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Como se identifica alguém pela arcada dentária?

Não existem duas arcadas iguais – e é usando a soma das características de cada pessoa que permitem aos peritos identificar as pessoas com base nos dentes.

Por Gilberto Stam 30 nov 2002, 22h00 | Atualizado em 29 jan 2019, 15h12
Como se identifica alguém pela arcada dentária? Priorizar nos meus resultados Google

A identificação funciona, basicamente, pela comparação entre as chapas de raios X feitas pelo dentista do suposto falecido e chapas dos dentes do cadáver tiradas exatamente do mesmo ângulo.

Essas imagens são sobrepostas em computador para aferir semelhanças no formato dos dentes e eventuais trabalhos odontológicos, como restaurações, canais, coroas e próteses.

“Intervenções como essas são especialmente indicadas para a identificação, pois costumam possuir um desenho geométrico bem definido e diferenciado” afirma o médico forense Malthus Fonseca Galvão, do Laboratório de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal de Brasília.

De uma maneira geral, qualquer informação na ficha odontológica da pessoa pode ajudar nessa comparação. São especialmente úteis as irregularidades como dentes tortos, encavalados ou espaçados. “A soma dessas características é que vai fornecer uma base segura para a conclusão dos peritos”, diz outro médico forense, Eduardo Daruge, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

No caso, porém, de o suposto falecido não ter deixado chapas de raios X, resta a alternativa de usar uma foto em que ele apareça sorrindo ou mostrando os dentes de alguma outra forma. Essa imagem é ampliada e sobreposta a uma filmagem frontal do crânio do cadáver, também para comparação do formato dos dentes.

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Caso não se tenha a menor idéia da identidade do morto (ou seja, não haja suspeitos com os quais comparar fotos ou chapas), a única informação que a arcada dentária fornece é uma estimativa de sua idade. Pelo menos até os 16 anos, o método oferece considerável precisão, porque as etapas de desenvolvimento dentário – substituição da dentição de leite pela permanente e formação das raízes – são aproximadamente iguais para todo mundo. Já em adultos, essa análise não é tão confiável, pois os indicadores de idade passam a variar muito –  desgaste dos dentes, por exemplo, varia conforme a alimentação e os hábitos do dono.

Os dentes, além de serem a estrutura mais resistente do corpo – são capazes de resistir à carbonização em temperaturas de mais de 800 ºC – apresentam outra vantagem: é neles que fica preservado por mais tempo o material genético de uma ossada.

Os peritos, porém, costumam deixar esse tipo de análise em segundo plano, devido ao maior custo e à dificuldade da extração do DNA dos dentes.

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R.G. funerário

Os dentes identificam uma ossada com precisão

CHAPA REVELADORA

Imagens de raios X, guardadas pelo dentista ou pelo próprio paciente, revelam detalhes fundamentais para a identificação de um cadáver

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Não existem duas arcadas iguais. Características como formato e restaurações variam individualmente.

 

DIGA XIIIISSSSSS…

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Na falta de chapas de raios X, uma foto de sorriso largo, mostrando os dentes, pode ser suficiente para a identificação

1. No computador, é realçado o contorno dos dentes e são medidas suas angulações (Uma foto caseira pode ser ampliada, para comparar os dentes com a imagem do crânio)

2. A arcada dentária do cadáver é filmada e suas imagens sobrepostas ao detalhe da foto, no computador. A sobreposição perfeita indica a confirmação da identidade do falecido.

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