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Ferramenta que detecta terremotos pode ajudar a salvar elefantes

Hoje usado para medir abalos sísmicos, geofone pode detectar vibrações emitidas por elefantes a até 6 quilômetros de distância – e, com isso, ajudar a combater o comércio ilegal de marfim, que mata milhares de animais por ano

Por Ingrid Luisa
10 Maio 2018, 15h39

O barulho que um elefante faz com sua tromba chega a estrondosos 110 decibéis. É equivalente ao que você ouve em um show de rock. O impacto da caminhada do bicho, com seus 6 mil kg, produz vibrações que se propagam pelo solo – da mesma forma que as ondas sísmicas, responsáveis por terremotos. Agora, os cientistas da Universidade de Oxford atestaram que é possível encontrar elefantes usando os mesmos aparelhos que hoje são usados para detectar abalos sísmicos. E isso pode ajudar a salvá-los.

Segundo o estudo, publicado na revista Current Biology, as atividades dos bichos – como caminhar, correr, grunhir – geram vibrações sísmicas distintas. Para descobrir isso, os pesquisadores colocaram geofones (dispositivos usados para captar vibrações da terra) próximos a elefantes selvagens no Quênia. Eles podiam ser detectados até quando estavam parados, pois seu grunhido já produz vibrações de baixa frequência no solo — do mesmo jeito que você sente o chão tremer no show de rock.

Os cientistas conseguiram detectar as vibrações a quase seis quilômetros de distância. Isso é muito mais que se imaginava – para se ter uma ideia, o barulho emitido pela tromba de um elefante, que falamos no início da matéria, viaja por “apenas” três quilômetros pelo ar.

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Os cientistas já sabiam que elefantes são capazes de se comunicar a longas distâncias através dessas vibrações. Pesquisadores já viram, por exemplo, esses gigantes fugirem para lugares mais altos ao detectarem sinais de tsunamis a quilômetros de distância. Outro indício disso é um estranho hábito entre mamães elefantes: cientes de uma ameaça, elas pisam forte no chão – possivelmente, para alertar outros elefantes.

A descoberta pode ajudar a monitorar os elefantes e contribuir para a preservação da espécie, ameaçada pelo comércio ilegal de marfim, material que forma as presas do animal e é vendido por valores altíssimos. 

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