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Fusão a frio, mais quente

Duas equipes de cientistas americanos acabam de publicar um artigo em que afirmam ter observado fusão "fria" em átomos metálicos.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h45 - Publicado em 31 ago 1991, 22h00

Novos lances agitam a sensacional polêmica sobre a existência, ou não, da fusão nuclear em temperatura ambiente, em oposição à fusão em alta temperatura, como se verifica nas bombas de hidrogênio. Duas equipes científicas americanas acabam de publicar um artigo em que afirmam ter observado fusão “fria” em átomos metálicos. O chefe de uma das equipes, Frederick Mayer, opina que o fenômeno parece ocorrer por intervenção de uma partícula subatômica ainda desconhecida. Destituída de carga elétrica, ela seria uma espécie de intermediária entre os familiares prótons (positivos) e elétrons (negativos). Trata – se de um fato potencialmente revolucionário – caso seja comprovado. A primeira sugestão de fusão a frio foi feita há dois anos pelos químicos americanos Stanley Pons e Martin Fleishmann, dos Estados Unidos, que analisaram átomos do metal paládio. De lá pra cá, o fenômeno oscila entre aceitações e recusas radicais, sem que se tenha podido chegar a um desempate. A bola agora, está nos pés dos seus defensores.

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