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Ficção quase real

As obras de ficção científica são pródigas em previsões - ou premonições. Veja alguns exemplos de devaneios que inspiraram gerações de cientistas

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h52 - Publicado em 28 fev 2005, 22h00

Daniela Nórcia

Computadores inteligentes

Em 1951, o inglês Arthur C. Clarke publicou A Sentinela, conto que daria origem a 2001: Uma Odisséia no Espaço, filme de Stanley Kubrick sobre um supercomputador, HAL, que comanda uma espaçonave e adquire vontade própria (na foto, a imagem de um astronauta aparece refletida no HAL). Hoje, a capacidade de processamento do cérebro humano já foi igualada, talvez até superada, por máquinas. Em 1997, por exemplo, um supercomputador da IBM bateu o campeão de xadrez Gari Kasparov em um tira-teima.

Submarinos

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Em 1869, o escritor francês Julio Verne (1828-1905) imaginou um submarino que utilizava um combustível eficiente e praticamente inesgotável. A história do capitão Nemo e dos tripulantes do submarino Nautilus (foto), em Vinte Mil Léguas Submarinas, inspirou um filme homônimo dos estúdios Walt Disney, em 1954. Um ano depois, surgiu o primeiro submarino de verdade movido por propulsão nuclear – que foi batizado de Nautilus em homenagem ao veículo descrito por Verne.

Viagem no tempo

Em 1895, H.G. Wells (1866-1946) publicou A Máquina do Tempo. O livro teve duas adaptações para o cinema. A mais recente delas, de 2000, com o ator Guy Pearce (foto), foi dirigida por Simon Wells, bisneto do escritor inglês. Só no início do século 20, com a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, a ciência passou a encarar com seriedade esse tema. Hoje se sabe que um corpo que se move a uma velocidade próxima à da luz pode atravessar uma galáxia em poucos segundos, mesmo que, para quem olha da Terra, essa travessia pareça levar milhares de anos.

Animais híbridos

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No romance Frankenstein (1816), da inglesa Mary Shelley (1797-1851), o personagem principal é criado da união de partes retiradas de diversos corpos humanos. Ainda não chegamos a tanto, mas os cientistas já conseguem produzir bizarrices como Rama, resultante do cruzamento de um camelo e de uma lhama, nascida em 1998. A história de Shelley teve inúmeras adaptações para o cinema, como a versão de 1994 dirigida por Kenneth Branagh, com o ator Robert de Niro (foto) na pele da Criatura.

Viagem à Lua

Ao descrever uma viagem à Lua, o escritor Julio Verne incluiu pormenores impressionantes. Em tom profético, os livros Da Terra à Lua (1865) e Viagem ao Redor da Lua (1869) apresentam muito do que, de fato, ocorreria com o projeto americano Apollo, quase um século depois. A forma cilíndrico-cônica do foguete, o tempo da viagem e os efeitos da falta de gravidade foram alguns detalhes antecipados por Verne. Seus livros inspiraram o clássico Uma Viagem à Lua (1902), de George Méliès, o primeiro filme de ficção científica da história (foto).

 

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