressivamente dar cada vez menos importância a ele.