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Meu filho é um selvagem

No final do ano passado, uma gata doméstica (Felis catus) americana passou por uma experiência inusitada ao dar à luz um filhote de gato selvagem africano (Felis silvestris lybica). Foi o primeiro transplante de embrião realizado com sucesso entre duas espécies. O objetivo é tentar evitar a extinção daqueles felinos selvagens, hoje reduzidos a menos de 1 000 animais. “É um dos maiores passos já dados para ajudar na reprodução de um animal silvestre”, disse à SUPER a americana Betsy Dresser, do Instituto Audubon para Pesquisa de Espécies Ameaçadas, nos Estados Unidos. Segundo Betsy, coordenadora do trabalho, fêmeas de gato selvagem, além de raras, não reagem bem à inseminação artificial. Os embriões acabam morrendo no útero. A saída, então, foi usar gatas domésticas como barriga de aluguel. A maior vantagem disso, para a cientista, é que o número de mães postiças é inesgotável. Só nos Estados Unidos há 65 milhões de gatos. “A quantidade de crias vai aumentar quando ganharmos mais confiança na técnica”, afirmou Betsy. A propósito, o gatinho selvagem se chama Jazz e passa bem.

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Algo mais

A técnica da transferência de embriões chegou tarde demais para o bucardo, um tipo de cabrito montês espanhol. O último exemplar da espécie morreu no mês passado. Mesmo assim, veterinários da província de Aragón, Espanha, acham que resta uma chance. Eles querem clonar o bicho usando células extraídas dele antes da morte.