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Conheça a criatura marinha batizada em homenagem ao monstro Cthulhu

Através da reconstrução 3D, cientistas descobrem que animal extinto se assemelha ao monstro mitológico de Lovecraft

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 13 abr 2019, 13h45 - Publicado em 12 abr 2019, 20h01

“Apenas a visão do monstro pode levar qualquer um à loucura” – é assim que o autor H.P Lovecraft descreve seu personagem mais assustador, e um dos monstros mais marcantes da literatura: a entidade mitológica Cthulhu.

Pois agora esse monstro não existe apenas nos livros. Paleontólogos encontraram uma nova espécie marinha, já extinta há muito tempo – um bicho de aparência bizarra, cheio de tentáculos. Não tiveram dúvidas: batizaram a criatura de Sollasina cthulhu, em referência ao monstro da ficção.

Em um artigo publicado na Proceedings of the Royal Society B, os cientistas explicam como foram capazes de reconstruir a imagem do monstruoso Cthulhu da vida real. O fóssil encontrado em Herefordshire, no Reino Unido, tem 430 milhões de anos e está surpreendentemente conservado. Por meio da reconstrução computacional 3D, os cientistas identificaram a criatura como uma nova espécie e puderam ter uma ideia de como era seu visual quando estava vivo.

Por outro lado, o tamanho do novo bichinho nem se compara ao que descreve Lovecraft nos livros. Enquanto a criatura original é absurdamente gigante, o Sollasina é parente dos pepinos do mar, que cabem na palma da mão.

  • Talvez ele não seja tão gigante e horrível quanto nas obras de Lovecraft, mas com certeza seus tentáculos aterrorizavam outras pequenas criaturinhas do mar existentes da época.

    A pesquisa vai além da mera homenagem literária, é claro. A expectativa é que ela ajude os cientistas a entender melhor a evolução dos pepinos e ouriços do mar. A reconstrução permite visualizar estruturas internas e externas antes desconhecidas do grupo Ophiocistioidea, classe extinta dos equinodermos.

    Um exemplo é o anel interno presente no centro de seu corpo. Os cientistas interpretaram essa estrutura como início do sistema hidrovascular atualmente presente na família dos pepinos do mar. Esse sistema é composto de canais preenchidos com líquidos que ajudam na locomoção e alimentação dos animais. Ou seja: é uma boca que também serve de “motor”.

    “Isso nos ajuda a entender as mudanças que ocorreram durante o início da evolução do grupo, que deu origem à forma de ‘lesma’ que vemos atualmente” afirma Jeffrey Thompson, coautor da pesquisa.

     

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