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Dinossauro que viveu há 150 milhões de anos pode ter tido infecção respiratória

Doença que causa inflamação dos sacos aéreos em aves modernas pode ter sido responsável por danos nas vértebras do saurópode “Dolly”.

Por Luisa Costa
Atualizado em 18 nov 2022, 17h14 - Publicado em 11 fev 2022, 18h06

Tosse, febre, dores de cabeça e nariz escorrendo. Esses sintomas são familiares para nós, mas você provavelmente nunca imaginou um dinossauro sofrendo com uma doença respiratória. Agora, os cientistas encontraram as primeiras evidências para isso – a partir de um fóssil apelidado de “Dolly”.

“Dolly” era um dinossauro herbívoro de pescoço longo (conhecido como saurópode) que viveu há 145 milhões de anos, durante o período Jurássico. Ele habitava a região em que hoje fica o estado de Montana, ao norte dos Estados Unidos.

Paleontólogos encontraram o fóssil de Dolly – o crânio e parte do pescoço – em 1990. Desde então, o material permaneceu no Museum of the Rockies (Montana) até ser estudado pelo paleontólogo americano Cary Woodruff – que explica que o apelido do dinossauro é homenagem à cantora country Dolly Parton.

Em 2018, Woodruff percebeu que havia algo de estranho nas vértebras de Dolly: saliências irregulares que se pareciam com uma flor de brócolis. Ele nunca havia encontrado algo semelhante, então entrou em contato com outros pesquisadores em suas redes sociais para, quem sabe, encontrar alguma pista.

Woodruff recebeu respostas de pesquisadores que reconheceram as estruturas – e se juntaram à investigação. Elas seriam semelhantes a crescimentos causados por infecções respiratórias nas aves modernas. 

Para fazer o “diagnóstico” de Dolly, a equipe recorreu a ferramentas como exames de raios-x e tomografia computadorizada, além de comparar as vértebras do saurópode com os de outros animais.

Assim como as aves modernas, os saurópodes também tinham sacos aéreos – estruturas ligadas aos pulmões que funcionam como câmaras de ar e auxiliam na respiração. Uma doença conhecida como aerossaculite, que causa a inflamação dos sacos aéreos em aves modernas (como galinhas), pode ter sido responsável pelo danos nas vértebras, como os pesquisadores explicam no estudo publicado na revista Science Reports.

Infecções respiratórias podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos e parasitas. Os pesquisadores acreditam que Dolly teria ficado doente a partir da aspergilose, doença causada pelo mofo Aspergillus e comum em aves modernas. 

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O saurópode pode ter apresentado sintomas comuns da doença: espirros, tosse, dor de cabeça, febre, diarreia e perda de peso. Os cientistas não sabem dizer se a infecção foi letal, mas afirmam que, em animais de rebanho (como os saurópodes), indivíduos doentes podem se auto-isolar do grupo ou ficar para trás durante uma viagem. Isso os torna alvos fáceis para predadores.

“Independentemente de exatamente como a morte ocorreu, acho que essa doença definitivamente contribuiu para a morte do animal de uma forma ou de outra”, disse Woodruff ao Live Science.

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